DESTAQUES‎ > ‎

Sexo & Comportamento

logo censo de tatuagens
Amar dá saudade – mas estar sozinho não é doença
Afinal, o que é estar sozinho? É o assunto de hoje da professora e psicóloga carioca Mônica El Bayeh.


O grupo de amigos era grande. Mas, um a um, todos foram se rendendo às flechas do Cupido. Entre os poucos que restaram, ela.

Sentia uma certa vergonha. Se sentia inadequada. Não que fosse. Mas sentia. Era forte, ia além dela. Podia listar suas qualidades, seu salário, suas competências, suas viagens. Mas, quando via a noiva entrando feliz na igreja, a alma encolhia. Emocionada, chorava por ambas. Um choro de felicidade pela amiga e de interrogação por ela mesma. Até quando seguiria sem par? Será que escolhia demais? Já tinha escutado essa frase e se defendido tantas vezes que já não sabia mais o que era ou não verdade.

Chegava nos encontros do grupo. Todos acompanhados. E ela, avulsa. Se sentia o próprio mico preto. A carta sem par do jogo. Destinada sempre à solidão? Será?

Era bonita, simpática, engraçada. Superparceira. Pessoas bem “esquisitas” haviam passado sua frente na fila sem a menor dificuldade. E ela, nada.

Mas, não aparecia ninguém? Nenhum paquera? Aparecer, aparecia. Ela ia às baladas, frequentava todo o roteiro da pegação. E pegava. Mas jamais gostava de quem gostava dela. Até namorava por um tempo, depois ia se desencantando. Uns namoros relâmpagos, sem grandes roteiros cinematográficos. E rápidos.

Amigos tentavam ajudar. Amigos podem ser cruéis quando querem ajudar. Os dela eram. Veio sozinha? Cadê o fulano? Mesmo os que não interrogavam com o olhar mostravam tudo. Então, ela começava uma busca aflita por um acompanhante, a cada convite que chegava. Para fugir da artilharia pesada.

Companhia é uma coisa legal. Qualquer que seja: namorado, amigo, parente. Mas é preciso que seja boa. Isso é o que vai fazer toda a diferença.

Mas o que determina a felicidade, não é o casamento. Marido não é troféu. Não se trata de um campeonato.

Ser sozinho não é doença e nem defeito. Muitas vezes é escolha, opção. A opção de estar livre até que apareça alguém que realmente valha a pena. A escolha de não querer abrir mão de quesitos que julga essenciais no outro. Principalmente, a decisão de que não precisa de um par único e específico para seguir em frente e ser feliz.

Isto é ser solteiro.

Conheço muitos e bem satisfeitos com suas vidas. Falta um amor? Bem, na vida de todo mundo sempre falta alguma coisa. Posso fazer, em poucos segundos, uma lista enorme das minhas faltas. Isso me faz infeliz? Só se eu permitir. Porque, também em poucos segundos, posso traçar outra, com o dobro do tamanho, de tudo o que eu tenho para agradecer.

A capacidade de se divertir é individual. Poder rir do que deu errado, das besteiras que fez. Isso é tudo. Estar rodeado de pessoas assim, é muito bom. Precisa estar em um romance para isso? Não. Muitos estão acompanhados e, convenhamos, não têm se divertido muito, não.

Vamos parar de uma vez por todas com essa história de cara metade. Todos nascemos com a cara completa. Mais ou menos bonitinha. Mas completa. Metade da laranja? Gente, laranja que já me chega pela metade, vamos combinar, eu não chupo. O legal da laranja é ela chegar redonda, bonita, ir sendo descascada, num processo. Bonito é ser inteiro, sempre. Nada de metades. Metades nos tornam capengas, necessitados de bengala. A ideia de que alguém não caminha sem outro é pura balela.

Tem que ser assim: olha, eu estou aqui, inteira. Se você quiser fazer parte da minha vida, será muito bem-vindo. Poderemos nos trançar em muitos sentidos, sem cobranças infantis, sem estar junto só para fugir da angústia.

Às vezes confundimos tudo. Porque amar dá saudade. Só isso. Época
Viagra feminino entra em testes
Australianas serão as primeiras a experimentar a droga que vem em forma de 
spray nasal
Editora Globo

O Tefina, um spray nasal que está sendo chamado de Viagra feminino, passou será testado na Austrália. Em forma de spray nasal, ele é um gel com testosterona que deve aumentar o desejo e a satisfação sexual - desenvolvido para mulheres próximas à menopausa.

Depois de aplicado, o gel é absorvido em poucos minutos e os efeitos podem ser sentidos horas depois.

Especialistas se mostram duvidosos em relação aos efeitos do gel - afinal, o orgasmo feminino é fisicamente mais complexo. Então o medicamento precisaria 'atuar em mais áreas', não apenas estimular o desejo, como no caso dos homens.

Estima-se que 43% das mulheres sofram de alguma disfunção sexual. Se os testes se mostrarem um sucesso, o Tefina deverá estar no mercado em, aproximadamente, três anos - e deverá ser um fenômeno de vendas tão grande quanto o Viagra que, hoje, fatura 2 bilhões de dólares por ano. GALILEU
Uma injeção para aumentar o Ponto G?

Essa manchete me chamou a atenção enquanto procurava pautas aqui para o blog. Afinal, uma injeção para aumentar o Ponto G (que a ciência ainda nem sabe se existe)? Fui investigar e descobri que a história não é nova – desde 2007, o Instituto de Rejuvenescimento Vaginal de Los Angeles oferece o procedimento.

Para alcançar o almejado resultado – uma melhor vida sexual -, uma injeção de colágeno, apelidada de G-Shot, é aplicada diretamente no Ponto G. Mas, gente, apesar de várias pesquisas e muita especulação ninguém ainda tem certeza de onde ele fica. Logo, me pergunto: com que critério essas aplicações são feitas?

Voltando aos detalhes técnicos – para o tratamento, a mulher paga 1000 dólares, passa por uma aplicação que dura 30 minutos e os resultados são ‘aproveitados’ durante 4 meses.

Agora, ao que interessa: funciona? Segundo uma pesquisa com as 2 mil mulheres que passaram pelo procedimento em Los Angeles, 87% delas ficou satisfeita com o resultado.

Aqui no Brasil, o G-Shot não tem aprovação da Anvisa. Mas se houvesse oportunidade, você experimentaria? Acredita que vale a pena arriscar, em busca de uma vida sexual mais satisfatória? Deixe sua opinião nos comentários e, caso você queira contar sua história de forma anônima, envie um e-mail para lgalastri@edglobo.com.br – você tem minha garantia que sua identidade será preservada.
'Exercício de kegel': prática aumenta a libido e dá fim à cólica menstrual
prática é mais popularmente conhecida como 'pompoarismo'

Quando era chamada de 'exercício de kegel', a prática era um recurso medicinal para o tratamento de incontinência urinária. Mas o 'remédio' dava tanto prazer que ganhou um novo nome e mais uma funcionalidade. Rebatizado "pompoarismo", o trabalho corporal é uma atividade que também aumenta a libido, evita a queda do útero (causada pela flacidez do assoalho pélvico, o períneo) e facilita o parto normal.

Diante dos seus benefícios, fica claro que o exercício só funciona para as mulheres. "Se você procurar 'pompoarismo masculino' na internet, vai encontrar oferta. Mas é mito. Não funciona", explica Stella Alves, professora de pompoarismo e autora do livro “Pompoar a Arte de Amar”(Editora Madras).

Em alguns casos, exercício elimina cólicas menstruais
O pompoarismo é o controle dos músculos circunvaginais, para o qual são necessários concentração e prática para conseguir exercitar aquela região interna. E, como todo exercício, muscular ou aeróbico, os resultados não são imediatos. Mas eles chegam e são muitos!

"Ajuda na prevenção de problemas com a musculatura da pélvis, evita cirurgias de períneo, corrige a incontinência urinária, evita a flacidez e faz com que os músculos fiquem bem fortes, assim o homem sente mais o órgão da mulher e vice-versa", lista a especialista. E, dependendo de cada organismo, diminui a cólica menstrual - em alguns casos, elimina totalmente. Quer mais? Com a prática, é possível até simular a virgindade.

Nas aulas de pompoarismo, mulheres de 18 a 78 anos
O motivo da busca pelo tratamento, no entanto, é quase unânime: recuperar - ou descobrir - a libido e o prazer sexual pleno, sozinha ou com o companheiro. Sozinha porque, segundo Stella, é possível alcançá-lo sem a ajuda do companheiro. E até mesmo sem se masturbar.

Há 17 anos trabalhando no tema, Stella conta as mudanças comportamentais, do dia em que começou até hoje: "Antes, as mulheres vinham escondidas. Agora, os próprios companheiros as trazem. Acabou o preconceito". Isso porque, ela explica, o pompoarismo era muito usado por prostitutas para, digamos, o aperfeiçoamento dos serviços prestados.

Na aula - que não dura mais de 4 horas - mulheres de 18 a 80 anos. "Tem filhas que levam as mães. Mães que levam as filhas recém-casadas. Tem avós que acompanham as netas!", orgulha-se da diversidade a professora.

De fumar a expelir objetos pela vagina: com exercícios de kegel, tudo é possível
Prática milenar, o pompoarismo ganhou espaço entre o grande público com seu aspectomais performático. No filme "Priscila, a rainha do deserto", uma cena espantou os espectadores, quando a performer "cospe" uma bola de pingue-pongue pela vagina. Em filmes mais picantes, não é difícil esbarrar numa cena em que a fumaça de um cigarro é tragada pela vagina.

"Na Tailândia tem casos que chamam de "malabarismo" com o órgão genital. As praticantes fumam, abrem garrafa, expelem objetos. Mas, às minhas alunas, eu ensino o pompoarismo para o bem da saúde e do prazer da mulher. Sem fins acrobáticos", brinca Stella. GNT
O sexismo de todos os dias

Hoje, uma amiga (valeu, Gabs!) me apresentou um projeto muito interessante chamado The Everyday Sexism Project (O sexismo de todos os dias). A ideia da sua criadora, a escritora inglesa Laura Bates, é reunir em um site o depoimento de várias mulheres sobre atos sexistas – menores ou maiores, mas degradantes de qualquer maneira – das quais são vítimas. “Eles podem ser revoltantes ou tão normalizados que você nem tem coragem de reclamar… dividindo sua história, você mostra ao mundo que o sexismo existe, é enfrentado por mulheres todos os dias e é um problema a ser discutido”, conta Laura no site.

Para enviar sua história, basta entrar lá e preencher o campo de nome (pode ser um pseudônimo), escrever seu relato em inglês e apertar o botão ‘submit’.

Quando acessei o site, imaginei que ia encontrar muitas histórias de cantadas em bares, ‘passadas de mão’ que, como Laura diz, por mais que sejam normalizadas pela sociedade, continuam desrespeitando limites humanos. Mas me surpreendi, logo de cara, ao ver o relato de uma moça que dizia ter sido abusada aos 14 anos, por um garoto de 19 que a obrigou a fazer sexo oral.

As histórias são arrepiantes. Logo em seguida li sobre uma moça que, ao ser abordada em um bar e recusar os avanços do sujeito (de forma educada, dizendo que era casada) levou uma cusparada e a frase ‘você mereceu essa’. Uma moça que foi seguida ao trabalho (as colegas ficaram preocupadas, os colegas acharam engraçado). Uma moça que foi arrastada para um beco e quase estuprada (a polícia, depois de resgatá-la, riu quando viu que ela tinha mordido o bandido).

São milhares de histórias dessas: desde que foi lançado, em abril, o The Everyday Sexism já tem mais de 8 mil posts. Todas as mulheres dizem não ter provocado essas atitudes. E, sério, o que poderia justificar um comportamento desses? E o que justifica o fato de acharmos normal sermos seguidas, cantadas, apalpadas?

Esse site, por si só, mostra que estamos longe de encontrar a igualdade entre os sexos que muitos afirmam que já alcançamos. Isso precisa ser mudado. E o primeiro passo é parar de normalizar atos sexistas. Ser beijada à força fere seus direitos. É abuso. Ser intimidada por ser mulher, de qualquer forma, é abuso de poder (autoritário ou físico).

Quer saber mais? Leia (em inglês) a descrição do The Everyday Sexism. E, se você quer saber mais sobre o tema, aqui fica uma sugestão – o documentário The Silent War. Ele mostra que, nos conflitos do Afeganistão e do Iraque, é mais provável que uma oficial (isso mesmo, uma mulher do exército) seja estuprada por seus colegas do que morta em combate.

Estamos em um mundo longe da igualdade tão almejada entre os sexos. E a mudança começa com você, leitor. Homem ou mulher, é possível fazer a sua parte. Não seja plateia e aplauda seu amigo que acha engraçado passar a mão nas moças da balada. Você já estará fazendo uma grande coisa. E você, moça, não se esforce para achar coisas ofensivas ‘normais’. Fingir que nada aconteceu, que nada está acontecendo, só deixa essa guerra que travamos todos os dias ainda mais invisível, disfarçada por raízes culturais que precisam ser mudadas. Galileu
Moralidade total flex
Experimentos mostram que nossos princípios mudam conforme o cenário, os personagens e os interesses em jogo, ninguém está imune a derrapar de vez em quando.
Editora Globo

Um jovem que vive em um cubículo e mal tem dinheiro para o aluguel penhora seus bens a fim de quitar suas dívidas. A agiota é uma sexagenária que cobra juros abusivos. Matá-la, ele sabe, é errado. Mas e nesse caso, em que a vítima não é um poço de bondade e não tem muito tempo de vida? E se ele usar o dinheiro dela para ajudar outras pessoas? o ato deixaria de ser tão terrível, não? Pelo menos foi assim que pensou Rodion Raskólnikov, o protagonista do clássico russo crime e castigo. Sim, ele assassinou a velha.

Guardadas as devidas e criminosas proporções, somos mais parecidos com o personagem do escritor Fiódor Dostoiévski, criado no século 19, do que imaginamos. Temos uma tendência a buscar (e até inventar) desculpas para justificar nosso comportamento, mesmo quando nossas atitudes não parecem corretas. Ou seja, todo mundo, e você não é exceção, está sujeito a ser desonesto ou imoral vez ou outra. E, curiosamente, existem situações específicas que favorecem esse tipo de conduta até entre aqueles que costumam andar na linha. No recém-lançado A Mais Pura Verdade Sobre a Desonestidade (Elsevier, 280 páginas), Dan Ariely, professor de psicologia da Universidade Duke, nos Estados Unidos, mostra com experimentos criativos como a moralidade humana usa dois pesos e duas medidas para lidar com certos dilemas. “Todas as pessoas têm capacidade de serem desonestas, mas comportar-se assim depende das situações com as quais se deparam”, diz o autor, em entrevista à GALILEU.

Com a nova obra, repleta de experiências boladas pelo pesquisador para testar o senso moral dos voluntários, fica mais fácil acompanhar o raciocínio e a decisão de Raskólnikov. Para algumas pessoas, eliminar uma senhora não parecerá tão errado se ela for cruel e se o assassino estiver movido por motivos mais nobres. Os critérios que balizam nossa moralidade são flexíveis e nem sempre ditados pelo nosso lado racional. “Depois que trapaceamos ou mentimos, tendemos a mudar nossos próprios padrões morais, de modo que ficamos eticamente mais brandos com nós mesmos”, explica Lisa Shu, pesquisadora de comportamento organizacional da Harvard Business School e colaboradora de Ariely. 

Pegar uma lata de refrigerante que não lhe pertence é tão reprovável quanto roubar uma nota de US$ 1, certo? Ariely fez esse teste no dormitório de uma universidade americana: ele distribuiu notas de US$ 1 e latas de Coca-Cola nas geladeiras dos estudantes para descobrir se eles viam diferença entre se apoderar de refrigerante ou de dinheiro vivo. Três dias depois, não sobrou uma lata sequer. As notas de US$ 1, no entanto, estavam intactas, o que sugere que acreditamos ser menos condenável nos apropriarmos de um objeto qualquer do que de algo que tem valor monetário explícito. Essa visão, aliás, nos remete a outro problema, já que vivemos numa sociedade em que o dinheiro físico perde cada vez mais espaço para o virtual. 


A biologia explica 


Ser honesto, segundo os preceitos usados por Ariely, é resistir à tentação de se aproveitar de uma situação moralmente duvidosa para obter uma vantagem. Resistir não só requer energia, como depende de nossas condições física e mental. Quanto mais cansados estamos, maior é a tendência a cometer deslizes. Ariely comprovou essa teoria com outra experiência. Voluntários foram divididos em dois grupos. O primeiro (1) teve que escrever um pequeno texto sem usar as letras “x” e “z”, e o segundo (2) foi proibido de empregar “a” e “n”. A tarefa do segundo grupo era mais árdua, já que as letras “a” e “n” são bem mais comuns na língua inglesa do que “x” e “z”. Depois, ambas as turmas receberam uma nova lição: resolver operações matemáticas simples. Alguns participantes selecionados nos times 1 e 2 tiveram que devolver a folha com a resolução dos problemas — como não podiam mentir sobre seu desempenho, eles seriam um grupo-controle. O restante podia simplesmente apontar seus acertos, sem a necessidade de comprovar se o que anotaram era verdade. É aí que pinta aquela vontade de dar uma roubadinha. Ao devolver as folhas de resposta, observou-se que os dois grupos resolveram mais ou menos a mesma quantidade de problemas matemáticos. Mas, na hora de falar apenas o resultado, viu-se que os voluntários do grupo 2 — supostamente exaustos — mentiram mais sobre seu desempenho do que os integrantes da turma 1. 

Em outra pesquisa, Ariely descobriu que costumamos nos manter na linha pra valer quando somos lembrados do nosso compromisso com a verdade. O psicólogo dividiu, novamente, os participantes em dois grupos. Após resolver questões matemáticas, uma parte foi convidada a escrever o nome de 10 livros lidos no ensino médio, enquanto o restante teve de listar os Dez Mandamentos — que, vale lembrar, preconizam uma vida moral e religiosamente correta. Pediu-se, então, para que todos dissessem quantos problemas de álgebra tinham acertado. As pessoas que elencaram os livros da escola afirmaram ter acertado uma questão a mais do que na realidade. O grupo dos mandamentos foi totalmente sincero. “É um sinal de que as pessoas são mais honestas quando lembradas ou estimuladas a dizer a verdade”, diz Ariely. 

Um teste na linha dos que foram propostos pelo americano, incluindo a etapa dos Dez Mandamentos, foi replicado no Brasil pela pesquisadora Priscila Furtado dos Santos com 200 alunos da Universidade de Brasília. Os resultados se revelaram semelhantes: os estudantes que apenas declararam seu desempenho, sem necessidade de comprová-lo, disseram, em média, que acertaram uma questão a mais do que, de fato, tinham acertado. A diferença veio na etapa seguinte: relembrar os Mandamentos não teve um grande efeito sobre o comportamento dos brasileiros. Seríamos um povo menos puritano? 

O vírus da desonestidade 


Às vezes a desonestidade é contagiosa. Quando alguém próximo se comporta de maneira moralmente questionável e é bem-sucedido, nos sentimos tentados a copiá-lo. Para provar essa hipótese, Ariely convocou mais alguns estudantes, divididos (de novo!) em duas partes, e deu a eles algum tempo para resolver equações. O primeiro grupo, de controle (aquele que deveria comprovar seus resultados), concluiu, em média, 7 das 20 questões — o pessoal ganhava US$ 0,50 por resposta certa. Com a segunda turma, o teste foi diferente: os estudantes eram avisados de que havia um envelope com o dinheiro na mesa de cada um e que eles deveriam retirar dali o valor correspondente aos seus acertos. Logo no início da prova, um ator, contratado para se passar por voluntário, levantou, disse que tinha resolvido as 20 questões, pegou todo o dinheiro e foi embora. Era impossível ele acabar a prova em poucos minutos e os estudantes sabiam disso. Só que, no final da experiência, o segundo grupo alegou ter dado conta, em média, de 15 problemas, mais que o dobro do grupo-controle. 

Estaria aí a explicação para a teoria de que as pessoas se corrompem porque são mal influenciadas. A questão é que nem sempre enxergamos nossos próprios atos como corruptos e tendemos a suavizar a gravidade deles. Em uma pesquisa da Universidade Federal de Minas Gerais com 2,4 mil pessoas realizada em 2008, a maioria dos entrevistados julgava mais grave um policial usar seu poder para levar dinheiro de alguém do que um cidadão pagar um funcionário público para obter um favor, como tirar um documento rápido. Para a especialista Lisa Shu, somos muito mais críticos com os outros do que com nós mesmos. “A maneira como as pessoas se comportam no dia a dia interfere nas crenças morais que elas têm sobre seu comportamento, mas não necessariamente sobre o dos outros”, diz. Por isso é tão fácil condenar o Raskólnikov. 

Mas o personagem, que matou a velha agiota por considerar seu crime menos grave do que os dela, se arrependeu e se entregou à polícia — o leitor que não banque o desonesto justo agora com a desculpa de que nem vai ler o clássico porque contamos o final. O drama de Crime e Castigo ilustra, de forma drástica, é claro, como nossa mente opera diante dos conflitos morais. E, realmente, segundo a ciência de Ariely, basta um cochilo do anjinho para o diabo nos convencer. 


Dá para conter a desonestidade? 


Conheça as principais situações favoráveis aos deslizes e o que se pode fazer para minimizar nossa própria tentação 

1 Ficamos mais propensos a mentir ou cometer alguma sacanagem quando estamos cansados. Por isso, questões que envolvem dilemas morais devem ser resolvidas logo no início do dia, já que estamos mais dispostos. 

2 Barriga vazia é uma das portas de entrada para a desonestidade. Encontre tempo para se alimentar bem mesmo quando a agenda parecer cheia demais. 

3 Somos facilmente influenciados pelo mau comportamento alheio e tentados a usar a conduta dos outros para justificar nossos próprios atos. Preste atenção: não é porque seu amigo se deu bem contando uma mentira que você deve imitá-lo. 

4 Não é raro que a gente utilize medidas diferentes para legitimar atitudes erradas, como achar menos grave tomar posse de um lápis do que de um relógio que não é seu. Tenha sempre em mente que o valor do objeto roubado não muda o fato de que ele foi roubado. 

Mulheres loiras traem mais

Malandrinhas.

O site Cheaterville.com, que funciona como uma rede social com o tema traições (os usuários escrevem bobeiras depoimentos sobre antigos casos e namorados que já os traíram), analisou os dados e histórias das pessoas cadastradas e descobriu que as loiras costumam trair mais do que as morenas. Entre as mulheres que confessaram já ter traído um parceiro, 42% eram loiras. As ruivas apareciam em segundo lugar, com 23%, seguidas pelas moças de cabelos castanhos (20%) e pretos (11%).

Já entre os homens, os mais sacanas do site tinham cabelos castanhos (em 40% das traições eram deles). Depois vinham os donos de cabeleiras pretas (32%), loiros (20%) e ruivos (5%).

Ou seja, se pessoas inteligentes traem mais, e loiras pulam mais a cerca, é o fim da linha para aquele papo de “loira burra” (viu, tudo tem um lado bom). Mas talvez isso seja culpa dos homens, que, dizem por aí, preferem as loiras.  Super
6 coisas que a ciência diz que homens amam

Sabemos que, em termos de preferências sexuais, nada é um consenso absoluto. Mas há certas coisas, fora da cama, que a ciência afirma que a grande maioria dos homens gosta. Confira a lista e conte se você concorda:

Vermelho

Um estudo da Universidade de Rochester mostrou a homens fotos de moças usando vestidos (do mesmo modelo) verdes e vermelhos. O resultado foi que a grande maioria dos rapazes acha mais atraente uma mulher vestindo o vermelho. De acordo com os pesquisadores responsáveis, isso indica que nosso olhar, ao analisar um parceiro em potencial, vai além da questão estética e carrega significados psicológicos que impactam nossa percepção.

Carinho

Homens só pensam em sexo? Que nada! Um estudo feito pelo Instituto Kinsey, que analisou mais de mil homens heterossexuais, descobriu que os mais felizes são aqueles que estão em relacionamentos cheios de carinho – em outras palavras, com mais momentos de cafuné, massagens, aqueles que dormem abraçadinhos…

Repórteres

Ok, você vai dizer que esse item está aqui porque eu sou jornalista – mas estou falando de repórteres de TV, não de revista! Estudos da Universidade de Indiana mostraram que, quando uma repórter é atraente, eles ficam tão concentrados na moça que mal prestam atenção nas notícias.

Casamento

Novamente, vamos quebrar ideias antigas. Homens pensam em casar tanto quanto mulheres. Pelo menos é isso que pesquisas da Rutgers University e da Binghamton University apontam. Eles analisaram um grupo de mais de 5 mil solteiros e perceberam que a porcentagem daqueles que querem se casar é equivalente a das mulheres. E, mais, mais rapazes do que moças desejam ter filhos.

Abóbora

Acredite se quiser, uma pesquisa do Centro de Tratamento do Olfato e Paladar de Chicago descobriu que o aroma de uma torta de abóbora assando aumenta o fluxo de sangue para o pênis, estimulando o desejo sexual.

O ângulo do olhar

Um estudo da Universidade de Newcastle mostrou que nosso melhor ângulo, para os homens, é quando viramos levemente a cabeça para o lado e olhamos para eles ‘de baixo para cima’. O motivo? Os faz se sentir mais altos e protetores.

Meninas, o que vocês acham dessa lista? Faz sentido? E vocês, rapazes? Concordam? Discordam? Querem acrescentar alguma coisa? Deixem suas opiniões nos comentários.

Via The Frisky
Sexo tântrico: a exploração dos cinco sentidos 
na hora do sexo
relação que dura menos de uma hora é considerada 'ejaculação precoce'

Diga se não é verdade: as cenas de sexo que rolam na sua cama não passam de meia hora. Isso, nos dias que você e seu parceiro estão mais salientes. Assim, você que lê esta matéria vai achar extremamente exótico a proposta do chamado sexo tântrico.

Confira cinco dicas para a prática do sexo tântrico

Vamos começar pelo começo. O tantra é uma filosofia que nasceu na Índia há milênios e que instituiu o culto ao feminino, à felicidade e à arte de amar. Como tem sexo para toda filosofia e sociedade, os adeptos do tantra também encontraram um jeitinho próprio de fazer amor.

As palavras de ordem do sexo tântrico são não ter pressa. Uma relação sexual comum dura por volta de 15 minutos. A relação sexual tântrica não dura menos de duas horas e, se durar "apenas" um hora, é considerado “ejaculação precoce”. A ideia é obter o prazer máximo e duradouro com os cinco sentidos, evitando a penetração até que o casal esteja em plena sintonia. E essa premissa é ótima: explorar todo o potencial do olfato, da audição, do tato, da visão e do paladar em favor do prazer, sem a penetração. Na verdade, é o que normalmente se faz, mas superficialmente e rápido demais para chamar de sexo tântrico.

O tato, particularmente, tem um papel importante: a massagem é um dos recursos principais. Alguns exercícios mentais e corporais ajudam na ativação da energia sexual, a chamada “kundalini”. E é com essa energia em sintonia que o casal conseguirá prolongar o uso desses sentidos, e não focar somente na penetração.

Criar um clima é fundamental 

Beijos demorados, massagens, carícias, incensos, música, luzes apropriadas e muito 'olhos nos olhos'. É esse o cenário que pode levar vocês ao chamado "orgasmo cósmico". Imagine aquele dia com a cabeça mais leve, o lugar perfeito e toda a atenção e energia voltadas para o seu parceiro(a), com preliminares longas e sem pressa. Mas quando a ideia não é essa, a concentração se dispersa com a penetração, levando ao orgasmo e ao clássico cochilinho depois. Quem exercita ioga ou a meditação, certamente tem mais facilidade. Lógico, alcançar esse prazer máximo exigirá muita vontade de realizar o sexo tântrico e concentração no que está acontecendo ali, naquele momento. Vocês dois, os cheiros, os gostos, os corpos. GNT
Ser ocupado demais vale a pena?


“Stop the glorification of busy” (algo como “pare de achar o máximo estar sempre ocupado”), dizia o cartaz da fanpage da Confeitaria. Nunca tinha parado para pensar, mas observando o comportamento das pessoas (e até o meu) constatei que é a mais pura verdade: todo mundo acha lindo ser ocupado demais e não ter tempo para nada.

Cansei de ver pessoas postando no facebook frases como “O dia precisava ter 26h”. Uma amiga virtual chegou a listar tudo o que tinha feito em uma manhã: malhou, levou os filhos ao colégio, leu jornal, e trabalhou (Ufa!). Nas entrelinhas, todos nós sabemos o que essas pessoas estão querendo dizer: “Olha como sou uma pessoa ativa, ocupada. Faço mil coisas e ainda tenho tempo de ir contar no facebook”.

Pare para pensar. Quantas vezes você ouviu a resposta “Poxa, queria muito ir mas não vou poder porque já tenho outro compromisso”, para os seus últimos convites? E quantas vezes você deu essa resposta nos últimos tempos?

Fiquei aqui pensando quando é que ser ocupado demais virou uma qualidade, algo admirável. E o dolce far niente? Que fim deu? Ter tempo para os amigos, para ler um livro, para assistir porcarias na TV ou simplesmente para fazer nada, absolutamente nada, virou coisa de desocupado? de vagabundo?

Não sei, mas acho que talvez precisemos rever nossos conceitos e prioridades. E você? tem a mesma impressão? Compartilhe sua opinião! Época
Está cientificamente comprovado: é possível morrer de amor
distúrbio emocional pode estreitar as artérias, levando à parada cardíaca

Foi-se o tempo em que "morrer de amor" era só força de expressão. Segundo notícia publicada no jornal britânico Daily Mail, pesquisadores alemães acabam de identificar que o trauma emocional causado pela perda de um amor, seja pela morte deste ou pela separação em vida - inclusive a perda de um ente querido - pode desencadear uma catástrofe letal no corpo, o que batizaram de"síndrome do coração partido".

A "síndrome do coração partido" faz com que o corpo produza mais hormônios do estresse, como a adrenalina e o cortisol. Esse excesso entope as artérias coronárias e prejudica a circulação sanguínea, o mesmo que acontece em casos de acidente vascular cerebral ou infarto (ou ataque cardíaco). Assim, o infeliz proprietário do coração partido pode morrer em consequência de parada cardíaca, fazendo com que o cérebro e o resto do corpo não recebam o oxigênio necessário para seu funcionamento.

Sintomas são os mesmos do infarto
Quem sofre de "síndrome do coração partido" tem dificuldade para respirar, fraqueza e dores no peito, sintomas típicos do ataque cardíaco. "Estes pacientes sofrem com uma carga emocional pesada e seus corações, sem circulação sanguínea, secam e quebram, literalmente", explicou o pesquisador Christoph Nienaber, diretor de cardiologia da University Clinic of Rostock, do nordeste da Alemanha.

Há muito tempo, os médicos sabem que o estresse de um luto pode desencadear problemas cardíacos - estudos mostraram o risco de ataque cardíaco aumenta 10 vezes nas 48 horas após a morte de um ente querido. Mas, isso, em casos em que o paciente já possuía, antes do desapontamento, um coração frágil pela má alimentação ou pelas artérias obstruídas por motivos diversos.

Mas os cientistas, agora, dizem que um luto pode provocar um tipo específico de ataque cardíaco, muito diferente desses causados por um coração previamente maltratado. Cerca de um, em cada dez pacientes com a "síndrome do coração partido", sofrem novos episódios. Mas as reincidências podem significar que o diagnóstico não foi apropriado e que esses pacientes não foram acompanhados e medicados adequadamente, considerando que a "síndrome do coração partido" é um problema cardíaco provocado pelo sentimento abstrato da dor. GNT
Para maioria das meninas entre 18 e 24 anos, sexo não precisa de amor
É a resposta de 54% das entrevistadas na faixa etária à pesquisa de site de relacionamentos
 Os atores Natalie Portman e Ashton Kutcher em cena do filme “Sexo sem compromisso” (2011) Foto: Divulgação
RIO - Como canta Rita Lee, “sexo antes, amor depois”. Não é apenas a roqueira sessentona que pensa assim. Para a maioria das mulheres entre 18 e 24 anos, sexo não precisa de amor. É o que mostra uma pesquisa feita com mais de mil pessoas cadastradas no site de relacionamentos ParPerfeito. Entre as meninas dessa faixa etária, 54,55% das entrevistadas responderam “não” à pergunta “Sexo só se for com amor?”. Para os rapazes da mesma idade, o resultado foi de 50%. Já é um bom pretexto para comemorar o Dia do Sexo, celebrado nesta quinta-feira (6). O GLOBO
Quando o amor vira dependência: saiba como identificar e tratar
psicanalista dá as recomendações

Relações de afeto fazem muito bem à saúde. Prova disso é que pesquisas científicas já atestaram que sentimentos de amor e amizade podem contribuir para o tratamento de doenças cardíacas e do câncer.

Mas quando o amor vira dependência, o que antes só fazia bem pode se tornar um perigo. Mais frequente do que imaginamos, essa mudança de comportamento é considerada uma doença por médicos e especialistas. "O vínculo passa a ser ruim quando ele traz limitações ao bem-estar", explica a psicanalista e professora da PUC-RJ, Joana Soares.

Para ajudar você a identificar se o sentimento passou de saudável para doentio, reunimos abaixo as recomendações que facilitam o reconhecimento e a cura do problema. Confira.


  • 1
    Reveja toda a relação
  • Segundo a psicanalista Joana Soares, traumas como a perda de uma pessoa querida ou uma mudança brusca no estilo de vida podem desencadear uma relação de dependência do parceiro. Nesse quadro, o outro é visto como única fonte de satisfação e segurança. "Ao notar que alguma coisa está diferente, essa pessoa deve rever três aspectos: a sociabilidade, o trabalho e o amor em si. Por exemplo, se ela só sai com o parceiro e evita amigos ou familiares, se a vida profissional não anda bem porque ela só pensa no marido ou namorado e não tem concentração, se ela dorme e come mal, se a rotina do sexo ficou diferente... Tudo isso pode indicar que há dependência e que ela está atrapalhando", explica.
  • 2
    Ajude a si mesma ou busque tratamento

  • Diante de uma relação onde o foco é sempre o outro, o bem-estar pessoal está em jogo. "Infelizmente, a tendência do ser humano é reverter o quadro quando ele já está dando muitos prejuízos", alerta Joana Novaes. A psicanalista explica que o primeiro passo para a cura é assumir que o problema existe. Ela diz ainda que é possível resolver as questões só, mas a ajuda psicológica pode contribuir ainda mais. Um exemplo de serviço de apoio, assim como o AA (Alcoólicos Anônimos), é o Dasa (Dependentes de Amor e Sexo Anônimos), com reuniões por todo Brasil. "No AA a regra principal é a do 'por hoje não', no caso dos dependentes de amor é a mesma coisa. O "para sempre" é muito longo. Tem que encarar um dia de cada vez", diz a professora do curso de Psicologia da PUC-RJ.
  • 3
    Não aceite recaídas

  • Da mesma forma que o perigo está no primeiro gole para quem se recupera do alcoolismo, a pessoa que supera uma dependência amorosa deve se manter vigilante para não repetir os mesmos vícios. "Superar o problema nem sempre implica no fim da relação. Ela pode terminar e a pessoa partir para outra, mas se o parceiro for o mesmo, deve-se deixar o passado pra trás. É como se o relacionamento morresse e tivesse que nascer novo e diferente", afirma ela.
  • Morar sozinho amplia interação social e faz bem; entenda por que
    cidades cosmopolitas seguem mais a tendência

    Solidão é uma palavra que não tem feito mais parte do vocabulário das pessoas que optaram por viver sem mais ninguém em casa. Em cidades de vida agitada, como Washington e Nova York, nos Estados Unidos, metade das pessoas responsáveis por manter um lar vive sozinha. Em Paris, a capital francesa, o número é ainda maior, mas ainda pequeno se comparado aos 60% dos suecos de Estocolmo que escolheram esse estilo de vida. As informações são do professor de sociologia da New York University, Eric Klinemberg.

    “O mero pensamento de viver só despertava ansiedade e uma sensação de solidão, mas essas ideias são coisa do passado. Agora as pessoas mais privilegiadas do mundo usam os recursos que têm para se separar das outras, adquirir privacidade e espaço para si mesmas”, afirma Eric, em artigo publicado no jornal “New York Times”. Ele lançou recentemente o livro “Going Solo: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone”(em livre tradução, “Seguindo só. O extraordinário crescimento e a surpreendente vantagem de viver sozinho”).

    “Viver sozinho é algo menos temido hoje também porque não mais significa uma vida isolada. Depois de entrevistar mais de 300 pessoas em uma década de pesquisa, concluí que viver sozinho parece encorajar mais, não menos, a interação social”, conclui o pesquisador Eric Klinemberg.

    Estar só: uma questão de escolha
    No Brasil, os lares com apenas um morador aumentaram de 8,6% para 12,1% nos últimos dez anos, segundo o Censo 2010, o mais recente até agora. No Rio de Janeiro, essa porcentagem já chega a 15,6%. A produtora gráfica Lilian Franco, de 24 anos, está nessa estatística. Ela já dividiu apartamento com amigas depois de ter saído da casa dos pais e hoje mora só. “Estar sozinha ou não vira uma questão de escolha. Quando quero ficar na minha, não tem ninguém invadindo meu espaço e, por isso, os encontros com as pessoas são sempre escolhas felizes, porque acontecem quando desejo. Não precisa ser uma obrigação”, conta Lilian que diz ver sempre os amigos, em reuniões depois do trabalho ou nos fins de semana.

    A produtora gráfica vê ainda outras vantagens em viver só. “Uma coisa ótima é poder decorar a casa exatamente do jeito que eu quero, isso é muito prazeroso. A casa fica exatamente com a minha cara e quando recebo meus amigos sei que minha personalidade está toda ali, em cada objeto da cozinha ou pôster de filme colado na parede”, explica ela. GNT
     


    Comments