A passagem pela nossa terra, de um grupo de escuteiros, despertou a curiosidade de sete jovens – Carlos Alberto de Pina Marques, Joaquim Soares de Bastos, Jorge Alberto Marques de Sousa, Manuel Augusto Ferreira de Pinho, Manuel Tavares, Maria Belmira Marques de Sousa, Maria da Graça Bastos Pinho – que, entusiasmados com a “beleza” do escutismo, se predispuseram a formar um agrupamento de escuteiros em Castelões. Com o apoio do Padre Joaquim Valente Martingo, este grupo meteu mãos á obra, começando em 1977 a frequentar os cursos necessários: cursos de iniciação e mais tarde, cursos de Chefe de Grupo, Chefe de Alcateia, e Chefe de Agrupamento. A Junta de Freguesia disponibilizou, então, algumas salas e após dois meses de trabalho, a sede ficou em condições de receber os primeiros escuteiros.
Em 22 de Setembro de 1979, o Agrupamento 592 – Castelões iniciou as suas actividades, com um bando de 10 lobitos (escuteiros com idades compreendidas entre os 6 e os 10 anos) e uma patrulha de 8 exploradores (dos 11 aos 14 anos),de acordo com o Ordem de Serviço Nacional nº 371. Convidada para Madrinha, a D. Maria Joaquina ligou-se, profundamente, ao nosso Agrupamento até á data da sua morte. A 28 de Outubro de 1979 realiza-se a cerimónia de posse de dirigentes, com a presença dos responsáveis da Junta Regional do Porto, e ainda do Agrupamento de Nogueira do Cravo.
De 28 a 30 de Agosto do ano seguinte, decorre o primeiro Acampamento de Verão, realizado na Felgueira (Castelões), e em Dezembro de 1981 sai, o número 1 do jornal “Lampião”.
Os primeiros escuteiros cresceram, funcionando, agora, o escutismo também para raparigas, pelo que o Agrupamento sentiu necessidade de criar duas novas secções. Assim, a Ordem de Serviço nº 423, marcaria a oficialização do grupo de Pioneiros (escuteiros com idades entre os 14 e os 17 anos) e os caminheiros (dos 17 aos 23 anos). A nossa sede passou também por outros locais, nomeadamente a residência Paroquial, a cada de um amigo dos escuteiros, e finalmente em 1999, foram-nos cedidas pelo Centro Social e Paroquial as instalações que actualmente ocupamos, e que continuaremos a utilizar na formação dos jovens de S. Pedro de Castelões.