Nespereira - Cinfães


      A nossa pequena vila...a nossa casa...

NESPEREIRA

Vista parcial da Freguesia

PATRIMÓNIO CULTURAL e RELEGIOSO

Igreja matriz e seu cedro centenário

Moinho de Linho e Ribeiro de Sta : Marinha

 Pelourinho de Nespereira

 

Mamoas de Chão de Brinco

 

Ponte da Balsa

 

RECURSOS NATURAIS

Aspectos do Rio Ardena

 

 

 

 

 

 

 

FESTAS FEIRAS E ROMARIAS

Feiras

Feira Quinzenal

Dia 4 e 18 cada mês

Feira Anual

Feira Franca

Dia 6 de Agosto

Festas e Romarias

(a realizar)

  • ??? | Jun | Ervilhais
  • 25e26 | Jul | Paradela
  • 1e2 | Ago | Castelo
  • 8e9 | Ago | S. Brás
  • 15e16|Ago| Sta. Marinha
  • ??? | Ago | Sto. Irício 

 

Nespereira

“mulher fecunda, airosa e elegante”

No distrito de Viseu, dentro do concelho de Cinfães, fica a freguesia de Nespereira, “mulher fecunda, airosa e elegante”, situada no extremo sudoeste.
Limitada com a freguesia de Alvarenga do concelho de Arouca , a oriente, faz fronteira a ocidente com a freguesia de Fornelos e com a freguesia da Espiunca, do concelho de Arouca. As freguesias de Santiago de Piães, S. Cristóvão de Nogueira e Cinfães são limitações a norte; e por último, a sul a já referida freguesia de Alvarenga. São muitos os ribeiros que a atravessam e se juntam ao rio Ardena que por sua vez vai desaguar no rio Paiva.
Nespereira é a maior das 17 freguesias do concelho de Cinfães, abrangendo a área de 38,48 Km2. Soma um total de 2215 habitantes, entre os quais 1114 são mulheres e 1101 homens. Conta com 728 famílias, 1086 alojamentos e 1023 edifícios.

Meios de Subsistência


Como na maioria das aldeias do interior do país, o povo de Nespereira tirava quase todo o seu sustento do que a terra lhes dava, fazendo da agricultura um meio de subsistência muito importante. Cultivavam o milho, a batata, o azeite, o vinho, a fruta, produtos hortícolas e o centeio.
A pecuária e a pastorícia, a floresta e vegetação, o comércio e indústria são agora alternativas.

Património Cultural e Arquitectónico


Todo o património Cultural e Arquitectónico de Nespereira transmite a história do passado, principalmente uma história religiosa uma vez que, por toda a freguesia, se podem encontrar Alminhas que relatam a fé católica. Os cruzeiros, fontanários, uma gruta, as igrejas de Sta Marinha e Sto Irício, as capelas da Sra das Necessidades, S. Brás e Sra Aparecida, S. Brás (a antiga), Sta Ana de 1737, S. Lázaro, Sagrado Coração de Jesus, Sra das Dores, Souto, Nossa Senhora da Livração, Sr. Dos Remédios, Sra da Conceição e Nicho da Nossa Senhora do Castelo, o pelourinho, as mamoas de Chão de Brinco, a Pedra da Moura (Cova da Moura) e a Casa da Quinta, constituem o vasto património existente na freguesia.

Recursos Naturais


Desde tempos passados que se tem vindo a aproveitar os recursos naturais que se podem usufruir do rio Ardena. As águas que correm durante todo o seu percurso eram as que faziam andar as mós de muitos moinhos e de algumas Azenhas (lagares de azeite), hoje em dia existe uma mini-hídrica, muito contestada pela sua localização. Há quem defenda que esta pertence a Vila Viçosa, outros há que diz que faz parte de Nespereira. Mas, a realidade é que, o referido empreendimento está construído, na sua totalidade, em terras de Nespereira. Contudo, os mapas com a sua localização indicam que tal obra se encontra em terras de Vila Viçosa. A dúvida continua a persistir e o rio Ardena a correr como ele só.
Com nascente na vertente sul da Serra de Montemuro, a 800 metros de altitude, junto à localidade de Noninha da freguesia de Alvarenga, distrito de Aveiro, tem já naquele ponto um significativo caudal. Tal deve-se à sua alimentação á nascença por um forte lençol de água subterrânea. O Ardena tem um percurso de, aproximadamente, 15 Km terminando na Espiunca, concelho de Arouca, onde as suas águas vão desaguar nas do rio Paiva.

Festas, Feiras e Romarias


Considerado por muitos, um povo “festeiro”, festas e romarias é o que não falta nesta freguesia, até porque, desde tempos mais remotos, forma a sua única alternativa de distracção. As vindimas e as desfolhadas davam lugar a muitas danças, cantares em verso, muitas vezes improvisados, para elogiar ou mal dizer (por graçola) de um vizinho, amigo ou familiar.
Também com toda esta boa disposição iam em rusgas para outras terras, festas e romarias, tal como o S. Pedro, que acontecia na noite de 28 para 29 de Junho. As rusgas eram compostas por um grupo de pessoas que levavam as suas merendas para no dia da festa poderem comer e beber. As festas da Sra do Monte, Sta Eufémia e Sra dos Remédios eram das romarias mais frequentadas pelas gentes de Nespereira.

Artesanato


Objectos que eram produzidos para o trabalho na lavoura, fazem hoje parte do artesanato da freguesia, nomeadamente tamancos, cestos e gigos, carros de vacas, molhelhas, jugos, sebes e grades. Além destes existiam e existem ainda, o alfaiate e modista bem como o sapateiro que fazia botas e sapatos. As mantas de tiras, passadeiras e as meias de lã eram muito procuradas, tanto para enfeitar como para aquecer. O linho faz parte da tradição de Nespereira, ainda hoje acesa para que se mantenha viva.

Gastronomia


Fica num cantinho bem pequenino do coração de Portugal, mas Nespereira tem fama de boa comida e de bem comer. Alguns dos pratos mais tradicionais são o cabrito e vitela assada com arroz de forno; arroz de cabidela; sopa de couves e feijão; sopa seca; cozido à portuguesa; papas de fígado e torresmos. O fumeiro não pode ser esquecido com o salpicão, a chouriça e o presunto a fazer crescer água na boca. Os doces convidam ao pecado da gula com o pão de ló, as cavacas, os biscoitos de manteiga, os melindres, o pão doce e os rosquilhos a fazer aumentar as calorias.

Histórias e Lendas


O Mouro Encantado é uma das muitas lendas conhecidas pelos nespereirenses mais antigos.
“Os Mouros viveram em nossas terras e tinham um encanto, transformando-se em bichos. Certo dia, um Mouro arranjou uma namorada a quem revelou o seu encantamento. Disse-lhe que um dia viria ter com ela em forma de cobra e que ela não deveria ter medo. Que subiria por ela acima e ela teria que lhe dar um beijo, ficando ele um ser humano e só depois é que poderia casar com ela. A namorada aceitou o desafio. Mas, quando chegou a altura de tal acontecer ela não conseguiu suportar a realidade. Viu-o rastejar, só que, quando sentiu a subir por si acima desmaiou e morreu.
Assim, ainda hoje o Mouro anda encantado por aí sem ninguém saber dele”.
Outra das lendas famosas por estas paragens é a que dá nome à freguesia. Reza a história que, em tempos longínquos, existiu uma “personagem” de grande relevo chamada Inês Pereira e, por homenagem tiraram do nome dela o “I” e juntaram as restantes letras dando assim o nome actual da freguesia de Nespereira – (I)Nes+Pereira.

Texto de autoria de Mariana Santos