Artigos‎ > ‎

Pouso Fora

Traduzido e resumido do artigo “Off Field Landings” de Tom Knauff

Navegar com planador significa correr certo risco. É impressionante como alguns pilotos não se preparam para o vôo a distância, que pode ter conseqüências graves. Óbvio que estas conseqüências (lenha) fazem parte do piloto mal preparado para o pouso fora.

Este artigo pretende rever as informações necessárias para você preparar-se para o pouso fora.

Antes de mais nada, leia o máximo possível.  Você também deverá ter as 5 horas de permanência antes de aventurar-se a sair do cone da pista. É importante que você já esteja familiarizado com o tipo de planador com o qual irá efetuar a navegação.

O principal objetivo do primeiro vôo a distância não é completar a distância de 50 km  e sim, se você efetuou o vôo com segurança ou não. Resumindo, o importante é sua capacidade de pousar com segurança num arado caso seja necessário.  Sua habilidade de completar a navegação não deve ser questão de sorte.  Você e o instrutor devem ter certeza de que você está totalmente preparado para qualquer eventualidade que possa ocorrer durante as primeiras  navegações.

Antes de efetuar a navegação, você deve conseguir pousar com precisão ou seja, treinar pousar curto:  faça uma marca na pista, pouse após a marca e pare o mais rápido possível.  Este pouso deve ser com a menor energia possível, pouso "dois pontos".

Você deve conseguir fazer 3 pousos consecutivos bem feitos, no local desejado, não adianta pousar  bem 3 vezes em 25 pousos ! Treine os pousos com: a) tráfego pela direita; b) tráfego pela esquerda e; c) pouso com vento de cauda.  Sua habilidade em pousar fora será medida por você mesmo, dependendo do sucesso destes três pousos consecutivos.

Como provavelmente todo o curso de planador foi feito no mesmo aeródromo, é inevitável que você tenha desenvolvido algumas marcas de tráfego: virar base em cima da fazenda tal (ou a perna do vento em cima da rodovia).  Uma das coisas importantes antes de iniciar uma navegação é ter certeza de que conseguirá pousar sem as dicas do seu aeródromo de origem.

Quando iniciar a navegação você deve ter todos os dados em mente; não adianta você deixar de fora alguns detalhes, por exemplo, não ter treinado pouso curto.  A soma dos pequenos erros acaba transformando o pouso fora em acidente. Antes de navegar para valer, é exigido:

O C DE PRATA

  1. ganho de 1000 metros;

  2. vôo com duração de 5 horas e;

  3. vôo em distância de 50 km, com pouso em outro aeródromo.

A ordem dos requisitos para o C de prata são importantes, já que primeiro você deve demonstrar a habilidade de conseguir ganho de 1000 e “pendurar”  um bom tempo para, depois,  fazer o vôo de distância.  Não há nenhuma desculpa para  primeiro efetuar o vôo de distância após ter demonstrado a capacidade de “pendurar” durante alguns vôos.  Você deve provar que consegue permanecer em vôo em muitos vôos antes de aventurar-se a navegar.

O VÔO DE 50 KM

Antes de realizar o vôo de 50 km (C de Prata), é importante que você tenha uma boa conversa com um Instrutor experiente.  Pergunte se ele já o considera apto para o vôo a distância, ou seja, se você já tem as habilidades necessárias para realizar com segurança esta primeira navegação.  Não tome esta decisão sozinho, muitas vezes nossos desejos vão além da nossa capacidade de executá-los.

Lembre-se: Para os outros não importa muito se você já tem ou não o C de Prata ou se você já está navegando.

O fato de você ainda não ter o C de Prata não faz tanta diferença porém, se você acidentar-se (e danificar o planador) na primeira navegação, provavelmente será lembrado por este fato, ou até mesmo perderá a vontade de prosseguir voando planador.

Uma boa maneira de preparar-se para aumentar a segurança no primeiro pouso fora, é efetuar treinamento com um instrutor num moto-planador, treinando : a) navegação, b) seleção de terreno para pouso fora; e c)treinar como bater fotos nos pontos de virada.

Dez pousos fora simulados é provavelmente muito mais do que os pousos fora reais que um piloto irá enfrentar nos primeiros anos de volovelismo.  O autor cita que em 400 pousos fora  simulados com alunos, com raras exceções, estes teriam danificado os planadores na primeira tentativa (locais fáceis foram escolhidos para o treinamento).   Os principais motivos para este alto índice são: a falta de preparação/educação para pousos fora; instrução incompleta e incorreta (por ex.: pouso pistado, alta velocidade, etc)

SELEÇÃO DO LOCAL DE POUSO

TAMANHO

É a primeira consideração para escolha do local.  Fazendeiras trabalham em terrenos grandes, mais apropriados para o uso de máquinas.  Quando você planejar a sua primeira navegação leve em conta a rota que apresenta maior número de campos grandes.  Pergunte a pilotos experientes para escolha do percurso, eventualmente você poderá escolher uma rota em que sempre estará no cone de uma pista..

Qual o tamanho necessário?  Normalmente podemos dizer que um arado tem mais que 500 m de comprimento.  O planador necessita menos de 150 m , após o toque, para parar.  Portanto, arados normalmente tem tamanho adequado. Durante o seu vôo você sempre verá vários arados dentro do seu alcance.

COR

Indicará o tipo de superfície do solo.  Cor verde indica pasto, claramente não aconselhado já que poderá ter cupins, pedras, cercas, animais e outros obstáculos.  Estradas, apesar de parecerem locais atrativos, vistos de cima, normalmente são estreitos demais, com placas/postes e tráfego de veículos, tornando o pouso um risco inaceitável.  Campos de futebol, apesar de parecerem perfeitos, normalmente são curtos.

A melhor cor é a marrom ou vermelha, que indica um solo trabalhado.  Variações na tonalidade, indicam que o solo não é plano. Máquinas agrícola não conseguem arar muito perto de cercas resultando em uma risca verde paralela a cerca.

OBSTÁCULOS

Todos os itens listados para seleção do campo para pouso fora tem grande importância, porém se tivesse que escolher o mais importante, seria este.  Poucos pilotos de planador consideram este item como de alta relevância.

Um obstáculo tem efeito 10 vezes maior que sua altura.  Se você voar sobre uma árvore de 30 m no final da pista, ela irá reduzir o comprimento utilizável da pista em 300 metros.

Por outro lado se você tiver que pousar num arado de 200 m de comprimento não haverá nenhum problema caso não haja nenhuma obstrução na cabeceira.

A razão que obstruções têm efeito tão grande é que precisamos sobrevoar a mesma com boa margem de segurança e, normalmente costumamos a passar bem mais alto que o necessário.  Também é provável que estejamos voando um pouco mais rápido.  Logo após o obstáculo, encontramos ar calmo, que ajudará o planador a flutuar ainda mais.  Este efeito combinado faz com que o obstáculo tenha efeito muito maior que o esperado.

Todo campo tem um tipo de obstáculo: a cerca.  Assuma que todo campo tem uma cerca em volta.  Além da cerca, poderá haver fios elétricos, e fios de telefone..  Normalmente é difícil enxergar os fios, mas sempre podemos ver os postes ou até mesmo a sombra deles.  No final do dia, quando normalmente efetuamos o pouso fora, a sombras estão bem longas, facilmente visualizadas.

Toda estrutura, por menor que seja, provavelmente terá um fio passando por ela; talvez entre árvores.  Toda estrada, mesmo de terra, costuma ter fiação elétrica ao lado.  Fios elétricos e telefônicos são minha maior preocupação quando efetuando pouso fora.

Se você não lembrar-se de nada deste artigo, lembre-se pelo menos de evitar obstruções !!!

INCLINAÇÃO

Todo piloto de planador sabe que o pouso deve ser feito morro acima, independente da direção do vento.  Desnível do solo, visto do ar, é muito maior que você pensa.  Pousar morro acima tem várias vantagens.  A rolagem é curta, o planador para rapidamente, mesmo com vento de cauda.  Portanto, há menor risco de danificar o planador.  Caso o terreno for muito inclinado, sempre existe o risco de rolar para trás após parar...

Se você conseguir identificar ondulações ou desnível de solo do ar, tenha certeza que o terreno é muito mais inclinado que parece, visto de cima.

Caso você pouse num terreno com grande grau de inclinação de aclive, tenha certeza de usar maior velocidade para levantar o nariz do planador mais alto do que o normal, o planador irá parar muito mais rapidamente do que o pouso em terreno plano.  Existe também ilusão óptica, quando pousando em terreno em aclive, que nos faz tocar antes do ponto realmente desejado.   Assim, escolha o ponto de toque um pouco mais para o meio do terreno.

QUAL CAMPO?

Se você tiver várias opções, qual campo você escolherá ? Alguns pilotos desenvolvem certos critérios muito rígidos.  Por ex., somente olha para terrenos de cor marrom (já que esta é realmente a melhor cor) ou então, sempre escolhem terrenos grandes sem obstruções.  Você precisa aprender a analisar todas opções e selecionar o campo com a melhor das características, como um todo.

Você pode achar um campo de cor marrom, outro mais amarelado e outro verde claro.  O marrom é muito curto.  O verde claro tem cor esquisita, não constante.  E o mais amarelado é bem longo com obstruções altas.  Sem nenhuma outra opção, provavelmente a melhor opção é o campo verde claro.

Eu (Tom Knauff) já pousei fora centenas de vezes sem ter ao menos riscado o planador.  O pouso fora pode ser tão normal como o pouso na pista.  Com uma exceção, fios.  Preste muita atenção aos fios !!!

O QUE FAZER QUANDO ENCONTRAR O DONO DO TERRENO MUITO BRAVO

Seja amigável, mostre sincera preocupação pelo dano causado a plantação e sua propriedade.  Tire fotos das crianças junto ao planador, pegue o endereço completo, depois envie as fotos.  Ele se lembrará para sempre deste grande evento em sua propriedade.

Remova o planador evitando danificar a plantação.  Caso pousar no meio do arado, peça ajuda, empurre o planador até uma das extremidades, para evitar que sua equipe danifique ainda mais a plantação com a carreta e o automóvel.

Se o dono do terreno engrossar, tranqüilize-o, uma vez que os planadores no Brasil  possuem seguro obrigatório contra terceiros (N.T.).

DECISÕES DE ALTURA

Existem algumas decisões importantes a respeito da altura a ser voada quando em navegação.

Primeiro, nunca tente navegar se a base não estiver no mínimo a 1.000 metros acima do solo.  Se você não consegue subir a pelo menos 1000 metros, as chances de um pouso fora aumentam dramaticamente.  Sugiro, que você escolha um dia com base de pelo menos 1.500 metros para os seus primeiros vôos a distância..

Durante sua navegação, quando estiver abaixo de 1000 metros, voe em direção à região com maior possibilidade de pouso fora.

Quando você estiver a 600 metros, escolha os campos em que o pouso fora é possível e procure térmicas no raio de alcance destes campos, ou seja fique no cone dos campos selecionados.

Quando você estiver entre 400-500 metros acima do solo, você deve entrar na perna de través do campo escolhido, com um campo alternativo por perto, no caso de você encontrar algum perigo no campo inicialmente escolhido.

TRÁFEGO DE POUSO

O tráfego de pouso deveria ter 4 pernas: perna de través, perna do vento, base e reta final.  Estas pernas formam um retângulo em volta da área de pouso, seja no pouso em pista, seja num campo arado.  Todas vezes que você pousar no seu Aeroporto de origem, você deveria praticar este tráfego tipo retângulo, assim, quando você fizer o primeiro pouso fora , a probabilidade de você acertar o tráfego será bem maior.

A 300 metros você deverá estar na perna contra o vento do campo escolhido para que você possa então, iniciar o tráfego retângulo.  Você observará atentamente para obstáculos escondidos, inclinação, animais, e a plantação.  Você deverá notar a direção do vento, pela deriva do planador no tráfego.

Talvez não será possível efetuar todo o tráfego em volta do campo.  Você talvez calculou errado a altura necessária, poderá estar mais baixo que pensava.  Quando pousando fora, espere ter algumas dificuldades em julgar sua altura exata em relação ao solo.  Quando estiver efetuando o tráfego preste atenção em especial aos objetos no solo para que o auxiliem a medir sua altura em relação ao solo.  Esteja preparado para alterar o tráfego para que você inicie a perna do vento com altura adequada.  Várias vezes é necessário cortar os cantos do tráfego retangular e até mesmo encurtar a perna contra o vento para a metade do campo, a fim de iniciar a perna do vento numa altura segura.

Na perna do vento, você deverá estar a 200 ms de altura.  A 200 ms, você precisa usar todas suas percepções para julgar: tamanho dos objetos no solo, ângulos e percepção de profundidade.  A percepção de profundidade para julgar distâncias só começa ficar mais precisa abaixo de 200 m de altura.  Esta altura (200m) deverá ser mais alta caso você esteja em condição de turbulência, ou espere encontrar ventos mais fortes e/ou turbulência.

Lembre-se, o Altímetro é o instrumento menos confiável do planador.  Você precisa desenvolver as habilidades para julgar altura sem o altímetro.

Uma idéia para julgar a altura com bastante precisão é usando o método de 45° . Marque  uma referência  no solo a 45° da sua proa.  Calcule qual a distância desta referência em relação a um ponto diretamente embaixo do planador.  Sua altura é igual à distância calculada.

 

CAMPOS ALTERNATIVOS

Quando você seleciona uma região como campos de pouso fora, tente selecionar uma área que tenha vários campos de pouso possíveis.  Quando você decidir-se por 1 ou 2 campos, pense qual sua decisão no caso de achar algum perigo imprevisto (tipo pedras, ou fios) que torne o campo selecionado não recomendável ao pouso.

Não é sempre possível ter um campo alternativo, porém na maioria das vezes existe um campo alternativo.  Quando estiver inspecionando sua primeira opção de pouso fora, tenha em mente o campo alternativo, e tente inspecioná-lo também.

Se o campo principal tiver algum tipo de perigo, você não deve virar-se rapidamente para o campo alternativo que poderá até mesmo esconder perigos ainda maiores !  Você já escolheu o campo principal entre vários outros. Portanto os outros campos devem ter características que não foram de seu agrado.  Normalmente, é melhor lidar com perigo conhecido, do que subitamente mudar para um campo diferente, e se encontrar numa situação ainda mais complicada.  Manobras de ultimo momento para alinhar-se na final do campo alternativo poderão colocá-lo em sério risco.  Especialmente se você tiver que manobrar o planador de maneira “radical” , ou até mesmo além de suas habilidades de pilotagem.

Outra situação interessante ocorre quando o piloto se depara com vários bons campos de pouso fora.  Já observei que alguns pilotos não conseguem decidir em qual campo pousar e, no final, ficam muito baixo para realizar um planejado tráfego para efetuar um bom pouso.

Normalmente, voando na pista do Aeroclube, efetuamos tráfego pela esquerda.  No pouso fora, o tráfego também dever ser pela esquerda.  Faça aquilo que você está mais acostumado !   Se você normalmente voa tráfego pela direita, tente efetuar o tráfego pela direita no pouso fora.  Não é sempre possível, mas tenha em mente este tópico.

VELOCIDADE NO TRÁFEGO

Deve ser a mesma que você normalmente voa quando pousa na pista do Aeroclube.  Efetue o tráfego como se estivesse pousando na pista do Aeroclube.  A melhor velocidade a ser voada é a velocidade de vôo normal + ½ da velocidade do vento + um pouco caso exista turbulência.  Você tende a voar mais rápido que o normal durante o pouso fora.

A PERNA DO VENTO

Se você voar muito próximo durante a perna do vento, não conseguirá efetuar uma perna base bem feita, só terá espaço para  curva  de 180°. A perna base é provavelmente a mais importante de todas, na tentativa de fazer um pouso preciso.  A perna base bem voada permitirá que você faça ajustes usando o spoiler e/ou abrindo ou fechando em relação ao campo de pouso, conforme sua altura.  Durante a perna do vento, tente manter distância que permita que você fique a pelo menos 45° em relação ao campo de pouso, melhor ainda se conseguir ficar a 30°.  O importante, não é o ângulo que você está em relação ao campo, porém, a compreensão entendimento que voar muito próximo ao campo torna impossível efetuar uma perna base com comprimento razoável.

A CURVA PARA PERNA BASE

Provavelmente o erro mais comum feito pelos pilotos é iniciar a curva para perna base muito cedo.  Isto coloca o planador mais alto do que o necessário.  Forçando o piloto a usar todo spoiler e até mesmo glissar para não chegar alto no pouso.  Algumas vezes, o planador está tão alto que o pouso no local desejado é impossível, o toque acaba sendo bem mais à frente.  Alguns pilotos tentam efetuar a perigosa manobra de curva de 360° para perder altura.

Somos todos basicamente conservadores, preferimos estar sempre perto do campo.  Muitos pilotos acabam exagerando girando base cedo demais, e depois têm dificuldades de fazer o planador afundar rapidamente para efetuar o toque no ponto local desejado.

CURVAS

Durante o treinamento de pouso fora, várias coisas acontecem ao mesmo tempo, e você estará um pouco (...) nervoso.  Você estará atento a muitas coisas.  Entretanto, quando efetua as curvas para a base e para a final - durante os 5 segundos que levamos para cada curva - não há nada mais importante do que manter a lã bem centrada !

Para a segurança do vôo é fundamental evitar estol em curva e/ou parafuso a baixa altura.  Se você manter a lã no meio, e o nariz do planador abaixo da linha do horizonte, na atitude normal de vôo, é impossível estolar ou entrar em parafuso durante as curvas no tráfego de pouso

ONDE POUSAR

Como piloto iniciante em vôo a distância, tente pousar no meio do maior e melhor campo que encontrar.  O piloto mais experiente pode optar por pousar mais perto da cerca para facilitar o resgate.  Porém, um novo e inexperiente piloto provavelmente irá rolar através da cerca !!!  O piloto iniciante, deve ter em mente o plano de ação mais seguro possível.  Não assuma riscos. O pequeno inconveniente do resgate efetuado do meio de um grande arado não é nada comparado com o inconveniente de aguardar durante alguns meses o planador ser consertado.

TOQUE

O toque deve ser efetuado com a menor energia possível, para que a rolagem no solo seja a mais curta.  Rolar alguns metros a mais do necessário pode significar cair numa vala, ou atingir uma pedra que poderá danificar o planador.  A melhor velocidade de toque, durante o pouso fora, é a menor possível.  Isto significa cauda baixa, pouso com pouca velocidade.  A melhor, e mais segura atitude para o toque é aquela em que a cauda toca primeiro o solo. No dia a dia, na pista do Aeroclube, sempre pratique este tipo de pouso.  Observe os pilotos mais experientes, descobrirá que os melhores pilotos sempre pousam desta maneira.  São os pilotos novatos que pousam em alta velocidade, com a cauda alta, e o nariz perto do solo. Inspecione a “barriga” do planador, e verá que tipo de piloto voa o planador ...

Evite a tentação de deixar o planador rolar até perto da cerca; mais cedo ou mais tarde você passará por um buraco ou uma pedra.  

Traduzido/adaptado por Thomas Milko