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Teologia Universal

Alerta Importante!
Religião é uma Palavra que em sua orígem quer dizer Religar, o estudo das religiões é chamado de Teologia, existem muitas linhas de pensamento que acreditam que o estudo unilateral de uma determinada religião é teologia, o que não é verdade, Teologia estuda todas as religiões de forma isenta e imparcial, assim o estudante poderá ter o conhecimento real de cada linha de pensamento relacionado a divindade ou não. Assim o ensino de 'Religião' nas escolas não pode e nem deve ser ensinado por professores ligados a qualquer tipo de religião, parece contraditório e polêmico, mas o fato de se ensinar religião deve estar isento de todo e qualquer tipo de preconceito pois de outra forma haverá sempre a tendencia natural de desfazer das outras e elevar o nível de credibilidade da religião a que o professor pertence. É muito importante que se reflita sobre isso antes de expor mentes novas e abertas ao ensinamento condicionado de certos segmentos 'religiosos'.
Russo desenvolve cyborg para hospedar a alma; igreja protesta




A Igreja Ortodoxa Russa criticou o projeto “Rússia 2045” de cientistas daquele país que prevê a criação de um corpo cibernético para abrigar a alma de pessoas que estiverem para morrer.

Alexey Osipov, teólogo e professor da Academia Espiritual de Moscou, entidade ligada à igreja, disse que Deus não permite que haja a separação entre alma e corpo. Argumentou que o ser humano é “uma unidade” e não dá para separar uma coisa de outra. “A criação de cyborgs seria uma interferência na natureza humana.”

Dmitry Itskokov, responsável pelo projeto, discorda porque, para ele, a alma (ou o espírito) não vem do transcendente, de Deus, mas de um conjunto de informação (que inclui um modo de raciocínio, conhecimento, memória, sensações, etc.) alocado na mente das pessoas.

Nesse sentido, segundo ele, em algum momento será perfeitamente possível transportar essa “massa de informação”, vertida em bits, para um corpo cibernético, havendo, em consequência, a conquista da imortalidade.

O cientista disse que esse corpo será tão ou mais perfeito que o organismo humano e que as pessoas vão ter a opção de morrer ou de continuar a viver por intermédio da tecnologia.

O site do projeto apresenta manifestações favoráveis ao cyborg. O cientista Aleksandr Aleksandrovich, por exemplo, disse que um organismo artificial poderá suportar condições ambientais extremas, como altas temperaturas, pressão e radiação, sendo, portanto, fundamental para a conquista pelo homem de outros planetas.

Itskokov afirmou que os religiosos não deveriam se opor ao desenvolvimento das tecnologias avançadas, mas contribuir para a elaboração de novos paradigmas filosóficos e éticos para essa nova fase que a humanidade iniciará em breve.

Com informação do Interfax e projeto Rússia 2045, entre outros sites.

"O ser humano deseja ser máquina; já somos híbridos."
junho de 2008

Ciência versus religião.

Leia mais em http://www.paulopes.com.br/2011/05/russo-desenvolve-cyborg-para-hospedar.html#ixzz2GRhZSvaa

Paulopes informa que reprodução deste texto só poderá ser feita com o CRÉDITO e LINK da origem.

Opinião do Portal Cabedelo Notícia
Por: Fred William

Nada nem ninguém deve interferir na evolução do ser humano.

Se o futuro nos permite que nossa essencia, nossa capacidade de interagir, nossa personalidade, possa ser preservada em um outro corpo, seja esse fisiológico, ou artificial, isso é algo que deve ser compreendido como de foro íntimo, pessoal e de total responsabilidade do pretendente.

Da mesma forma que um indivíduo (e só ele) tem o direito de definir e decidir se quer  ser doador de órgãos e se quer ser cremado e/ou enterrado, pode ele também, decidir se quer que seu espírito e não sua alma, possa habitar em outro corpo, artificial, ou não.

Quando diferenciamos Alma de Espítiro, estamos dando aos teólogos uma oportunidade de poder agir com a sua autoridade intelectoativa com respeito aos dogmas de fé, ou seja:
Espírito: é o que a pessoa é em vida, como age, como pensa, como produz, no que acredita, de quem gosta e o que não gosta. Isso não vem de Deus, ou de qualquer outra coisa se não de nós mesmos, são elementos e coisas que assimilamos com o intelecto com a nossa mente. Assim são dados que podem ser detectados e transferidos em sua íntegra para uma outra forma de armazenamento, desenvolvimento e projeção de tudo isso em forma de expressões materiais.

Alma: é algo mais profundo que pode ser definido como a energia que move os elementos para que sejam animados, ou por outro lado algo divino, particula de Deus que habita em todos os elementos, e pode ser ainda uma partícula de energia que move todos os seres vivos animados, ou inanimados em todo o universo e isso inclui atómos, neutrons, etc.

Quando essa "centelha de energia" se "desaprega" da matéria principal, o corpo morre e com ele se perdem tudo que é organico, porém em se tratando de informações, que constituem a pesonalidade dos seres e incluem: pensamentos,
um modo de raciocínio, conhecimento, memória, sensações, etc.

Tudo isso pode sim, ser extraído pois, são INFORMAÇÕES, que transformadas em uma linguágem cibernética, ou em bites, podem habitar um outro corpo, artificial, ou um mix, entre o artificial e o organico, vai depender do avanço que essas pesquisas venham a obter sem a interferencia dos teólogos, que devem se contentar em se adaptar aos novos tempos de convivencia com pessoas imortais, pois dentro dessa mesma teoria, esses mesmos dados, podem ser copiados em outros corpos cibernéticos, ou não, e terão clones perfeitos em pensamentos palavras e obras, tudo com a sintonia da personalidade do indivíduo de orígem.

Essa evolução do Ser Humano para um ser imortal, vem derrubar paradigmas religiosos que até então limitam as pessoas entre os castigos divinos e as crenças dogmaticas.

Seres eternos com a capacidade de evoluir para sempre deverá causar uma revolução na forma de entendimento do que se tem hoje como religião, seja ela qual for.

O Divino não poderá mais ser limite para se oprimir os seres humanos, que deverão ter uma outra forma de comportamento diante das inúmeras possibilidades de poder existir.

Abrem-se portas e estradas infinitas para esses seres imortais em que sua extinção deverá ser opcional, já que podem se programar para seculos sem fim.

Projetos de vida a longo prazo, com as pessoas que se ama.

Uma nova forma de comportamento e de entendimento das coisas deverá ser impresso na mente e no comportamento.


Grandes transformações estão por vir. Aguardar e confiar que isso possa acontecer ainda em nosso tempo, para que possamos desfrutar dessa grande forma de evolução de nossa expécie.

Jesus Cristo nunca Existiu
La Sagesse

Apresentação: Fred William (Mago William)
A criação de Mitos e Arquétipos sempre fez parte da mentalidade dos manipuladores da humanidade e proteger esses mitos levou a nossa espécie a travar conflitos religiosos que varam os tempos e nos atingem ainda hoje, sendo difícil para aqueles que nada desejam de seus iguais além de mostrar o caminho da verdade provar a realidade dos fatos. O condicionamento genético implantado de geração para geração criou nos seres humanos um dispositivo que anula toda informação contrária ao que eles, os crédulos tem como conceito fundamental de sua conduta moral. Assim se explodem e matam, criticam e destroem a cultura diferente e criminalmente chamam de filhos do demônio (que também é um mito - lógico). Assim ficam perdidos no tempo e no espaço sendo usados, extorquidos e enganados por vantagens que nunca vão alcançar.

“Existe uma chave para a liberdade: Pense! Se quiseres ser um cordeiro, seja feita a tua vontade. Não reclames, entretanto, quando fores servido em nosso grande Sabbath!”

Um “bem velho” dito pagão, do século XX

Jesus Cristo Nunca Existiu

Os pesquisadores que se dedicaram ao estudo das origens do cristianismo sabem que, desde o Século II de nossa era, tem sido posta em dúvida a existência de Cristo. Muitos até mesmo entre os cristãos procuram provas históricas e materiais para fundamentar sua crença. Infelizmente, para eles e sua fé, tal fundamento jamais foi conseguido, porquanto, a história cientificamente elaborada denota que a existência de Jesus é real apenas nos escritos e testemunhas daqueles que tiveram interesse religioso e material em prová-la.

Desse modo, a existência, a vida e a obra de Jesus carecem de provas indiscutíveis. Nem mesmo os Evangelhos constituem documento irretorquível. As bibliotecas e museus guardam escritos e documentos de autores que teriam sido contemporâneos de Jesus, os quais não fazem qualquer referência ao mesmo. Por outro lado, a ciência histórica tem-se recusado a dar crédito aos documentos oferecidos pela Igreja, com intenção de provar-lhe a existência física. Ocorre que tais documentos, originariamente, não mencionavam sequer o nome de Jesus; todavia, foram falsificados, rasurados e adulterados visando suprir a ausência de documentação verdadeira.

Por outro lado, muito do que foi escrito para provar a inexistência de Jesus Cristo foi destruído pela Igreja, defensivamente. Assim é que, por falta de documentos verdadeiros e indiscutíveis, a existência de Jesus tem sido posta em dúvida desde os primeiros séculos desta era, apesar de ter a Igreja tentado destruir a tudo e a todos os que tiveram coragem ousaram contestar os seus pontos de vista, os seus dogmas.

Por tudo isso é que o Papa Pio XII, em 955, falando para um Congresso Internacional de História em Roma, disse: “Para os cristãos, o problema da existência de Jesus Cristo concerne à fé, e não à história”.

Emílio Bossi, em seu livro intitulado “Jesus Cristo Nunca Existiu”, compara Jesus Cristo a Sócrates, que igualmente nada deixou escrito. No entanto, faz ver que Sócrates só ensinou o que é natural e racional, ao passo que Jesus ter-se-ia apenas preocupado com o sobrenatural. Sócrates teve como discípulos pessoas naturais, de existência comprovada, cujos escritos, produção cultural e filosófica passaram à história como Platão, Xenófanes, Euclides, Esquino, Fédon. Enquanto isso, Jesus teria por discípulos alguns homens analfabetos como ele próprio tê-lo-ia sido, os quais apenas repetiriam os velhos conceitos e preconceitos talmúdicos.

Sócrates, que viveu 5 séculos antes de Cristo e nada escreveu, jamais teve sua existência posta em dúvida. Jesus Cristo, que teria vivido tanto tempo depois, mesmo nada tendo escrito, poderia apesar disso ter deixado provas de sua existência. Todavia, nada tem sido encontrado que mereça fé. Seus discípulos nada escreveram. Os historiadores não lhe fizeram qualquer alusão.

Além disso, sabemos que, desde o Século II, os judeus ortodoxos e muitos homens cultos começaram a contestar a veracidade de existência de tal ser, sob qualquer aspecto, humano ou divino. Estavam, assim, os homens divididos em duas posições: a dos que, afirmando a realidade de sua existência, divindade e propósitos de salvação, perseguiam e matavam impiedosamente aos partidários da posição contrária, ou seja, àqueles cultos e audaciosos que tiveram a coragem de contestá-los.

O imenso poder do Vaticano tornou a libertação do homem da tutela religiosa difícil e lenta. O liberalismo que surgiu nos últimos séculos contribuiu para que homens cultos e desejosos de esclarecer a verdade tentassem, com bastante êxito, mostrar a mistificação que tem sido a base de todas as religiões, inclusive do cristianismo. Surgiram também alguns escritos elucidativos, que por sorte haviam escapado à caça e à queima em praça pública. Fatos e descobertas desta natureza contribuíram decisivamente para que o mundo de hoje tenha uma concepção científica e prática de tudo que o rodeia, bem como de si próprio, de sua vida, direitos e obrigações.

A sociedade atualmente pode estabelecer os seus padrões de vida e moral, e os seus membros podem observá-los e respeitá-los por si mesmos, pelo respeito ao próximo e não pelo temor que lhes incute a religião. Contudo, é lamentavelmente certo que muitos ainda se conservam subjugados pelo espírito de religiosidade, presos a tabus caducos e inaceitáveis.

Jesus Cristo foi apenas uma entidade ideal, criada para fazer cumprir as escrituras, visando dar sequência ao judaísmo em face da diáspora, destruição do templo e de Jerusalém. Teria sido um arranjo feito em defesa do judaísmo que então morria, surgindo uma nova crença. Ultimamente, têm-se evidenciado as adulterações e falsificações documentárias praticadas pela Igreja, com o intuito de provar a existência real de Cristo. Modernos métodos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica e muitos outros, denunciaram a má fé dos que implantaram o cristianismo sobre falsas bases com uma doutrina tomada por empréstimos de outros mais vivos e inteligentes do que eles, assim como denunciaram os meios fraudulentos de que se valeram para provar a existência do inexistente.

É de se supor que, após a fuga da Ásia Central, com o tempo os judeus foram abandonando o velho espírito semita, para irem-se adaptando às crenças religiosas dos diversos povos que já viviam na Ásia Menor. Após haverem passado por longo período de cativeiro no Egito, e, posteriormente, por duas vezes na Babilônia, não estranhamos que tenham introduzido no seu judaísmo primitivo as bases das crenças dos povos com os quais conviveram. Sendo um dos povos mais atrasados de então, e na qualidade de cativos, por onde passaram, salvo exceções, sua convivência e ligações seria sempre com a gente inculta, primária e humilde. Assim é que, em vez de aprenderem ciências como astronomia, matemática, sua impressionante legislação, aprenderam as superstições do homem inculto e vulgar.

Quando cativos na Babilônia, os sacerdotes judeus que constituíram a nata, o escol do seu meio social, nas horas vagas, iriam copiando o folclore e tudo o que achassem de mais interessante em matéria de costumes e crenças religiosas, do que resultaria mais tarde compendiarem tudo em um só livro, o qual recebeu o nome de Talmud, o livro do saber, do conhecimento, da aprendizagem. Por uma série de circunstâncias, o judeu foi deixando, aos poucos, a atividade de pastor, agricultor e mesmo de artífice, passando a dedicar-se ao comércio.

A atividade comercial do judeu teve início quando levados cativos para a Babilônia, por Nabucodonosor, e intensificou-se com o decorrer do tempo, e ainda mais com a perseguição que lhe moveria o próprio cristianismo, a partir do século IV. Daí em diante, a preocupação principal do povo judeu foi extinguir de seu meio o analfabetismo, visando com isso o êxito de seus negócios. Deve-se a este fato ter sido o judeu o primeiro povo no meio do qual não haveria nenhum analfabeto. Destarte, chegando a Roma e a Alexandria, encontrariam ali apenas a prática de uma religião de tradição oral, portanto, terreno propício para a introdução de novas superstições religiosas. Dessa conjuntura é que nasceu o cristianismo, o máximo de mistificação religiosa de que se mostrou capaz a mente humana.

O judeu da diáspora conseguiu o seu objetivo. Com sua grande habilidade, em pouco tempo o cristianismo caiu no gosto popular, penetrando na casa do escravo e de seu senhor, invadindo inclusive os palácios imperiais. Crestus, o Messias dos essênios, pelo qual parece terem optado os judeus para a criação do cristianismo, daria origem ao nome de Cristo, cristão e cristianismo. Os essênios haviam-se estabelecido numa instituição comunal, em que os bens pessoais eram repartidos igualmente para todos e as necessidades de cada um tornavam-se responsabilidade de todos.

Tal ideal de vida conquistaria, como realmente aconteceu, ao escravo, a plebe, enfim, a gente humilde. Daí, a expansão do cristianismo que, nada tendo de concreto, positivo e provável, assumiu as proporções de que todos temos conhecimento. Não tendo ficado restrita à classe inculta e pobre, como seria de se pensar, começou a ganhar adeptos entre os aristocratas e bem-nascidos.

De tudo o que dissemos, depreende-se que o cristianismo foi uma religião criada pelos judeus, antes de tudo como meio de sobrevivência e enriquecimento. Tudo foi feito e organizado de modo a que o homem se tornasse um instrumento dócil e fácil de manejar, pelas mãos hábeis daqueles aos quais aproveita a religião como fonte de rendimentos.

Métodos modernos como, por exemplo, o método comparativo de Hegel, a grafotécnica, o uso dos isótopos radioativos e radiocarbônicos, denunciaram a má fé daqueles que implantaram o cristianismo, falsificando escritos e documentos na vã tentativa de provar o que lhe era proveitoso. Por meios escusos tais como os citados, a Igreja tornou-se a potência financeira em que hoje se constitui. Finalmente, desde o momento em que surgiu a religião, com ela veio o sacerdote que é uma constante em todos os cultos, ainda que recebam nomes diversos. A figura do sacerdote encarregado do culto divino tem tido sempre a preocupação primordial de atemorizar o espírito dos povos, apresentando-lhes um Deus onipotente, onipresente e, sobretudo, vingativo, que a uns premia com o paraíso e a outros castiga com o inferno de fogo eterno, conforme sejam boas ou más suas ações.

No cristianismo, encontraremos sempre o sacerdote afirmando ter o homem uma alma imortal, a qual responderá após a morte do corpo, diante de Deus, pelas ações praticadas em vida. Como se tudo não bastasse, o paraíso, o purgatório dos católicos e o inferno, há ainda que considerar a admissão do pecado original, segundo o qual todos os homens ao nascer, trazem-no consigo.

Ora, ninguém jamais foi consultado a respeito de seu desejo ou não de nascer. Assim sendo, como atribuir culpa de qualquer natureza a quem não teve a oportunidade de manifestar vontade própria. Quanta injustiça! Condenar inocentes por antecipação. O próprio Deus e o próprio Cristo revoltar-se-iam por certo ante tão injusta legislação, se os próprios existissem.

X
As Contradições sobre Jesus Cristo

Como tudo o mais que se refere à existência de Jesus na terra, também a sua ascendência é objeto de controvérsias. Segundo Mateus e Lucas, Jesus descende ao mesmo tempo de David e do Espírito Santo. Entretanto, como filho do Espírito Santo, não poderá descender de José, consequentemente deixa de ser descendente de David e o Messias esperado pelos judeus. Assim, Jesus ficará sendo apenas Filho de Deus, ou Deus, visto ser uma das três pessoas da trindade divina.

Em ambos os evangelhos acima citados há referências quanto a data de nascimento de Jesus, mas tais referências são contraditórias o Jesus descrito por Mateus teria onze anos quando nasceu o de Lucas. Mateus diz que José e Maria fugiram apressadamente de Belém, sem passar por Jerusalém, indo direto para o Egito, após a adoração dos Reis Magos. Herodes iria mandar matar as criancinhas. Todavia, Lucas diz que o casal estivera em Jerusalém e acrescenta a narração da cena de que participaram Ana e Semeão. De modo que um evangelista desmente o outro. Lucas não alude à matança das criancinhas, nem à fuga para o Egito.

Por outro lado, Marcos e João não se reportam à infância de Jesus, passando a narrar os acontecimentos de sua vida a partir do seu batismo por João Batista.

Mateus que conta o regresso de Jesus, vindo do Egito e indo para Nazaré, deixa-o no esquecimento, voltando a ocupar-se dele somente depois dos seus trinta anos, quando ele procura João Batista. Diz ainda que João já o conhecia e, por isto, não o queria batizar, por ser um espírito superior ao seu.

Lucas narra a discussão de Jesus com os doutores da lei, aos doze anos de idade. Sendo perguntado pela mãe sobre o que estava ali fazendo, teria respondido que se ocupava com os assuntos do pai.

Emilio Bossi, referindo-se a esta passagem, estranha a atividade da mãe. Se o filho nascera milagrosamente, e ela não o ignora, só poderia esperar dele uma sequência de atos milagrosos. Mesmo a sua presença no templo, entre os doutores, não deveria causar preocupação à sua mãe, visto saber ela que o filho não era uma criança qualquer, e sim um Deus.

Lucas diz que os samaritanos não deram boa acolhida a Jesus, o que muito irritara a João. Contudo, João, o Evangelista, diz que os samaritanos deram-lhe ótima acolhida e, inclusive, chamaram-no de salvador do mundo.

Os evangelistas divergem também quanto ao relato da instituição da eucaristia. Três deles afirmam que Jesus instituiu-a no dia da Páscoa, enquanto João afirma que foi antes. Enquanto os três descrevem como aconteceu, João silencia.

Na última noite Jesus estava muito triste, como, aliás, permaneceria até a morte. Pondo o rosto em terra, orou durante muito tempo. Segundo os evangelistas, ele estava de tal modo triste e conturbado que teria suado sangue, coisa, aliás, muito estranha, nunca verificada cientificamente.

Enquanto isto, seus companheiros dormiam despreocupadamente, não se incomodando com os sofrimentos do Mestre. Entretanto João não fala sobre esse estado de alma do Mestre. Pelo contrário, diz que Jesus passara a noite conversando, quando se mostrava entusiasta de sua causa e completamente tranquilo. Lucas, Mateus e Marcos afirmam que o beijo de Judas denunciara-o aos que vieram prendê-lo. Todavia, João diz que foi o próprio Jesus quem se dirigiu aos soldados dizendo-lhes tranquilamente: “Sou eu”.

Lucas é o único que fala no episódio da ida de Jesus de Pilatos para Herodes Antipas. Os outros caem em contradição quanto à hora do julgamento pelo Conselho dos Sacerdotes em presença do povo. João não fala a respeito do depoimento de Cireneu, nem na beberagem que teriam dado a Jesus. Omite-se ainda quanto à discussão dos dois ladrões, crucificados com Jesus, e quanto à inscrição posta sobre a cruz.

De forma que seu relato é bastante diferente daquilo que os outros contaram. E as divergências continuam ainda no que concerne ao quebramento das pernas, ao embalsamamento, à natureza do sepulcro e ao tempo exato em que ele esteve enterrado. Quanto ao embalsamamento, por exemplo, há muita coisa que não foi dita. Teriam retirado seu cérebro e intestinos como se procede normalmente nesses casos? Se a resposta for positiva, como explicar o fato de Jesus, após a ressurreição, pedir comida? Como se vê, as verdades bíblicas são além de controvertidas, incompreensíveis.

Lucas diz que Jesus referiu-se aos que sofrem de fome sede, enquanto Mateus diz que ele se referia aos que têm fome e sede de justiça, aos pobres de espírito. Uns afirmam que Jesus tratara os publicanos com desprezo e ódio, outros dizem que ele se mostrou amigável em relação a eles. Para uns, Jesus teria dito que publicassem as boas obras, para outros, que nada dissessem a respeito. Uma hora Jesus aconselha o uso da força física e da resistência, mandando até que comprassem espada; noutra, ameaça os que pretendem usar a força.

Marcos, Mateus e Lucas dizem que Jesus recomendara o sacrifício. Entretanto, não tomou parte em nenhum deles.

Mateus diz que Jesus afirmou não ter vindo para abolir a lei nem os profetas, enquanto Lucas diz que ele afirmara que isso já estava no passado, já tivera o seu tempo. Os três afirmam ainda que Jesus apenas pregara na Galileia, tendo ido raramente a Jerusalém, onde era praticamente desconhecido. Todavia, João diz que ele ia constantemente a Jerusalém, onde realizara os principais atos de sua vida. As coisas ficam de modo que não se sabe quem disse a verdade, ou, melhor dizendo, não sabemos quem mais mentiu. Ora, se Jesus tivesse realmente praticado os principais atos de sua vida em Jerusalém, seria conhecido suficientemente, e, então, não teriam que pagar a Judas 30 dinheiros para entregar o Mestre.

João, que teria sido o precursor do Messias, não se fez cristão, não seguiu a Jesus, pregando apenas o judaísmo no aspecto próprio. Entretanto, depois de preso, enviou um mensageiro a Jesus, indagando-lhe: “És tu que hás de vir, ou teremos de esperar um outro?”, ao que Jesus teria respondido: “Você é o profeta Elias”. Talvez houvesse esquecido que o próprio João antes já declarara isso mesmo. Contam os Evangelhos que, desde a hora sexta até Jesus exalar o último suspiro, a terra cobriu-se de trevas. Contudo, nenhum escritor da época comenta tal acontecimento.

Marcos 25:25 diz que Jesus foi sacrificado às 9 horas. João diz que ao meio dia ele ainda não havia sido condenado à morte, e acrescenta que, a esta hora, Pilatos tê-lo-ia apresentado ao povo exclamando: “Eis aqui o vosso rei”!

Emilio Bossi assinala detalhadamente todas estas contradições, e as que se deram após a pretensa ressurreição, dizendo que nada do que vem nos Evangelhos deve ser levado a sério. O sobrenatural é o clima em que se encontra a Bíblia, e esta é apenas o resultado da combinação de crenças e superstições religiosas dos judeus com as de outros povos com os quais conviveram.

XI
As Contradições Evangélicas

Mateus e Marcos afirmam enfaticamente que os discípulos de Jesus abandonaram tudo para segui-lo, sem sequer perguntar antes quem era ele. Em Mateus, lê-se que Jesus teria afirmado que não viera para abolir as leis de Moisés. Contudo, esta seria uma afirmativa sem sentido algum, visto que hoje sabemos que os livros atribuídos a Moisés são apócrifos.

Segundo João, quando Jesus falou ao povo, foi por este acatado e proclamado rei de Israel, aos gritos de “Hosanna”. Mas, um pouco adiante, ele se contradiz, afirmando que o povo não acreditou em Jesus, e imprecando contra ele, ameaçava-o a ponto de ele haver procurado esconder-se.

Mateus diz que Jesus entrara em Jerusalém, vitoriosamente, quando a multidão tê-lo-ia recebido de modo festivo, e marchando com ele, juncava o chão com folhas, flores e com os próprios mantos, gritando: “Hosanna ao Filho de David! Bendito seja o que vem em nome do Senhor!” Aos que perguntavam quem era, respondiam “Este é Jesus, o profeta de Nazaré da Galileia”. No entanto, outros evangelistas afirmam que ele era um desconhecido em Jerusalém.

Disseram que Pilatos estava convencido da inocência de Jesus, razão porque teria tentado salvá-lo, abandonando-o logo a seguir, indefeso e moralmente arrasado.

João faz supor que Pilatos teria deixado matar a Jesus, temendo que denunciassem sua parcialidade ao imperador. Se ele não castigasse a um insurreto que se intitulara rei dos judeus, estaria traindo a César. No entanto, tal atitude por parte de Pilatos não combina com o seu retrato moral, pintado por Filon. Era um homem duro e tão desumano quanto Tibério. A vida de mais um ou menos um judeu, para ambos, era coisa da somenos importância. Filon faz de Pilatos um carrasco, e mostra que ele, em Jerusalém, agia com carta branca. Além disso, as reações de Pilatos com Tibério eram quase fraternais e ele era um delegado de absoluta confiança do imperador. Mas, como os Evangelhos foram compostos dentro dos muros de Roma, teriam de ser de modo a não desagradar às autoridades Imperiais. Pilatos foi posto nisso apenas porque os bens e a vida dos judeus estavam sob sua custódia. Entretanto, como a ocupação romana foi feita em defesa dos judeus ricos, contra os judeus pobres e os salteadores do deserto, as autoridades romanas temiam muito mais ao povo do que a Roma.

Além disso, muitas eram as razões para não gostarem de Pilatos nem de Herodes Antipas. Eles eram antipáticos aos judeus pobres, por isso teriam temido a ira popular. Esta é a razão apresentada pelos historiadores que levam a sério os Evangelhos, justificando assim o perdão do criminoso Bar Abbas e a condenação do inocente Jesus. Entretanto, se as legiões romanas realmente ali estivessem naquela época, nem Pilatos nem Herodes tomariam em consideração a opinião do povo, porque se sentiriam garantidos nos seus postos.

Além disso, a opinião popular é fator ainda bem novo na técnica de formação dos governos. Tudo o que sabemos é o que está nos Evangelhos. Jesus era um homem do povo e um dos que temiam o governo. Por isso é que em Marcos, 16:7 encontraremos Jesus aconselhando os discípulos a fuga. Em Lucas 10:4 Jesus está aconselhando aos discípulos a não falarem a ninguém em suas viagens.

Em Mateus 35:23 encontraremos Jesus reprovando os judeus que haviam assassinado Zacarias, filho de Baraquias, entre o adro do templo e o altar. A história, no entanto, afirma ser esse episódio imaginário. Flávio Josefo relata um acontecimento semelhante, registrado no ano 67, 34 anos após a pretensa morte de Jesus, referindo-se no caso a um homem chamado Baruch. Isto evidencia o descuido dos compiladores dos Evangelhos, que os compuseram sem levar em conta que, no futuro, as contradições neles encontradas seriam a prova da inautenticidade dos fatos relatados.

Nicodemos, que teria sido um fariseu rico, membro de Senedrin, homem de costumes morigerados e de boa-fé, não se fez cristão, apesar de ter agido em defesa de Jesus contra os próprios judeus. Por certo ele, como João Batista, não se convenceram da pretensa divindade de Jesus Cristo, nem mesmo se entusiasmaram com suas pregações.

Outra ficção evangélica é debitada a Paulo, o qual inventou um Apolo, que não figura entre os apóstolos e em nenhum outro relato. Em Atos dos Apóstolos 18, lê-se: “Veio de Éfeso um judeu de nome Apolo, de Alexandria, homem eloquente e muito douto nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor, falando com fervor de espírito, ensinando com diligência o que era de Jesus, e somente conhecia João Batista. Com grande veemência convencia publicamente os judeus, mostrando-lhes pelas Escrituras que Jesus era o Cristo”. Seria um judeu fiel ao judaísmo que, segundo Paulo, procurava levar seus próprios patrícios para o Cristo? Na epístola I aos Coríntios, diz que: “Apolo era igual a Jesus”.

Paulo, já no fim do seu apostolado, afirma que o imperador Agripa era um fariseu convicto, e que sua religião era a melhor que então existia. Era, assim, um divulgador do cristianismo afirmando a excelência do farisaísmo. Falando de Jesus, Paulo descreve apenas um personagem teológico e não histórico. Não se refere ao pai nem à mãe de Jesus, sendo um ser fantástico, uma encarnação da divindade que viera cumprir um sacrifício expiatório, mas não se reporta ao modo como teria sido possível a encarnação. Não diz sequer a data em que Jesus teria nascido. Não relata como nem quando foi crucificado. No entanto, estes dados têm muita importância para definir Jesus como homem ou como um ser sobrenatural. Está patente, desse modo, que Paulo é uma figura tão mitológica quanto o próprio Jesus.

Em Atos dos Apóstolos 28:15 e em 45 Paulo diz que, quando chegou a Pozzuoli, ele e os seus companheiros foram ali bem recebidos, havendo muita gente à beira da estrada esperando-os. Entretanto, chegando a Roma, teve de defender-se das acusações de haver ofendido em Jerusalém ao povo e aos ritos romanos.

Na Epístola aos Romanos 1:8 Paulo diz que a fé dos cristãos de Roma alcançara todo o mundo, razão porque encerraria sua missão tão logo regressasse da Espanha, onde saudaria um grande número de fiéis. Mas, se assim fosse, por que Paulo teve de se defender perante os cristãos de Roma, contra o seu próprio judaísmo?

Com pouco tempo Paulo já pensava encerrar sua missão porque o cristianismo já se universalizara. Entretanto, ele continuava considerando como melhor religião o farisaísmo. O cristianismo a que Paulo referia-se deveria ser anterior a Jesus Cristo, que era o seguido pelos cristãos de Roma, e não pelos cristãos dos lugares por onde Paulo havia passado pregando.

Eusébio disse que o cristianismo de Paulo era o terapeuta do Egito, e Tácito disse que os hebreus e os egípcios formavam uma só superstição.


14 07 12
Ex-seguidores se dizem ameaçados pela cientologia
"Quando queremos assustar alguém, nós o investigamos. E, quando investigamos, sempre fazemos de forma explícita” (L. Ron Hubbard, escritor de ficção científica que criou a cientologia em 1952, no livro Manual of Justice)
A cientologia jogou sombras sobre o relacionamento do casal
Nos sete anos de relacionamento com Tom Cruise, a atriz Katie Holmes conviveu de perto com o ídolo de infância, dono do rosto que estampava os pôsteres espalhados pelas paredes de seu quarto, em Ohio. Mas não apenas com ele: durante o casamento, selado com pompa em um castelo da Itália, Katie passou a ter contato estreito com a cientologia, religião seguida por Cruise desde 1990. A seita, que reúne famosos como John Travolta e Will Smith, é apontada como o pivô da separação do casal. Katie pediu o divórcio para afastar a filha Suri, 6, do pai e dos dogmas que ele apregoa. A estratégia deu certo e, realizada de forma amigável, a separação vem fazendo bem para a imagem da atriz. A maneira rápida e tranquila com que Katie se desligou da cientologia, porém, parece ser uma exceção. Ex-seguidores ouvidos pelo site de VEJA dizem ter sido perseguidos e ameaçados ao deixar a Igreja.

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“Nos últimos dois anos, fui proibida de me comunicar com meu filho. A cientologia acabou com a minha família”, conta a ativista americana pelos direitos dos animais Karen de la Carriere, frequentadora da Igreja de 1970 a 2010. Há duas semanas, ela soube que o filho Alexander, de 27 anos, havia morrido. A notícia foi dada cinco dias depois da morte por uma antiga amiga da Igreja, em uma mensagem publicada no site de relacionamentos Facebook. Mãe e filho já não tinham contato. Alexander nasceu na cientologia e seguiu à risca a recomendação de se desconectar de Karen após sua partida. Como ela, outros ex-membros afirmam ter perdido relações ao sair.

Karen diz que foi ao necrotério, mas foi impedida por membros da igreja de ver o corpo do filho. Desesperada por informações sobre a morte de Alexander, ela descobriu, com colegas de trabalho do filho, que ele sofreu um acidente de carro e não procurou ajuda médica.

Procurada, a igreja brasileira da cientologia nega que ameaças e perseguições façam parte da rotina da seita. O fim trágico de Alexander estaria ligado a outro dogma da cientologia, também negado pela igreja brasileira. Por esse princípio, presente nos livros oficiais da religião, os seguidores deveriam recorrer apenas a exercícios e vitaminas no combate a doenças. “A cientologia é a única cura para queimaduras provocadas por bombas atômicas”, escreveu L. Ron Hubbard, o escritor de ficção científica que criou a cientologia em 1952, no livro All about Radiation (Tudo sobre Radiação, em tradução literal). Ao todo, Hubbard escreveu 14 volumes sobre o conjunto de princípios que batizou de Dianética. Além de cartilhas, que, juntamente com os livros, são a única fonte de conhecimento religioso permitida aos fieis – há quem diga que a cientologia é, na verdade, uma grande e bem sucedida empreitada editorial.


 
A posição da cientologia frente à medicina foi o que levou a aposentada Tory Christman, de 65 anos, a abandonar a igreja após 31 anos. Epiléptica, ela foi atraída para a seita por suas promessas de cura, aos 22 anos. “Garantiram que eu me curaria com as vitaminas e os exercícios propostos por Hubbard”, lembra Tory, que mora em Los Angeles e atualmente é uma das mais ferrenhas críticas da igreja seguida por Tom Cruise, publicando vídeos e mensagens na internet.

Hubbard, o escritor de ficção científica que fundou a cientologia
08 07 12 
A Luz da Verdade, algumas contradições Bíblicas
Grande parte dos povos do mundo acreditam que existem livros sagrados e os mesmos são inspirados por Deus, mas algo estranho acontece que determinadas passagens são no mínimo contraditórias e confusas. Seria Deus, o Creador, capaz de entrar em contradição, ou "ditar" ensinamentos distorcidos, se não for esse o caso como se explica tantas controvérsias no livro sagrado.

1. DEVEMOS MATAR?
Não?
“Não matarás” Êxodo 20:13

Ou às vezes Deus volta atrás no sua ordem e nos manda matar?

"Assim diz o SENHOR dos Exércitos: Castigarei a Amaleque pelo que fez a Israel...... Vai pois, agora e fere a Amaleque, destrói totalmente a tudo o que tiver; nada lhe poupes, porém matarás homem e mulher, meninos e crianças de peito, bois e ovelhas, camelos e jumentos... Então feriu Saul os amalequitas... Tomou vivo a Agague, rei dos amalequitas; porém a todo povo destruiu ao fio da espada." I Samuel 15: 2,3,7,8

"Levou-o, pois, toda a congregação para fora do arraial, e o apedrejaram; e ele morreu, como o SENHOR ordenara a Moisés” Números 15:16

2. COMO PODEMOS SER SALVOS?

Pelas obras?

"Verificais que uma pessoa é justificada por obras, e não por fé somente." Tiago 2: 24

Ou pela fé?

"Visto que ninguém será justificado diante dele por obras da lei...Concluímos, pois, que o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei." Romanos 3: 20, 28

Alguém poderia dizer que somos salvos pelos dois, mas no segundo trecho está claramente escrito que NINGUÉM será salvo pelas obras. Isso ocorre porque o primeiro texto foi escrito por Tiago, que acreditava que para os gentios serem salvos deveriam seguir os costumes e as leis que foram impostas aos judeus por Moisés no Sinai. Já o segundo trecho foi escrito por Paulo de Tarso, que era bem mais brando quando se tratava destas leis. Para ele os gentios não precisavam seguir as leis de Moisés, só precisavam acreditar que Jesus era seu Senhor. Nota-se aqui uma clara contradições de ideais humanos e não divinos.

3. DEUS SE ARREPENDE?
Não?
"Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa.” Números 23:19

Ou sim?

“"Então se arrependeu o SENHOR do mal que dissera havia de fazer ao povo." Êxodo 32:14

É comum os crentes dizerem que Deus se arrepende sim. Tudo bem, isso responde a pergunta, mas não esclarece a contradição, que de um lado diz que sim e de outro diz que não. Além do mais, um Deus que é perfeito nunca erra, por isso não tem o direito de se arrepender.

4. SOMOS PUNIDOS PELOS PECADOS DE NOSSOS PAIS?

Não?

"...O filho não levará a iniqüidade do pai..." Ezequiel 18:20

Ou sim?

"Porque eu sou o SENHOR teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem." (repetido em Deuteronômio 5:9) Êxodo 20:5

5. DEUS É BOM?

“Deus é bom para todos..." Salmos 145:9

Ou mal?

"Eu formo a luz, e crio as trevas; faço a paz, e crio o mal; eu o SENHOR, faço todas estas cousas." Isaias 45:7

6.QUANTOS ANJOS HAVIAM NO TÚMULO DE JESUS?

Um?

“Eis que houvera um grande terremoto, porque um anjo do Senhor, chegou removendo a pedra e sentou-se sobre ela” Mateus 28:2

“E, entrando no sepulcro, viram um jovem assentado à direita, vestindo uma roupa comprida e branca; e ficaram espantadas.” Marcos 16:5

Dois?

“ E acharam a pedra do sepulcro removida...E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecente.” Lucas 24:2,4

“e viu dois anjos vestidos de branco, assentados onde jazera o corpo de Jesus...” João 20:12
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07 07 12
Alô, criançada! O bóson chegou – veja o que significa a descoberta da “partícula de Deus”

O que é o bóson de Higgs, afinal?

É a partícula que faz com que você não seja um raio de luz. Não entendeu? Vamos voltar no tempo até uma época em que o Universo inteiro era só um emaranhado de partículas subatômicas que vagavam na velocidade da luz. Então. Os bósons de Higgs, que estavam espalhados entre essas partículas, se uniram e formaram um grande oceano invisível. O resto da mágica aconteceu quando as outras partículas subatômicas começaram a interagir com este oceano. Algumas – os fótons, por exemplo – passaram direto. Outras – os quarks e elétrons – foram atraídas por este mar de bósons de Higgs. E à força que os quarks fazem para atravessar esse óleo nós damos o nome de massa. Isso está acontecendo agora mesmo: nós vivemos submersos no oceano de Higgs até hoje.

Leia de novo a frase que abre este parágrafo. Fez sentido agora? Sem o bóson de Higgs, os quarks e elétrons não teriam massa. Seriam “raios de luz”. Sem quarks e elétrons não existem átomos. Sem átomos não existe você.

Por que ”partícula de Deus”?

Por causa de um editor de livros. Um físico, o Prêmio Nobel Leon Lederman, fez um livro sobre o bóson de Higgs em 1993. Até então (e até hoje de manhã) a existência do Higgs era só uma teoria. Mas não era qualquer teoria. Ele era necessário para que a física moderna fizesse sentido. Na próxima resposta falamos sobre isso com mais detalhes. Mas o ponto é que a existência real do Higgs era extremamente necessária, só que ninguém encontrava um vestígio sequer dela. Justamente por isso, Lederman quis que seu livro chamasse “The Goddam Particle” (A Partícula Maldita) – “Maldita” porque teimava em não dar as caras. Mas o editor do livro sugeriu que, se transformassem o “Goddam” em “God” (e o título, portanto, em “A Partícula de Deus”), ficaria mais chamativo. Ficou Nobel de edição para o rapaz!

O que fizeram para encontrar a partícula?

Gastaram US$ 10 bilhões – o preço do maior acelerador de partículas do Universo conhecido, o LHC. Os cientistas literalmente colocam os prótons para correr lá dentro e provocam colisões frontais entre eles. Essas pancadas geram explosões intensas, como se fossem mini-Big Bangs. É aí que está o truque. Se o Big Bang “de verdade” fez com que os bósons de Higgs aparecessem vagando entre as outras partículas subatômicas, uma versão menor (mas quase tão intensa quanto o original) também faria. E fez.

Então, como os cientistas têm certeza de que a partícula que encontraram é mesmo o bóson de Higgs?

Eles não têm certeza. Quer dizer: a certeza não chega a 100%, mas já é maior do que 99,9%. Funciona assim: a física de hoje tem uma espécie de “tabela” que lista todas as partículas elementares, os tijolos fundamentais da matéria. São seis tipos de quark (os tijolos dos prótons e nêutrons, que constituem basicamente tudo o que você enxerga). Tem também seis “léptons” (elétrons, neutrinos e mais quatro primos próximos deles). Para completar, existem 4 partículas “fantasmas”, geralmente sem peso nenhum, feitas de energia pura. Elas são os “bósons” – os tijolos das forças da natureza. A mais notória é o fóton, o tijolo (ou bóson, se você preferir) da força eletromagnética.

Nós chamamos as gangues de fótons que correm em bando por aí de “luz” e de “sinal de celular” – duas manifestações da força eletromagnética, ainda que bem distintas. As outras partículas de energia pura são os glúons, os elementos que mantém os quarks “colados” (glued) uns aos outros (Turun -tsss – os físicos adoram dar nomes engraçadinhos para partículas). Tem também os “bósons da força nuclear fraca”. Eles bem que mereciam algum nome engraçadinho, mas não ganharam. Ficou como bóson W e bóson Z.

Fechando o arcabouço das partículas elementares, vem a mais curiosa delas: justamente o bóson de Higgs. Ele entra como uma ferramenta para explicar porque existem partículas “fantasmas”, sem massa, e “concretas”, com massa. A ideia é que, na verdade, todas as partículas seriam fantasmas. Mas algumas deixariam para trás seu estado fantasmagórico ao interagirem com o oceano de bósons de Higgs que permeia o Universo – a ideia foi do físico Peter Higgs, que acabou batizando a coisa. Pronto. Tudo explicado.

Só que até hoje de manhã tínhamos tudo isso e um mistério. Uma a uma, todas as partículas elementares foram sendo descobertas. O glúon, porém exemplo, foi teorizado em 1962, pelo físico Murray-Gellman. E acabou descoberto em laboratório em 1978. Tudo foi ficando cada vez mais redondo, com a prática comprovando paulatinamente a teoria. Mas faltava achar justamente a partícula mais curiosa.

Agora não falta mais (ou, pelo menos, há mais de 99,9% de chance). Ao analisar os estilhaços de uma colisão entre prótons no LHC, apareceu algo de diferente em meio aos glúons e quarks de sempre. Era uma partícula nova, mas com a mesma massa que o físico Peter Higgs havia previsto para o seu bóson. Falta examinar outras características do achado para ter 100% de certeza de que ele é mesmo o Higgs. Mas os físicos estão confiantes.

De qualquer forma, ainda falta muito a descobrir. Tem as partículas responsáveis pela matéria escura, que representa 85% da matéria do Universo e que ninguém faz ideia do que se trata. Tem a energia escura, a força 100% misteriosa responsável pela expansão do Cosmos… E tem a gravidade. Ela é a força mais cotidiana, mais onipresente, mais pedestre. Mas ainda não sabemos do que ela é feita. Ou se é feita de alguma coisa. O Higgs não é nem o começo. SUPER
17 06 12
A CONFIRMAÇÃO DO QUE JÁ PUBLICAMOS:
Deus bíblico pode ser fusão de vários deuses pagãos, dizem especialistas
Personalidade e atributos de Javé são compartilhados com outras divindades do Oriente.
Pai celestial El, jovem guerreiro Baal e até 'senhora' Asherah teriam sido influências.
Foto: Reprodução

A afirmação pode soar desrespeitosa para judeus ou cristãos, mas não está muito longe da verdade: Javé, o Deus do Antigo Testamento, parece ter múltiplas personalidades. Para ser mais exato, especialistas que estudam os textos bíblicos, lêem antigas inscrições encontradas nos arredores de Israel ou escavam sítios arqueólogicos estão reconhecendo a influência conjunta de diversos deuses pagãos antigos no retrato de Javé traçado pela Bíblia.

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A idéia não é demonstrar que o Deus bíblico não passa de mais um personagem da mitologia. Os pesquisadores querem apenas entender como elementos comuns à cultura do antigo Oriente Próximo, e principalmente da região onde hoje ficam o estado de Israel, os territórios palestinos, o Líbano e a Síria, contribuíram para as idéias que os antigos israelitas tinham sobre os seres divinos. As conclusões ainda são preliminares, mas há bons indícios de que Javé é uma fusão entre um deus idoso e paternal e um jovem deus guerreiro, com pitadas de outras divindades – uma delas do sexo feminino.


O ponto de partida dessas análises é o fundo cultural comum entre o antigo povo de Israel e seus vizinhos e adversários, os cananeus (moradores da terra de Canaã, como era chamada a região entre o rio Jordão e o mar Mediterrâneo em tempos antigos). A Bíblia retrata os israelitas como um povo quase totalmente distinto dos cananeus, mas os dados arqueólogicos revelam profundas semelhanças de língua, costumes e cultura material – a língua de Canaã, por exemplo, era só um dialeto um pouco diferente do hebraico bíblico.


Memórias de Ugarit

Os cananeus não deixaram para trás uma herança literária tão rica quanto a Bíblia. No entanto, poucos quilômetros ao norte de Canaã, na atual Síria, ficava a cidade-Estado de Ugarit, cuja língua e cultura eram praticamente idênticas às de seus primos do sul. Ugarit foi destruída por invasores bárbaros em 1200 a.C., mas os arqueólogos recuperaram numerosas inscrições da cidade, nas quais dá para entrever uma mitologia que apresenta semelhanças (e diferenças) impressionantes com as narrativas da Bíblia. “Por isso, Ugarit é uma parte importante do fundo cultural que, mais tarde, daria origem às tribos de Israel”, resume Christine Hayes, professora de estudos clássicos judaicos da Universidade Yale (EUA).

Uma das figuras mais proeminentes nesses textos é El – nome que quer dizer simplesmente “deus” nas antigas línguas da região, mas que também se refere a uma divindade específica, o patriarca, ou chefe de família, dos deuses. “Patriarca” é a palavra-chave: o El de Ugarit tem paralelos muito específicos com a figura de Deus durante o período patriarcal, retratado no livro do Gênesis e personificado pelos ancestrais dos israelitas: Abraão, Isaac e Jacó.

Nesses textos da Bíblia há, por exemplo, referências a El Shadday (literalmente “El da Montanha”, embora a expressão normalmente seja traduzida como “Deus Todo-Poderoso”), El Elyon (“Deus Altíssimo”) e El Olam (“Deus Eterno”). O curioso é que, na mitologia ugarítica, El também é imaginado vivendo no alto de uma montanha e visto como um ancião sábio, de vida eterna.

Tal como os patriarcas bíblicos, El é uma espécie de nômade, vivendo numa versão divina da tenda dos beduínos; e, mais importante ainda, El tem uma relação especial com os chefes dos clãs, tal como Abraão, Isaac e Jacó: eles os protege e lhes promete uma descendência numerosa. Ora, a maior parte do livro do Gênesis é o relato da amizade de Deus com os patriarcas israelitas, guiando suas migrações e fazendo a promessa solene de transformar a descendência deles num povo “mais numeroso que as estrelas do céu”.


Israel ou “Israías”?

Outros dados, mais circunstanciais, traçam outros elos entre o Deus do Gênesis e El: num dos trechos aparentemente mais antigos do livro bíblico, Deus é chamado pelo epíteto poético de “Touro de Jacó” (frase às vezes traduzida como “Poderoso de Jacó”), enquanto a mitologia ugarítica compara El freqüentemente a um touro. Finalmente, o próprio nome do povo escolhido – Israel, originalmente dado como alcunha ao patriarca Jacó – carrega o elemento “-el”, lembra Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento do Centro de Estudos da Arquidiocese de Ribeirão Preto (SP).

“É o nome do deus cananeu, mais um indício de que Israel surge dentro de Canaã, por um processo gradual”, diz Silva. Ele argumenta que, se Javé fosse desde sempre a divindade dos israelitas, o nome desse povo seria “Israías”. Isso porque o elemento adaptado como “-ías” em português (algo como -yahu) era, em hebraico, uma forma contrata do nome “Javé”. Curiosamente, o elemento se torna dominante nos chamados nomes teofóricos (ligados a uma divindade) dados a israelitas no período da monarquia, a partir dos séculos 10 a.C. e 9 a.C.

E esse nome (provavelmente Yahweh em hebraico; a sonoridade original foi obscurecida pelo costume de não pronunciar a palavra por respeito) é um enigma e tanto. As tradições bíblicas são um tanto contraditórias, mas pelo menos uma fonte das Escrituras afirma que Javé só deu a conhecer seu verdadeiro nome aos israelitas quando convocou Moisés para ser seu profeta e arrancar os descendentes de Jacó da escravidão no Egito. (A Moisés, Deus diz que apareceu a Abraão, Isaac e Jacó como “El Shadday”.) O problema é que ninguém sabe qual a origem de Javé, o qual nunca parece ter sido uma divindade cananéia, exatamente como diz o autor bíblico.


Senhor do deserto

A esmagadora maioria dos arqueólogos e historiadores modernos não coloca suas fichas no Êxodo maciço de 600 mil israelitas (sem contar mulheres e crianças) do Egito, por dois motivos: a semelhança entre Israel e os cananeus e a falta de qualquer indício direto da fuga. Mas muitos supõem que um pequeno componente dos grupos que se juntaram para formar a nação israelita tenha sido formado por adoradores de Javé, que acabaram popularizando o culto. Quem seriam esses primeiros javistas? Uma pista pode vir de alguns documentos egípcios, que os chamam de Shasu – algo como “nômades” ou “beduínos”.

“Duas ou três inscrições egípcias mencionam um lugar chamado 'Yhwh dos Shasu', o que, para alguns especialistas, parece ser 'Javé dos Shasu'. Talvez sim, talvez não. Não temos como saber ao certo”, diz Mark S. Smith, pesquisador da Universidade de Nova York e autor do livro “The Early History of God” (“A História Antiga de Deus”, ainda sem tradução para o português).

“É menos provável que o culto a Javé venha de dentro da Palestina e da Síria, e um pouco mais plausível que ele tenha se originado em certas regiões da Arábia”, diz Airton da Silva. Mark Smith lembra que algumas das passagens poéticas consideradas as mais antigas da Bíblia – nos livros dos Juízes e nos Salmos, por exemplo – referem-se ao “lar” de Javé em locais denominados “Teiman” ou “Paran”. Aparentemente, são áreas desérticas, apropriadas para a vida de nomadismo. “Muitos especialistas localizam essa região no que seria o noroeste da atual Arábia Saudita, ao sul da antiga Judá [parte mais meridional dos territórios israelitas]”, diz Smith.

Foto: Reprodução  Guerreiro divino
Seja como for, quando Javé entra em cena com seu “nome oficial” durante o Êxodo bíblico, a impressão que se tem é que ele já absorveu boa parte das características de um outro deus cananeu: Baal (literalmente “senhor”, “mestre” e, em certos contextos, até “marido”), um guerreiro jovem e impetuoso que acabou assumindo, na mitologia de Ugarit e da Fenícia (atual Líbano), o papel de comando que era de El.

Indícios dessa nova “personalidade” de Deus surgem no fato de que, pela primeira vez na narrativa bíblica, Javé é visto como um guerreiro, destruindo os “carros de guerra e cavaleiros” do Faraó e, mais tarde, guiando as tribos de Israel à vitória durante a conquista da terra de Canaã. Tal como Baal, Javé é descrita como “cavalgando as nuvens” e “trovejando”. E, mais importante ainda, uma série de textos bíblicos falam de Deus impondo sua vontade contra os mares impetuosos (como no caso do Mar Vermelho, em que as águas engolem o exército egípcio por ordem divina) ou derrotando monstros marinhos.

Há aí uma série de semelhanças com a mitologia cananéia sobre Baal, o qual derrotou em combate o deus-monstro marinho Yamm (o nome quer dizer simplesmente “mar” em hebraico) ou “o Rio” personificado. Na mitologia do Oriente Próximo, as águas marinhas eram vistas como símbolos do caos primitivo, e por isso tinham de ser derrotadas e domadas pelos deuses.

Javé também é associado à chuva e à fertilidade da terra pelos antigos autores bíblicos – atributos que aparecem entre as funções de Baal. Há, porém, uma diferença importante entre os dois deuses: outra narrativa de Ugarit fala do assassinato de Baal pelas mãos de Mot, o deus da morte, e da ressurreição do jovem guerreiro – provavelmente uma representação mítica do ciclo das estações do ano, essencial para a agricultura, já que Baal era um deus que abençoava a lavoura.

O lado guerreiro de Javé é talvez o mais difícil de aceitar para a sensibilidade moderna: quando os israelitas realizam a conquista da terra de Canaã, a ordem dada por Deus é de simplesmente exterminar todos os habitantes, e às vezes até os animais (embora, em alguns casos, os homens de Israel recebam permissão para transformar as mulheres do inimigo em concubinas).

Foto: Reprodução  Textos de outra nação da área, os moabitas (habitantes de Moab, a leste do Jordão) ajudam a lançar luz sobre esse costume aparentemente bárbaro. Um monumento de pedra conhecido como a estela de Mesa (nome de um rei de Moab em meados do século 9 a.C.) fala, ironicamente, de uma guerra de Mesa com Israel na qual o rei moabita, por ordem de seu deus, Chemosh, decreta o herem, ou “interdito”. E o herem nada mais é que a execução de todos os prisioneiros inimigos como um ato sagrado. Tratava-se, portanto, de um elemento cultural de toda a região. 

Lado feminino

Se a “múltipla personalidade” de Javé pode ser basicamente descrita como uma combinação de El e Baal, há uma influência mais sutil, mas também perceptível, de um elemento feminino: a deusa da fertilidade Asherah, originalmente a esposa de Baal na mitologia cananéia. Normalmente, Deus se comporta de forma masculina na Bíblia, e a linguagem utilizada para falar de sua relação com os israelitas é, muitas vezes, a de um marido (Deus) e a esposa (o povo de Israel). Mas o livro bíblico dos Provérbios, bem como alguns outras fontes israelitas, apresenta a figura da Sabedoria personificada, uma espécie de “auxiliar” ou “primeira criatura” de Deus que o teria auxiliado na obra da criação do mundo.

Segundo o texto dos Provérbios, Deus “se deleita” com a Sabedoria e a usa para inspirar atos sábios nos seres humanos. Para muitos pesquisadores, a figura da Sabedoria incorpora aspectos da antiga Asherah na maneira como os antigos israelitas viam Deus, criando uma espécie de tensão: embora o próprio Deus não seja descrito como feminino, haveria uma complementaridade entre ele e sua principal auxiliar. G1
13 05 12

Inscrição maia prova que eles não achavam que o apocalipse seria em 2012
Arqueólogo descobre, em ruínas maias, que o apocalipse não está ‘marcado’ para dezembro deste ano
Editora Globo

Se você acreditou que o calendário maia que indicava o fim do mundo seria em dezembro de 2012, saiba que os próprios maias não tinham tanta certeza disso. Tanto que um arqueólogo chamado Willian Satuno, descobriu um mural da antiga civilização que contradiz a data do apocalipse.

Na ruína eles descobriram um calendário baseado no movimento dos planetas que prevê a existência da Terra não só no futuro imediato como daqui a 7mil anos.

De acordo com os especialistas, o famoso calendário não descreveria o fim do mundo e sim um novo ciclo de tempo começando em 2012.

Via Neatorama

Novo grupo confirma último achado sobre 'partícula de Deus'
Em dezembro, físicos europeus 'encurralaram' o bóson de Higgs.
Se a partícula for encontrada, confirmará teoria mais aceita pelos físicos.

Ilustração de uma colisão entre partículas promovida pelo acelerador LHC. É com experimentos como esse que os cientistas estudam partículas como o bóson de Higgs (Foto: Cern)

Físicos dos Estados Unidos informaram nesta quarta-feira (7) que suas experiências confirmam as do LHC, o grande acelerador de partículas europeu, sobre o bóson de Higgs. Em dezembro, as medições reduziram o espectro onde a "partícula de Deus", como é apelidado o bóson de Higgs, poderia estar escondido. 

Os resultados provêm do colisor americano Tevatron, fechado em setembro depois de mais de um quarto de século, embora os físicos continuem analisando os dados na busca da chamada "partícula de Deus".

O bóson de Higgs é o elo perdido no Modelo Padrão da Física e acredita-se que ele dê massa aos objetos, embora os cientistas nunca tenham sido capazes de identificá-lo e exista apenas em teoria.

"O final do jogo se aproxima na busca do bóson de Higgs", disse Jim Siegrist, diretor-adjunto de ciências do Departamento de Energia.

"Este é um marco importante para os experimentos do Tevatron e demostra a contínua importância das medições independentes na busca pela compreensão dos elementos básicos da natureza", acrescentou.

Os físicos do CDF e do DZero, as duas equipes de pesquisa do laboratório Fermilab, situado em Batavia, no estado de Illinois, disseram em um comunicado que seus dados "poderiam ser interpretados como provenientes de um bóson de Higgs com massa na faixa dos 115 a 135 GeV (gigaelectronvolts)".

Esta faixa inclui os limites anunciados em dezembro de 2011 pelos cientistas no Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), construído nos Alpes, na fronteira franco-suíça, pelo Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em francês).

Os experimentos do Cern, realizados por um consórcio de 20 países membros, demonstraram uma escala provável do bóson de Higgs entre os 115 e os 127 GeV.

O GeV é a medida padrão para a massa das partículas subatômicas. Um GeV é aproximadamente equivalente à massa de um próton.

No entanto, nenhum dos indícios até o momento foi suficiente para que os físicos anunciassem a descoberta da partícula ou para afirmar que há provas suficientes para que os físicos anunciassem a descoberta da partícula ou para afirmar que há provas suficientes para assegurar com certeza a sua existência.

O diretor do Fermilab, Pier Oddone, mostrou-se "entusiasmado pelo progresso na busca do bóson de Higgs", destacando que cientistas de todo o mundo rastrearam por centenas de bilhões de colisões do tipo protón-antiprotón.

"Ainda resta muito trabalho pela frente antes que a comunidade científica possa dizer com certeza que o bóson de Higgs existe", acrescentou Dmitri Denisov, co-portavoz do DZero e físico no Fermilab.

"Baseado nestas pistas emocionantes, estamos trabalhando o mais rápido possível para melhorar ainda mais nossos métodos de análise e expremer até a última gota dos dados do Tevatron", continuou. G1

Vaticano expõe documentos mais valiosos de seu arquivo secreto
Processos de Galileu e da excomunhão de Lutero fazem parte da mostra.
'É a primeira vez na história e, talvez, também a última', diz organizador.
Visitante observa a peça intitulada 'Julgamento dos templários da França' no primeiro dia da exposição em Roma (Foto: Tony Gentile/Reuters)

O processo de Galileu, a excomunhão de Martinho Lutero, passando pela "confissão" dos Templários: pela primeira vez o Vaticano revela ao público alguns de seus inúmeros segredos, numa exposição excepcional, aberta nesta quarta-feira (29) nos museus do Capitólio, em Roma.

No total, mais de cem documentos originais foram selecionados, por ocasião dos 400 anos de criação desses arquivos secretos, pelo papa Paulo V.

Intitulada "Lux in arcana" ("Luz sobre os segredos" em latim), a exposição permite ao visitante descobrir a pedido de anulação do casamento de Henrique VIII e Catarina de Aragão, e o "dictatus Papae" de Gregório VII, um manuscrito do século XI afirmando a supremacia dos papas sobre todos os outros poderes na terra.


Além do processo de Galileu e a bula de excomunhão de Martinho Lutero, está um pergaminho de 60 metros, remontando a 1308, e contendo a confissão dos templários diante de três cardeais enviados por Clemente V ao castelo de Chinon (centro da França).

"É a primeira vez na história, e talvez, também, a última, que esses documentos deixam o interior do Vaticano", afirmam os organizadores.

Sinal da importância do evento, o número dois do Vaticano, o cardeal Tarcisio Bertone, abriu a exposição ao lado do "ministro" da Cultura do Vaticano, Gianfranco Ravasi, do prefeito de Roma, Gianni Alemanno, e do ministro italiano da Cultura, Lorenzo Ornaghi.

Ouvido pela imprensa sobre o que o teria mais impressionado nesta exposição, o cardeal Bertone respondeu: "Certamente, a verdade histórica"

Assinatura de Galileu Galilei é vista em um dos documentos expostos pelo Vaticano (Foto: Tony Gentile/Reuters)


Revela também documentos que defendem a atitude do Papa Pio XII, criticado por ter mantido silêncio ante o Holocausto, durante a Segunda Guerra Mundial. Entre eles, está um relatório do núncio Francesco Borgongini-Duca que visitou sete campos de concentração na Itália, em 1941, e uma carta de agradecimentos de pessoas detidas nos campos, endereçada ao Papa.

Entre os outros documentos está a nomeação ao trono papal do eremita Pietro Morrone (século XIII), que se tornou Celestino V e foi o único Papa da História a se demitir. Há também um documento do século XV no qual Alexandre VI divide o Novo Mundo entre a Espanha e Portugal, após a "descoberta" da América por Cristóvão Colombo. Ou ainda o decreto do Papa Leão X que selou o cisma com os protestantes, conduzindo às guerras de religiões fratricidas na Europa...
 

Excomunhão de Martinho Lutero, que deu início ao protestantismo, é um dos processos expostos na mostra (Foto: Tony Gentile/Reuters)

Outros tesouros: as cartas de Michelangelo sobre a construção da Basílica de São Pedro ou um documento confeccionado em seda pela imperatriz da China Helena Wang, convertida ao cristianismo.

Mais curiosa, a missiva do chefe da tribo indígena Ojibwa datando do século XIX a Leão XIII, a quem chama de "grande mestre das preces que cumpre as funções de Jesus".

Outra raridade, uma carta de Maria Antonieta presa depois da Revolução, na qual pode-se ler: "os sentimentos daqueles que partilham minha tristeza (...) são a única consolação que posso receber nestas tristes circunstâncias".

"Lux in arcana" ficará exposta até 9 de setembro. É possível saber mais informações no sitewww.luxinarcana.org.
 G1
Cientistas anunciam avanço na busca por ‘partícula de Deus’ nesta terça
Anúncio será feito a partir de 11h por cientistas na Suíça.
Pesquisadores acreditam estar próximos de encontrar partícula.

Uma das instalações do Grande Colisor de Hádrons (LHC), megatúnel para colidir partículas (Foto: Andrew Strickland / cortesia Cern 7-8-2010)

Os cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern, na sigla em francês) apresentam em um seminário nesta terça-feira (13) os resultados atualizados da busca pela partícula conhecida como “bóson de Higgs” – apelidada de “partícula de Deus”.

A reunião começa às 11h, no horário de Brasília.

Dois grupos de pesquisa independentes que trabalham nessa busca – o Atlas e o CMS – vão apresentar seus dados.


De acordo com os pesquisadores, houve um avanço e há “consideravelmente mais dados” agora do que no momento da última conferência, há seis meses.

Os cientistas acreditam que estão próximos de encontrar a partícula, mas alertam que os resultados desta terça não serão conclusivos. “Não há o suficiente para se fazer qualquer afirmação conclusiva sobre a existência ou não-existência do Higgs”, diz a nota do Cern.

O “bóson de Higgs” é uma partícula hipotética que seria responsável pela existência de massa na maioria das demais partículas do Universo.

Modelo Padrão

Parece complicado? Pois é mesmo. Então, vamos por partes. Os físicos têm uma teoria para explicar as partículas elementares do Universo – aquelas minúsculas que formam tudo que existe. Essa teoria se chama “Modelo Padrão”.


O Modelo Padrão explica tudo que sabemos sobre o comportamento e o surgimento dessas partículas, menos uma coisa: por que a maioria delas tem massa? E essa é uma pergunta muito importante. O fato de as partículas terem massa é a razão pela qual qualquer coisa no mundo tem massa: o Sol, os planetas, eu e você.

É aí que entra o bóson de Higgs. Diversos físicos – entre eles um britânico chamado Peter Higgs – descobriram um mecanismo teórico que tornaria possível que as partículas tivessem massa. Esse mecanismo – batizado de “mecanismo de Higgs” – prevê a existência de um “campo” que interage com tudo que existe no Universo. Essa interação faz com que as partículas ganhem massa.

Para esse campo existir, é preciso também existir uma partícula especial e invisível. Os físicos pegaram essa proposta e aplicaram nos cálculos do Modelo Padrão e tudo fez sentido. A partícula invisível foi batizada em homenagem a Higgs.

De lá para cá, todas as outras partículas previstas pelo Modelo Padrão foram encontradas, menos essa. Encontrá-la é tão importante que os cientistas construíram na Europa um gigantesco colisor de partículas, conhecido como Grande Colisor de Hádrons, que é a maior máquina já feita pelo homem.

Se, em vez de encontrá-la, os pesquisadores provarem, no entanto, que ela não existe, toda a teoria atual sobre a formação da matéria do Universo vai precisar ser revista. G1
11 dez 11 
'A Arca de Noé'
No domingo (11), às 19h30, o GNT apresenta “A Arca de Noé”, uma investigação com reconstituições em computação gráfica. A passagem sobre o dilúvio é uma prova de fé para muitos religiosos, mas quem foi esse homem chamado Noé? Ele realmente construiu uma arca? Descubra o que é fato e o que é mito nessa história que intriga a todos. Veja trecho do documentário. 

Curiosidades Misticas

Cabala - O misticismo judaico revelado


Qual a origem do Universo? Por que estamos aqui? De onde vem a vida? O que acontece depois da morte? Imagine se você pudesse fazer todas essas perguntas diretamente para a autoridade máxima no assunto. Isso mesmo: que tal ter uma conversa com Deus e ouvir dele todas as respostas? Agora imagine que as respostas já existem, e foram passadas de geração a geração por um grupo de sábios estudiosos, do início dos tempos até os dias de hoje. Pois essa é a definição da cabala: uma revelação feita por Deus para os homens, capaz de esclarecer todos os mistérios que rondam a humanidade. Conheça aqui a história do misticismo judaico e saiba como a cabala está conquistando o planeta. Leia mais...



PARA CIÊNCIA DOS CRISTÃOS E CATÓLICOS DO MUNDO
Religião banhada de sangue - Clique na imagem para saber mais.



Grandes momentos da Bíblia
O livro sagrado de judeus e cristãos já foi interpretado de mil maneiras. Conheça a versão literal do que está escrito: a Bíblia como ela é





criação do mundo
O relato de como Deus criou o Universo e a Terra em 6 dias (no 7º, ele descansou) é o tema do 1º capítulo do 1º livro da Bíblia, o Gênese, cujo nome vem da palavra grega para "começo". Estudos indicam que ele teria sido escrito no século 10 a.C. A função dessa narrativa primordial é deixar claro que foi Deus quem criou tudo. Havia apenas Deus e o que o Evangelho de João chama de "Verbo", a vontade divina. A Criação ocorreu pela graça desse Verbo.

1º dia - LUZ E SOMBRA
Deus cria a luz e a separa da escuridão - ou seja, cria o dia e a noite. Também cria o mundo, ou melhor, faz um rascunho: o planeta não possuía nem forma nem vida, era apenas um abismo profundo, também chamado de "as águas".

2º dia - CÉU E TERRA
Deus divide "as águas" em duas partes, uma acima e outra abaixo, e chama de céu e terra. O mundo é separado do abismo e passa a ter forma e se distinguir do restante do "nada".

3º dia - TERRA E MAR
Deus cria a crosta terrestre, separando a superfície e os mares. De acordo com o primeiro relato do Gênese, é ainda no 3º dia que Deus cria todos os vegetais.

4º dia - SOL E LUA
Deus cria a Lua, o Sol e as outras estrelas, para brilharem no firmamento e iluminarem a Terra.

5º dia - PEIXES E AVES
Deus cria os seres aquáticos e também as aves voadoras, e ordena que suas criações se multipliquem.

6º dia - HOMEM E MULHER
Após criar os animais domésticos e os que se arrastam pelo chão e lhes indicar como alimento "a relva",Deus cria os seres humanos, que devem se multiplicar e dominar as outras criaturas. 

>> Humanos 
Deus cria Adão "à sua imagem e semelhança" com o pó da terra e sopra em seu nariz o "respiro da vida". Durante o sono, Deus lhe tira uma costela e dela faz a mulher.

7º dia - CONSENSO E DESCANSO
Deus vê que seu trabalho é bom. Finalizada a Criação, ele abençoa e santifica o 7º dia, e então descansa.

Leia mais...

O que significam os trajes da Igreja Católica?
Não cobiçarás a batina alheia. Quando um padre sobe ao altar para rezar uma missa, ele está revestido de Cristo, deixa de ser ele mesmo. E cada cor, peça ou bordado de roupa do clero não é à toa: conta a história da religião

1. Batina 

Por baixo de tudo estão (não é o que você está pensando) a batina ou as roupas comuns. Ela é preta (que significa a morte para o mundo), tem 33 botões (a idade de Cristo) e 5 abotoaduras (as chagas de Jesus). 


2. Amito 


Essa peça, que cobre os ombros e o pescoço, pode ser circular ou retangular. No século 7, quando foi criado, o amito era uma espécie de capuz que simbolizava a disciplina dos sentidos e do pensamento do sacerdote. 


3. Alva 


A túnica branca que cobre o corpo inteiro do padre simboliza inocência e pureza. A Lady Gaga copia essa peça no blasfemo clipe de Alejandro, mas com cruzes vermelhas invertidas, o símbolo de Lúcifer. O papa desaprova. 


4. Cíngulo 


Cordão amarrado na cintura, símbolo da luta contra as "paixões desregradas" do mundo. Representa o voto de castidade do padre: a escolha que ele fez de resistir às tentações carnais e não fazer sexo jamais. 


5. Estola 


Simboliza a autoridade espiritual do padre e a sujeição a Deus. A estola é como o uniforme dos policiais, ou seja, quando o sacerdote a veste ele está "fardado", ocupado com algum dever eclesiástico. 


6. Casula 


Eis uma influência antiga: trata-se de uma adaptação das vestes romanas usadas nos primeiros anos da religião. Seu nome significa "pequena casa", e ela simboliza a sujeição a Deus como um fardo que não é pesado.


Historiadores descobrem quem seria a bisavó de Jesus

Escrituras antigas indicam que era Ismeria, descendente da tribo de Davi

por Redação Galileu
Editora Globo


De acordo com um estudo publicada por uma revista científica de História Medieval, a bisavó de Jesus teria sido Santa Ismeria, filha de Nabon, do povo da Judéia e descendente da tribo de Davi. 

Para chegar a essa conclusão, a historiadora Catherine Lawless analisou dois manuscritos de Florença (Itália), escritos durante o século 14. Os manuscritos medievais haviam sido ignorados por outros pesquisadores, conta Catherine aoDiscovery News.

Ismeria, mesmo pouco famosa, é a única mulher mencionada em escrituras antigas que poderia ser a avó de Maria, bisavó de Jesus. A própria Maria recebe poucas citações na Bíblia, que também só menciona sua linhagem paterna.

>> E se Jesus tivesse nascido nos dias de hoje?
>> CSI Jesus

Os manuscritos estudados por Catherine, além de revelar sobre a possível ascendência de Jesus, mostra também a maneira de pensar dos italianos durante a Idade Média. Eles contam a lenda de Ismeria, uma mulher que se casou com Santo Liseu, patriarca do povo de Deus. Tiverem uma filha chamada Ana que se casou com Joaquim – os nomes dos avós de Jesus, conforme a Bíblia.

Quando Liseu morreu, seus parentes deixaram Ismeria sem dinheiro. Ela acabou se refugiando em uma enfermaria e lá realizou um milagre, encheu cestas de peixe para alimentar os doentes. Segundo os manuscritos, Ismeria rogou para que fosse levada deste mundo, e Deus ofereceu a ela o paraíso. Depois disso, um responsável pelo hospital levou a notícia à Jesus, que foi prestar homenagem a mulher, com Maria e os doze apóstolos.

A lenda também serviria como exemplo de comportamento para as mulheres medievais. As viúvas não deveriam exigir os bens da família do marido, o dote de noivado de volta ou casar-se novamente para constituir uma outra linhagem.

Apesar de parecer extremamente machista aos olhos de hoje, a lenda de Santa Ismeria pode ser considerada um avanço pela maneira de reconhecer o papel da mulher na sociedade medieval. O autor dos manuscritos é desconhecido, mas a historiadora acredita que tenha sido um leigo da Toscana.

Manuscritos do Mar Morto disponibilizados na Internet

A digitalização dos escritos está a ser desenvolvida através de uma parceria entre o Museu de Israel – que encerra grande parte dos Manuscritos do Mar Morto – e a Google, uma empresa que envolve custos na ordem dos 2,5 milhões de euros.


Novecentos manuscritos foram encontrados entre 1947 e 1956 nas grutas de Qumra, nas margens do Mar Morto. 

Os textos foram escritos em rolos de papiro e pergaminho. Dos oito textos estão já disponíveis cinco manuscritos: Livro de Isaías, Livro das Regras da Comunidade, Comentário sobre (o profeta) Habakkuk, Livro do Templo e Livro da Guerra.

Redigidos em hebreu antigo e aramaico, estes manuscritos foram fotografados página a página com uma câmara especial de alta resolução e posteriormente processados e editados até a imagem repor a sua forma original.

O museu explica que "os internautas podem descobrir com precisão pormenores até agora difíceis de conseguir. Pormenores invisíveis a olho nu podem ser ampliados até 1200 megapixels, ou seja, com uma resolução 200 vezes superior à de uma máquina fotográfica comum".

De momento apenas está disponível a tradução para o inglês do manuscrito atribuído a Isaías, mas está prevista a tradução para outras línguas. O rolo que contém o Livro de Isaías (125 aC), aquele a que é atribuída maior importância, pode ainda ser pesquisado por coluna, capítulo e verso.

“Temos o privilégio de guardar aqui no Santuário do Livro do Museu de Israel o mais completo e mais bem preservado conjunto de Manuscritos do Mar Morto jamais descoberto. (…) Agora, através desta parceria com a Google, podemos levar estes tesouros à maior audiência pensável”, assinalaram os responsáveis máximos do museu, no que foram secundados pelo chefe do departamento de Investigação e Desenvolvimento da Google Israel: "A Internet rompeu barreiras que havia entre as fontes de informação e as pessoas", apontou Yossi Matias.

Os Manuscritos do Mar Morto estão disponíveis em http://dss.collections.imj.org.il/


Os anos ocultos de Jesus

O que ele fez antes dos 30 anos? 
A Bíblia não conta. Mas a história e a arqueologia têm muito a dizer

O Novo Testamento contém 27 livros, 7 956 versículos e 138 020 palavras. E uma única referência à juventude de Jesus. O Evangelho de Lucas nos conta que, aos 12 anos, ele viajou com os pais de Nazaré a Jerusalém para celebrar o Pessach, a Páscoa judaica. Quando José e Maria retornavam a Nazaré, perceberam que Jesus tinha ficado para trás. Procuraram o garoto durante 3 dias e decidiram voltar ao Templo, onde o encontraram discutindo religião com os sacerdotes. "E todos que o ouviam se admiravam com sua inteligência" (Lucas 2:42-49). 

Isso é tudo. Jesus só volta a aparecer no relato bíblico já adulto, por volta dos 30 anos, ao ser batizado no rio Jordão por João Batista. É quando o conhecemos realmente. Da infância, as Escrituras falam sobre o nascimento em Belém, a fuga com os pais para o Egito - para escapar de uma sentença de morte impetrada por Herodes, rei dos judeus - e a volta para Nazaré. Da vida adulta, o ajuntamento dos apóstolos e a pregação na Galileia, além do julgamento e da morte em Jerusalém. Mas o que aconteceu com Jesus entre os 12 e os 30 anos? Qual foi sua formação, o que moldou seu pensamento nesses 18 "anos ocultos"? Afinal, o que ele fez antes de profetizar na Galileia? 

A notícia para quem deseja reconstruir o Jesus histórico é que novas análises dos Evangelhos, documentos históricos e achados arqueológicos nos dão pistas sobre a sociedade da época. E dessa forma podemos chegar mais perto de conhecer o homem de Nazaré. E entender o que passava em sua cabeça. 


O pedreiro cheio de irmãos 

Uma coisa é certa. Aos 13 anos, Jesus celebrou o bar mitzvah, ritual que marca a maioridade religiosa do judeu. E é bem provável que ele tenha seguido a profissão de José, seu pai. Carpinteiro? Talvez não. "Em Marcos, o mais antigo dos Evangelhos, Jesus é chamado de tekton, que no grego do século 1 designava um trabalhador do tipo pedreiro, não necessariamente carpinteiro", diz John Dominique Crossan, um dos maiores especialistas sobre o tema. Para o historiador, os autores de Mateus e Lucas, que se basearam em Marcos, parecem ter ficado constrangidos com a baixa formação de Jesus. E deram um jeito de melhorar a coisa. Mateus (13:55) diz que o pai de Jesus é que era tekton. E Lucas omitiu todo o versículo. 

As mesmas passagens de Marcos e Mateus informam que Jesus tinha 4 irmãos (Tiago, José, Simão e Judas), além de irmãs (não nomeadas). Mas dá para ir mais longe a partir dessa informação. "Se os nomes dos Evangelhos estão corretos, a família de Jesus era muito orgulhosa da tradição judaica. Seus 4 irmãos tinham nomes de fundadores da nação de Israel", diz a historiadora Paula Fredriksen, da Universidade de Boston. "Seu próprio nome em aramaico, Yeshua, recordava o homem que teria sido o braço direito de Moisés e liderado os israelitas no êxodo do Egito, mais de mil anos antes." 

Assim, a família teria pelo menos 9 pessoas, mas nem por isso era pobre. Nazaré ficava a apenas 8 km de Séforis - um grande centro comercial onde o rei Herodes, o Grande, governava a serviço de Roma. Com a morte dele, em 4 a.C., militantes judeus se revoltaram contra a ordem política. Deu errado: o general romano Varus chegou da Síria para reprimir os rebeldes. E seu amigo Gaio completou o serviço, queimando a cidade. "Homens foram mortos, mulheres estupradas e crianças escravizadas", diz Crossan. Mas a destruição de Séforis teve um lado positivo: Herodes Antipas, filho do "o Grande", transformou o lugar num canteiro de obras. Isso trouxe uma certa abundância de empregos para a região. Um pequeno boom econômico. Então o ambiente ao redor da família de Jesus não era de privações. "A reconstrução da cidade deve ter gerado muito trabalho para José", diz Paula Fredriksen. 

Jesus nasceu no ano da destruição da cidade, 4 a.C. Ou perto disso. O Evangelho de Mateus diz que Jesus nasceu no tempo de Herodes, o Grande (4 a.C. ou antes). Lucas coloca o nascimento na época do primeiro censo que o Império Romano promoveu na Judeia. E isso aconteceu, segundo as fontes históricas romanas, em 6 a.C. A única certeza, enfim, é que "foi por aí" que Jesus nasceu. E que o ódio contra o que os romanos tinham feito em Séforis permeava o ambiente onde ele viveu. "Não é difícil imaginar que Jesus pensou muito sobre os romanos enquanto crescia", diz Crossan. 

Na década de 20 d.C., quando Jesus estava nos seus 20 e poucos anos, o sentimento antirromano cresceu mais ainda. Pôncio Pilatos assumiu o governo da Judéia cometendo o maior pecado que poderia: desdenhar da fé dos judeus no Deus único. 

Mas, em vez de se unir contra o romano, os judeus se dividiram em seitas. Os saduceus, por exemplo, eram os mais conservadores. Os fariseus eram abertos a ideias novas, como a ressurreição - quando os justos se ergueriam das tumbas para compartilhar o triunfo final de Deus. Os essênios viviam como se o fim dos tempos já tivesse começado: moravam em comunidades isoladas, que faziam refeições em conjunto seguindo estritas leis de pureza. Já os zelotes defendiam a luta armada contra os romanos. 

Em qual dessas seitas Jesus se engajou na juventude? Não há consenso entre os pesquisadores. Para alguns, porém, existem semelhanças entre a dos essênios e o movimento que Jesus fundaria - ambas as comunidades viviam sem bens privados, num regime de pobreza voluntária, e chamavam Deus de "pai". Essa hipótese ganhou força com a descoberta dos Manuscritos do Mar Morto, em 1947. Eles trouxeram detalhes sobre uma comunidade asceta de Qumran, que viveu no século 1 e estaria associada aos essênios. O achado ar-queológico não provou a ligação entre Jesus e essa seita. Até porque os essênios eram sujeitos reclusos, ao passo que Jesus foi pregar entre as massas da Galileia e Jerusalém. 

Jesus podia não ser essênio. Mas, para alguns estudiosos, seu mentor foi. 


João, o mestre 

Dois dos 4 Evangelhos começam a falar de João Batista antes de mencionar Jesus. É em Marcos e João. O homem que batizaria Cristo aparece descrito como um profeta que se vestia como um homem das cavernas ("em pelos de camelo") e que vivia abaixo de qualquer linha de pobreza traçável ("comia gafanhotos e mel silvestre"). 

Para a historiadora britânica Karen Armstrong, outra grande especialista no tema, isso indica que João pode ter sido um essênio. A vocação "de esquerda" que Jesus mostraria mais tarde, inclusive, pode vir da ligação do mestre João com a "sociedade alternativa" dos essênios. "É mais fácil passar um camelo pelo buraco de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus", ele diria mais tarde. 

Os Evangelhos não falam de João como mestre de Jesus. Nada disso. Ele apenas reconhece Jesus como o Messias na primeira vez que o vê. Os textos sagrados também informam que ele usava o batismo como expediente para purificar seus seguidores, que deviam confessar seus pecados e fazer votos de uma vida honesta. 

Então Jesus aparece pedindo para ser batizado. Na Bíblia, esse é o primeiro momento em que vemos o Messias após aqueles 18 anos de ausência. 

Depois de purificado nas águas do rio Jordão, Jesus parte para sua vida de pregação, curas e milagres. A vida que todos conhecem. 

Para quem entende esse relato à luz da fé, isso basta. Mas é pouco para quem tenta montar um panorama da vida de Jesus, um retrato puramente histórico de quem, afinal, foi o homem da Galileia que sairia da vida para entrar na Bíblia como o Deus encarnado. E uma possibilidade é que Jesus tenha sido um discípulo de João Batista. Discípulo e sucessor. 

As evidências: tal como João Batista, Jesus via o mundo dividido entre forças do bem e do mal. E anunciava que Deus logo interviria para acabar com o sofrimento e inaugurar uma era de bondade. Em suma: tanto um como o outro eram o que os pesquisadores chamam de "profetas apocalípticos". E se os Evangelhos jogam tanta luz sobre João Batista (Lucas fala inclusive sobre o nascimento do profeta, assim como faz com Jesus), a possibilidade de que a relação deles tenha sido mais profunda é real. 

O grande momento de oão Batista na Bíblia, porém, não é o batismo de Jesus. É a sua própria morte. Morte que abriria as portas para o nosso Yeshua, o Jesus da vida real, começar o que começou. 


E Yeshua vira Cristo 

João Batista podia se vestir com pele de animal e se alimentar de gafanhotos. Mas tinha a influência de um grande líder político. Prova disso é que morreu por ordem direta de Antipas. O Herodes júnior tinha violado o 10º mandamento da lei judaica: "Não cobiçarás a mulher do próximo". Não só estava cobiçando como estava de casamento marcado com a ex-mulher do irmão, Felipe. João condenou a atitude do rei publicamente. E acabou executado. 

Mateus deixa claro como Jesus, então já com seus 12 discípulos e em plena pregação, recebeu a notícia: "Ouvindo isto, retirou-se dali para um lugar deserto, apartado; e, sabendo-o o povo, seguiu-o a pé desde as cidades". Logo na sequência, o Cristo emenda o maior de seus milagres. Sentido com a fome da multidão que ia atrás dele, pegou 5 pães e dois peixes (tudo o que os apóstolos tinham) e foi dividindo. Passava os pedaços aos discípulos, e os discípulos à multidão. "E os que comeram foram quase 5 mil homens, além das mulheres e crianças" (Mateus 14:21). Horas depois, no meio da madrugada, outro milagre de primeiro escalão: Jesus apareceria para os apóstolos andando sobre as águas. 

Esses episódios, claro, são parte da vida conhecida de Jesus (ou da mitologia cristã, em termos técnicos). Mas deixam claro: a morte de João foi importante a ponto de ter sido seguida de dois dos grandes episódios da saga de Cristo. 

O filho do pedreiro assumiria o vácuo religioso deixado pelo profeta. Agora sim: Yeshua caminharia com as próprias pernas. E começaria a virar Jesus Cristo. "Ele não só assumiu o manto de João, mas alterou sua doutrina. A diferença interessante entre João Batista e Jesus Cristo é que Jesus ergueu o manto caído de Batista e continuou seu programa mudando radicalmente sua visão", diz Crossan. 

Ele continua: "João dizia que Deus estava chegando. Mas João foi executado e Deus não veio". Ou seja: para o pesquisador, Jesus teria ficado tão chocado ante a não-intervenção divina que mudou sua visão sobre o que o Reino de Deus significava. 

"João Batista havia imaginado uma intervenção unilateral de Deus. Jesus imaginou uma cooperação bilateral: as pessoas deveriam agir em combinação com Deus para que o novo reino chegasse", diz o pesquisador. Ou seja: não adiantaria esperar de braços cruzados. O negócio era fazer o Reino dos Céus aqui e agora. Como? Primeiro, extinguindo a violência. Mas e se alguém me der um soco, senhor? "Ao que te ferir numa face, oferece-lhe também a outra" (Lucas 6:29). Depois, amando ao próximo como a ti mesmo, ajudando ao pior inimigo se for necessário, como fez o bom samaritano da parábola famosa... Em suma, a essência da doutrina cristã.
Ramadã faz bem para a Bolsa

Pesquisadores observaram o mercado de ações de 14 países muçulmanos por 8 anos e descobriram que as cotações durante o ramadã são quase 9 vezes maiores e menos voláteis do que no resto do ano. Eles acham que, ao promover a solidariedade entre os muçulmanos, o período sagrado causa um otimismo maior na hora de investir.

Deus - Uma biografia
Como surgiu o Monoteísmo

Pesquisadores revelam que Javé, o grande personagem da Bíblia, não foi visto sempre como Deus único. Antes do Livro Sagrado, ele era só mais um entre muitas divindades. Saiba como Deus conquistou seu espaço no céu. E na Terra


Deus criou o Universo. 
Deus está em todos os lugares. 
Deus é a força que nos une. 


Cada sociedade vê a figura do Criador à sua maneira. Cada indivíduo, até. Para Einstein, Ele era as leis que governam o tempo e o espaço - a natureza em sua acepção mais profunda. Para os ateus, Deus é uma ilusão. Para o papa Bento 16, é o amor, a caridade. "Quem ama habita Deus; ao mesmo tempo,Deus habita quem ama", escreveu em sua primeira encíclica. 

Pontos de vista à parte, toda cultura humana já teve seu Deus. Seus deuses, na maioria dos casos: seres divinos que interagiam entre si em mitologias de enredo farto, recheadas de brigas, lágrimas, reconciliações. Os deuses eram humanos. 

Mas isso mudou. A imagem divina que se consolidou é bem diferente. Deus ganhou letra maiúscula na cultura ocidental. Os panteões divinos acabaram. Deus tornou-se único. É o Deus da Bíblia, Javé, o criador da luz e da humanidade. O pai de Jesus. Essa concepção, que hoje parece eterna, de tanto que a conhecemos, não nasceu pronta. Ela é fruto de fatos históricos que aconteceram antes de a Bíbliater sido escrita. O próprio Javé já foi uma divindade entre muitas. Fez parte de um panteão do qual não era nem o chefe. O fato de ele ter se tornado o Deus supremo, então, é marcante: se fosse entre os deuses gregos, seria como se uma divindade de baixo escalão, como o Cupido, tivesse ascendido a uma posição maior que a de Zeus É essa história que vamos contar aqui. A história de Javé, a figura que começou como um pequeno deus do deserto e depois moldaria a forma como cada um de nós entende a ideia de Deus, não importando quem ou o que Deus seja para você.

Criança


No princípio, Ele não sabia falar. Só chorava, grunhia e balbuciava. Deus era uma criança. Uma não, muitas: um deus era a chuva, outro deus, o Sol, mais outro, o trovão... Os deuses eram as forças por trás de uma natureza inexplicável para os primeiros humanos da Terra. Facetas de divindades borbulhavam em cachoeiras, galopavam com os cavalos selvagens, voavam com o vento, escondiam-se em cada rochedo, bosque ou duna do deserto. E do deserto veio a que daria origem ao Deus para valer. 

Deuses nasceram do pôquer. A crença em divindades provavelmente vem da capacidade humana de detectar as intenções das outras pessoas. Somos muito bons nisso desde que surgimos, há 200 mil anos, e precisamos ser mesmo, porque o Homo sapiens sempre levou a vida social mais complicada do reino animal, sempre em comunidades cheias de intrigas, fingimentos, traições. Saber o que se passa na cabeça do outro era questão de sobrevivência - e até certo ponto ainda é. 

E a melhor maneira de tentar se antecipar a um adversário nos jogos mentais do dia a dia é imaginar as intenções dele: "O que será que ele pensa que eu estou pensando?" Nosso cérebro é uma máquina de pôquer.

Pesquisadores como o antropólogo francês Pascal Boyer defendem que esse sistema de detecção de intenções pode acabar aplicado a coisas que não têm intenções de nenhum tipo - como a chuva, ou o Sol. A ideia de que há espíritos de toda sorte da natureza seria, assim, um efeito colateral do nosso sistema de detecção de mentes, tão hiperativo. 

Por esse ponto de vista, a espiritualidade faz parte dos nossos instintos. É quase tão natural acreditar em divindades quanto comer ou dormir. 

Cada fenômeno da natureza, então, representava as intenções de alguma divindade. É como ainda acontece nas tribos de caçadores-coletores de hoje. Entre os índios tupis, os trovões são a raiva dodeus Tupã. E fim de papo. 

Obras de arte de mais de 30 mil anos atrás dão outra pista sobre essa espiri-tualidade primitiva - que podemos chamar de "infância de Deus" (no caso, dos deuses). Elas mostram seres que misturam características humanas e animais - sujeitos com cabeça de leão ou de rena e corpo de gente, por exemplo. 

Acredita-se que essas criaturas híbridas representem um tipo de crença que ainda é comum nas tribos indígenas: a de que não haveria separação rígida entre o mundo dos humanos, o dos animais e o dos espíritos. Seria possível transitar entre essas esferas se você possuísse o conhecimento correto, e, em tese, qualquer falecido, seja pessoa, seja bicho, pode ter um papel parecido com o que associamos normalmente a um deus

Os deuses abandonam de vez as feições animais quando os bichos se tornam menos importantes no nosso cotidiano. Foi precisamente o que aconteceu quando a agricultura foi criada, há 10 mil anos, no Oriente Médio. Graças a ela, montamos as primeiras cidades. E a nossa espiritualidade progrediria junto: acabaria bem mais centrada nas pessoas que na natureza selvagem.

Há sinais de que ancestrais mortos eram as grandes entidades com status divino nessas primeiras cidades. Um exemplo arqueológico vem de escavações em Jericó, uma das mais antigas aglomerações humanas, que hoje fica no território palestino da Cisjordânia. Os habitantes de Jericó enterravam o corpo de seus mortos, mas guardavam o crânio, que era recoberto com camadas de gesso e tinta, simulando o rosto humano. Assim preparada, a caveira talvez servisse de oráculo doméstico - uma espécie de deus particular para cada família. 

Os artesãos de crânios de Jericó não tinham escrita - aliás, passariam mais de 5 mil anos até que essa tecnologia fosse inventada. Quando isso finalmente aconteceu, em torno do ano 2000 a.C., os deusficaram bem mais sofisticados.

Entraram em cena criaturas ao estilo dos habitantes do Olimpo na mitologia grega. Em parte, alguns deles até eram mesmo personificações das forças da natureza, mas agora eles ganhavam personalidades e biografias complexas. 

É aí que está a origem do grande personagem desta história: Javé, uma divindade que provavelmente começou como um deus menor, cultuado por nômades. Bem antes de a Bíblia ser escrita.

Cabeça de leão
Estátuas e pinturas de povos caçadores, que viviam nas cavernas da Europa há 30 mil anos, mostram figuras que misturam formas de homens e de animais. Tudo indica que esses foram os primeiros deuses a habitar a mente humana.


Jovem


O rapaz era uma divindade dos desertos do sul. Junto com seus poucos súditos, chegaria à pulsante Canãa, domínio do deus El, o altíssimo. Ao lado do soberano, a mãe de divindades e homens, Asherah, senhora de tudo o que é fértil, e seu sucessor, Baal, o deus que dava chuvas àquelas paisagens àridas. Tudo na santa paz. Eles só não imaginavam que Javé tramava a destruição deles.

Ele começou de baixo. Era só mais um deus entre vários outros de sua região. Só que na Bíblia Javé é identificado como o Deus único. Hoje, cogitar a existência de outras divindades que teriam convivido com o Senhor da Bíblia é um absurdo do ponto de vista religioso. Mas não do ponto de vista científico. Pesquisadores de várias áreas - arqueólogos, linguistas, teólogos - estão encontrando pistas sobre uma provável "vida pregressa" de Javé. Uma vida mitológica que ele teve antes de seu nome ir parar naBíblia como o da entidade que criou tudo. 

Onde pesquisar isso? A própria Bíblia é uma fonte. O Livro Sagrado não foi feito de uma vez. Trata-se de uma coleção de textos escritos ao longo de séculos. O Pentateuco, os 5 primeiros livros da Bíblia, foi finalizado por volta de 550 a.C. Mas há textos ali de 1000 a.C., ou de antes. E nada disso foi editado em ordem cronológica - em grande parte, a Bíblia é uma junção de textos independentes, cada um escrito em tempos e realidades diferentes. 

Como saber a que tempo e a que realidade cada um pertence? Pela linguagem. Pesquisadores analisam as expressões do texto original, em hebraico, e vão comparando com a de documentos encontrados em escavações arqueológicas, cuja datação é fácil de determinar. Com esse método, chegaram a uma descoberta reveladora. Alguns poemas da Bíblia dão a entender que Javé era uma divindade de lugares chamados Teiman ou Paran - dizendo literalmente que o deus veio dessas regiões. E esses textos estão justamente entre os mais antigos - se a língua do livro fosse o português moderno, eles estariam mais para Camões. 

Teiman e Paran eram lugares desérticos fora das fronteiras onde viviam os homens que escreveram aBíblia. Não se sabe exatamente que regiões eram essas, já que os nomes dos territórios vão mudando ao longo dos séculos. "Mas arqueólogos supõem que essa região seja no noroeste da atual Arábia Saudita", diz Mark Smith, professor de estudos bíblicos da Universidade de Nova York. E isso diz muito.

Os autores dos primeiros textos da Bíblia viviam na antiga Canaã - uma região do Oriente Médio onde hoje estão Israel, os territórios palestinos e partes da Síria e do Líbano. Ali se formaram algumas das primeiras civilizações da história, há 10 mil anos. E por volta de 1000 a.C. já era um território disputado (como nunca deixou de ser, por sinal). Estava dividido numa miríade de tribos, as dos israelitas, a dos hititas, a dos jebedeus... 

Apesar das rivalidades, todas tinham culturas parecidas. Reverenciavam o mesmo panteão de deuses, por exemplo. Mas Javé, pelo jeito, não era um deles. Teria sido importado das áreas mais desérticas do sul. 

Outra evidência disso é a associação de seu nome com os chamados shasu. Shasu é um termo egípcio que significa "nômade" ou "beduíno". Algumas inscrições egípcias mencionam um "Javé dos Shasu". 

Uma possibilidade, então, é que nômades do deserto teriam se incorporado às tribos israelitas, trazendo o novo deus com eles. Essa divindade se embrenharia no meio da grande mitologia desse povo: o panteão de deuses cananeus. Mas quem eram essas divindades? As melhores pistas a esse respeito vêm de Ugarit, uma antiga cidade encontrada durante escavações arqueológicas na atual Síria. Ela foi destruída por invasores em 1200 a.C., quando os israelitas ainda eram um povo em formação. As inscrições encontradas ali, então, servem como uma cápsula do tempo. Revelam o contexto cultural em que nasceu a mitologia israelita, mostra como era a mitologia dos antepassados dos escritores da Bíblia. E os deuses em que eles acreditavam seriam fundamentais para a biografia de Javé. O panteão de Ugarit é bem grandinho, mas algumas figuras se destacam. Há o pai dos deuses e dos homens, o idoso, bondoso e barbudo El; sua esposa, Asherah, deusa da vegetação e da fertilidade; a filha dos dois, Anat, feroz deusa do amor; e o filho adotivo do casal, Baal, deus da guerra e da tempestade que morre, ressuscita e derrota as divindades malignas Yamm (o Mar) e Mot (a Morte).

Muitos estudiosos especulam que as tribos is-raelitas originalmente tinham El como seu deus supremo. Afinal, o nome do povo bíblico também termina com o elemento -el. "Esse tipo de nome próprio, conhecido como teofórico (‘portador de um deus’, em grego), costuma dar pistas sobre o ente divino que o dono do nome venera", diz Airton José da Silva, professor de Antigo Testamento da Arquidiocese de Ribeirão Preto.

Mas os indícios a respeito de El vão além da nomenclatura. O deus cananeu também tem uma relação especial com os chefes de clãs, prometendo-lhes uma vasta descendência - exatamente o que Deusfaria depois na Bíblia ao selar uma aliança com os ancestrais dos israelitas, Abraão, Isaac e Jacó. "El é odeus desses patriarcas", diz Christine Hayes, professora de estudos judaicos de Yale.

Deus do deserto
Javé pode ter sido uma divindade trazida do deserto por nômades que se embrenharam nas tribos is-raelitas, quando elas ainda estavam em formação na região de Canaã. Aí ele se junta aos deuses cananeus, como Baal e El, o altíssimo.


Adulto


"Israel é a minha herança", brada o impetuoso deus do deserto. Diante dele, a assembleia dos deuses de Canaã se sente cada vez mais intimidada. E, numa escalada de poder sem precedentes, o guerreiro chega a ser considerado idêntico ao próprio El como criador e governador do mundo. A própria esposa do antigo senhor dos deuses passa às mãos do novato. 

Uma ameaça pairava sobre os deuses de Canaã. Era a ambição de Javé. O novo deus começou a buscar seu lugar entre as antigas divindades cananeias. E teve sucesso. Com sua personalidade forte, foi ganhando espaço dentro da mitologia israelita, tomando o terreno dos deuses criados pelos povos cananeus. 

A maior prova disso está em outro texto poético dos mais antigos da Bíblia, o Salmo 82. Ele nos apresenta o chamado "conselho divino": uma espécie de Câmara dos Deputados dos deuses, na qual eles se reúnem para discutir assuntos importantes - um indício de que o Salmo foi escrito antes do próprio início da Bíblia, que já começa apresentando Javé como Deus único. A ideia, ali, é que El preside o conselho e seus filhos ou subordinados discursam. Lá, Javé aparentemente perde a paciência: "Deus se levanta no conselho divino,/em meio aos deuses ele julga:/"Até quando vocês julgarão injustamente,/sustentando a causa dos injustos? (...) "Eu declaro: embora vocês sejam deuses,/e todos filhos do Altíssimo,/morrerão como qualquer homem". Trocando em miúdos menos rebuscados: "Quem manda aqui sou eu". 

É difícil dizer a que período da história israelita corresponde esse momento em que, na imaginação religiosa das pessoas, Javé começou a impor sua vontade perante os deuses cananeus. Talvez o fenômeno tenha a ver com a consolidação de Israel como povo distinto dos demais cananeus: a adoração a uma divindade unicamente israelita pode ter emergido como um elemento-chave nessa consciência "nacionalista" dos ancestrais dos judeus. 

Para completar essa nova fase na vida do Senhor, que poderíamos chamar de começo da vida adulta, falta ainda um elemento crucial. Lembre-se do impe-tuoso deus guerreiro Baal. O que parece ocorrer, segundo Mark Smith e outros especialistas, é que Javé se "baaliza", virando uma mistura de El e Baal, com ligeira predominância do segundo. 

As evidências: Javé e Baal estão associados a tempestades, vulcões, fogo e terremoto; ambos são guerreiros invencíveis que habitam o alto de montanhas (Baal vive no lendário monte Zafon, Javé, no Sinai). E a semelhança fica ainda mais detalhada. 

Na tradição mitológica de Canaã, quem tinha triunfado contra Yamm, o deus caótico do mar, era Baal, mas os textos da Bíblia atribuem essa vitória - adivinhe só - a Javé. Mais sugestivo ainda: alguns Salmos parecem ter sido originalmente hinos a Baal que acabaram adaptados para o culto ao Senhor dos israelitas. Só que Javé vai muito além das intervenções típicas de Baal no mundo. Na mitologia israelita, sua grande vitória não é contra o mar, mas, sim, usando o mar como arma contra o faraó que tinha escravizado o povo hebreu no Egito. Escolhendo o profeta Moisés como seu emissário, conforme conta o livro bíblico do Êxodo, o novo deus guerreiro puniu os egípcios com uma sucessão de pragas e, como grand finale, destruiu "carros de guerra e cavaleiros" do faraó afundando-os no mar. 

A diferença em relação a Baal é que o Senhor seria capaz de agir não só num passado mítico mas na própria história dos israelitas. Ele é literalmente "o Senhor dos Exércitos de Israel", aquele que promete a vitória em batalha em troca da fidelidade religiosa do povo. Daí em diante, Deus nunca deixa de ser, em grande medida, um guerreiro. 

Além de herdar o trono de El na mitologia israelita, Javé também pode ter levado Asherah, a mulher do velho deus. Eis aí uma possibilidade para a qual a Bíblia não prepara seus leitores. Os profetas bíblicos vivem chiando contra o fato de que os israelitas estariam se "prostituindo" (metaforicamente, e talvez literalmente também, via orgias rituais) nos altares de Asherah. Mas inscrições achadas ao longo do século 20, como as de Kuntillet Ajrud, um pit stop de caravanas no deserto do Sinai, poderiam indicar que o deus e a deusa não eram inimigos, e sim um casal.

As inscrições, datadas em torno do ano 800 a.C., dizem coisas como "a bênção para ti por Javé de Teiman e sua Asherah". Seja como for, mesmo se o casamento ainda existisse, Javé logo optaria por um divórcio - daqueles litigiosos, barra-pesada, nos quais o pai joga os filhos contra a mãe. 

Casal maior
Inscrições do do século 9 a.C. dão a entender que Javé tinha se casado com Asherah, a maior divindade feminina de Canaã. Era uma interpretação israelita da mitologia da região: o deus daquele povo tomava para si a esposa de El. 

Homem feito


A última resistência da antiga assembleia divina parte de Baal. Sem pestanejar, Javé o elimina. Asherah tem o mesmo destino trágico. Daqui por diante ele estará sozinho nos céus. E alcança a serenidade. Hora de fazer as pazes com a humanidade. E um sacrifício.

Seu grande momento estava chegando. Era a hora da virada para Javé. Ele deixaria de ser mais um deus. E viraria o Único. No mundo real, esse momento teve data: foi a reforma religiosa introduzida por Josias (649 - 609 a.C.), rei de Judá. Antes, porém, um interlúdio político. 

Àquela altura, a nação das tribos israelitas de Canaã tinha sido dividida em dois reinos. Um ao norte, o de Israel, e um ao sul, o de Judá. E o de cima havia sido derrotado e conquistado pelo Império Assírio.

Josias não queria o mesmo destino. E parte de seus esforços para fortalecer a unidade interna de Judá e resistir aos invasores foi uma maior centralização da vida religiosa do reino. Para isso, ele começou a transformar Javé no único deus adorado por seus súditos. Por decreto: destruindo altares a outras divindades, como El, Baal... E Asherah. Esse foi o divórcio. 

Também é possível que date do reinado de Josias o ataque final dos fiéis de Javé ao culto a Baal, muito criticado pelos profetas dessa época. Para a maior parte dos israelitas, não era problema adorar a Javé e a Baal ao mesmo tempo. É que outra especialidade do antigo deus cananeu era a agricultura - ele mandava chuva para regar as colheitas. Até então, embora Javé tivesse tomado conta das funções guerreiras de Baal, nada indicava que ele também pudesse bancar o regador de plantas. Mas os profetas israelitas passam, então, a afirmar que o mandachuva era ele. 

Essa expulsão definitiva de Baal do panteão explica o episódio do bezerro de ouro durante a passagem dos israelitas pelo deserto. Para quem não se lembra: o povo de Deus, cansado de esperar que Moisés volte do monte Sinai, constrói uma estátua de ouro de um bezerro (emblema de Baal). Tanto Moisés quanto Javé ficam enfurecidos, e milhares de israelitas morrem como punição pela infidelidade do povo.

As ideias de Josias marcariam para sempre a visão que temos de Deus. E mais ainda depois que esse rei acabou morto. Na geração dos filhos do monarca reformista, o reino de Judá seria riscado do mapa e Jerusalém, a capital, acabaria conquistada pela Babilônia. Mas a adversidade do povo teve o efeito oposto em sua fé. No mundo mitológico, Javé se fortalecia como nunca. Com a nação agora indefesa militarmente, era a hora de reafirmar que o deus da nação, ao menos, era todo-poderoso. Nisso os profetas israelistas diziam que só Javé tinha existência, vida e poder; os outros deuses eram meras imagens de pedra, metal ou madeira. Era nada menos que a inauguração do monoteísmo: um momento tão importante na história da espiritualidade quanto a adoção do cristianismo como religião oficial do Império Romano seria bem mais tarde. E era esse Javé único que iria para a Bíblia. E se tornaria a imagem de Deus no mundo ocidental.

Um Deus, agora, não só dos israelitas. Mas da humanidade inteira. O Deus que criou o mundo, que fez o homem à sua imagem e semelhança. E que, de certa forma, era a imagem e semelhança do Javé pré-Bíblia: o Deus guerreiro, militar, que pune com rigidez os erros de seus adoradores. O Velho Testamento está recheado de castigos divinos: dos mais leves, como transformar o fiel Jó, um milionário, em um mendigo, como um teste para sua fé, até o dilúvio universal - praticamente um restart no mundo depois de ter concluído que a humanidade não tinha mais jeito. A justificativa para tal comportamento está na própria história de Israel. A ideia era acreditar que os maus bocados pelos quais a nação passou nas mãos de assírios e babilônios eram provações divinas, que, se o povo mantivesse sua fé, tudo acabaria bem.

Mas Deus surge na Bíblia como algo mais complexo que um mero feitor. Usando os paralelos deste texto, seria como se Ele tivesse amadurecido depois que Josias e os profetas o aclamam Deus único. Javé fica menos humano, menos falível. Passa a ser uma entidade transcendental de fato. Começa a afirmar aos seres humanos que "os meus caminhos não são os seus caminhos" - a ideia hoje familiar de que Deus escreve certo por linhas tortas.

Mas o caráter divino só se completaria mesmo no século 1. O primeiro século depois de seu filho, quando o Novo Testamento foi escrito. É a metamorfose mais radical do guerreiro Javé. Encarnado na figura de Jesus, Deus apresenta uma nova solução para a humanidade. Em vez de castigar ou destruir os homens mais uma vez, decide purgar os pecados dos mortais com outro sacrifício: o Dele próprio. Morre o corpo do Deus encarnado, não o espírito divino. Este, agora mais sereno, continuou zelando por nós. E assim será. Até o fim dos tempos. E acaba assim a nossa história, certo?

Claro que não. A saga de Javé é só um dos reflexos de uma epopeia maior: a da humanidade buscando um sentido para a existência. Nesse aspecto, continuamos tão perdidos quanto os antigos que não sabiam por que o trovão trovejava ou o que as estrelas faziam pregadas no céu. Ainda não sabemos por que estamos aqui. E a única certeza é que vamos continuar buscando respostas. Seja o que Deus quiser.
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