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História

A MORTE DO PRESIDENTE TANCREDO NEVES E A SUSPEITA DE UMA SÓRDIDA CONSPIRAÇÃO PARA ASSASSINÁ-LO.
Texto de Wellington Barbosa.

Após 22 anos da morte do Presidente Tancredo Neves, ainda pairam fortes nuvens de dúvidas sobre o que realmente o levou a óbito no fatídico dia 21 de abril de 1985. Relembramos aqui a reportagem da revista Isto é na edição nº 1594 de 19 de Abril de 2000, cujo a reportagem está disponível até mesmo na internet, que antigas desconfianças da família Neves tinham sido reavivadas 15 anos depois da sua morte. Essa desconfiança voltou à tona no ano de 2000, após uma entrevista do General Newton Cruz no Programa Roda Viva da TV Cultura, de que foi procurado em outubro de 1984, quando a época era Comandante Militar do Planalto pelo então candidato do PDS à eleição indireta para a presidência, Deputado Paulo Maluf. Segundo declarações de Cruz Maluf propôs um golpe militar contra Tancredo Neves assegurando que seu oponente na corrida presidencial pela via indireta no colégio eleitoral estava gravemente doente. Como Paulo Maluf e um grupo de generais golpistas que tentavam dar uma sobrevida a um regime totalitário em decadência poderiam saber com tamanha antecedência uma doença que levaria o ex-presidente à morte. A Família até hoje ainda não sabe descrever com clareza o que realmente levou a óbito Tancredo. Segundo a Reportagem da Revista Isto é, houve fortes evidencias de erros médicos, além de versões bem terrenas como atentados por envenenamento até as do mundo sobrenatural como trabalhos espirituais, bruxarias e mandingas.

Um fato que intrigou a Família de Tancredo Neves foi o da morte do garçom Particular do Presidente chamado João Rosa, que trabalhou com Tancredo, na época em que foi eleito pelo colégio eleitoral, ter falecido oficialmente por conseqüência de uma diverticulite, primeiro diagnostico para a doença do Presidente. A viúva de Rosa Dona Neusa Rosa, uma semana depois da morte do marido resolveu ir à Uberlândia sua cidade Natal e se consultar com o Médium espírita Chico Xavier que disse que o Garçom foi envenenado assim como fizeram o Presidente Tancredo Neves.

Muito embora os médicos tenham negado ter encontrado qualquer vestígio de morte por envenenamento do Presidente, a família de Tancredo Neves depois da exposição de todos estes fatos entraram com um pedido de Habeas Data na Justiça Federal de Brasília para que o Conselho Federal de Medicina e o Conselho Regional do Distrito Federal entregassem todas as sindicâncias, inquéritos ético-disciplinares, documentos e depoimentos dos médicos referentes ao atendimento prestado ao Presidente.

O que todos os brasileiros (as) esperam é que a verdade histórica sobre esse desfecho trágico para a história do Brasil seja devidamente evidenciada para que a memória do eterno Presidente do Brasil seja lembrada sem a sombra das dúvidas que ainda pairam sobre seu desaparecimento em 21 de abril de 1985.

Estamos esperançosos que a Comissão da Verdade esclareça este caso com brilhantismo e eficiência que tem desvendado tantos crimes ocorridos durante os anos de chumbo da ditadura militar e que se estendeu até mesmo durante a transição para a democracia.
Segunda Guerra Mundial
Japoneses tinham escravas sexuais durante a Segunda Guerra Mundial
Confort women, ou mulheres consolo. Esse era o nome dado às mulheres que os japoneses tentaram apagar de sua História, mas que ficaram conhecidas ao redor do mundo em 1991, quando a coreana Kin Hak-Soon, já com 63 anos, veio a público e fez uma denúncia. Segundo a coreana, durante o conflito do qual saiu destruído por duas bombas atômicas, o Japão obrigou mulheres coreanas, filipinas e chinesas a prestarem serviços sexuais aos seus soldados.

 Segundo denúncias de Kin e investigações posteriores, os soldados japoneses instalaram bordéis militares nos países que dominavam. De acordo com os relatos, as mulheres eram sequestradas de suas casas e ficavam presas nesses lugares, onde deveriam servir aos soldados japoneses de todas as forças armadas.

Ninguém nunca havia admitido publicamente o problema, até 1991. Um informe confirmou a versão de Kin Hak-Soon e mostrou que a escravidão era tão organizada que as mulheres tinham horários determinados para servir cada grupo de soldados – e até o tempo que cada militar podia ficar com ela era definido. E variava de acordo com a patente. Um soldado, por exemplo, poderia permanecer 20 minutos com uma escrava, enquanto um oficial tinha permissão de passar até 40 minutos.

Diante da confirmação, foi criado um conselho coreano para mulheres recrutadas por japoneses para o serviço sexual. O conselho exigiu do governo a admissão da existência das escravas sexuais, um pedido público de desculpas e uma pensão às vítimas e familiares envolvidos.
SUPER
Fontes: BBC Independent

Destaque histórico
Conexões do THC a FHC



THC 

Entre as mulheres da Idade Média, o THC (tetrahidrocanabidiol, princípio ativo da maconha) era considerado um remédio milagroso: servia para tratar cólicas, aliviar as dores do parto e até desencalhar solteironas. Mas no século 18 começou a circular um boato que detonou a reputação da Cannabis: quem fuma maconha é... 


ASSASSINO 

"Assassino". Essa palavra se originou no nome da seita Hashishyya, formada por árabes que usavam haxixe (uma maconha com mais THC) e saíam matando cristãos. Parece difícil de acreditar? A associação entre maconha e homicídio era pura invenção que alguém criou e espalhou pela França para constranger as tropas de... 


NAPOLEÃO 

Logo que os soldados de Napoleão invadiram o Egito, em 1798, aproveitaram para provar aquela erva mágica de que falava o livro As Mil e Uma Noites. Eles adoraram os efeitos do haxixe, e das trincheiras napoleônicas a droga foi direto para o mundinho dos intelectuais franceses. Onde ganhou um grande fã:


BAUDELAIRE 

"O haxixe torna o indivíduo inútil para a humanidade, e a sociedade desnecessária para o indivíduo". O autor dessa frase, o poeta francês Charles Baudelaire, usava o narcótico como inspiração para escrever sobre angústia, sexo e morte. Ele ajudou a popularizar o haxixe na elite intelectual da Universidade de Paris, de onde veio... 


FHC 

Ex-professor da Sorbonne e ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso adotou nova bandeira: a descriminalização da maconha, que propõe no novo documentário Quebrando o Tabu. Havendo a descriminalização, a maconha poderia voltar a ser usada como faziam as mocinhas medievais - com fins medicinais.

Deuses criados à imagem dos seres humanos


A maioria das histórias da mitologia grega chegou até nós graças aos grandes poetas épicos, como Homero e Hesíodo, que compilaram as façanhas dos deuses, semideuses e heróis. Mas muitos filósofos antigos questionaram a forma como os poetas apresentavam as divindades. "Segundo Platão, Homero atribuiu a elas ações indignas de um deus", diz Jacyntho Lins Brandão, professor de língua e literatura gregas da UFMG. A castração de Urano por Cronos não escapou das críticas. "Para Platão, era um absurdo que um deus pudesse fazer isso. E, mesmo que esses episódios fossem verdadeiros, deveriam ser contados a iniciados, não para crianças e a população em geral." Mas não era assim. As lendas, com cenas de amor, rivalidade, ódio, enfim, sentimentos tão presentes em nós mortais, se transformaram em histórias que permeiam a civilização ocidental, serviram de inspiração para alguns dos maiores gênios da pintura e da música e até para o pai da psicanálise, Sigmund Freud. Mais do que qualquer coisa, são a base de nossa cultura.

                                        GUERRA CÓSMICA



O texto que define a genealogia dos deuses, divindades e heróis tem dono. A maior parte do conhecimento que chegou a nós sobre a mitologia grega é fruto da pena do poeta Hesíodo, que no século 7 ou 8 a.C. reuniu o panteão em sua Teogonia. Hesíodo busca a origem dos tempos - "em primeiro lugar, o Caos passou a existir" é o verso que abre seu livro - e conta como no começo havia Gaia (a Terra), Tártaro (o inferno), Eros (o desejo), Érebo (a escuridão do inferno) e a Noite (a escuridão da Terra). Urano, que reinava antes de ser destronado pelos titãs, era filho de Gaia, e inaugurou uma era de muitos incestos mitológicos. No mesmo período surgem Montanhas, Mares, o Éter e o Dia. 

O fim de Urano traz outra situação que se tornará recorrente na mitologia grega: o filho que vence o pai. Os titãs reinavam absolutos na Terra, uma nova geração de deuses estava no poder. E trataram de povoar o planeta. A monogamia não era regra e a dúzia de titãs se dividia entre entidades femininas e masculinas que variavam seus parceiros. Cronos se casou com sua irmã Reia e deu origem à linhagem que mais tarde ocuparia o monte Olimpo. Hipérion, um dos titãs, foi pai de Hélio, deus do Sol, e Eos, a aurora. A geração dos filhos dos titãs permeia toda a mitologia futura. 

A mãe de Cronos, Gaia, havia profetizado que tal como seu pai, Urano, ele seria morto pelo próprio filho. A história, mesmo entre os grandes deuses, se repetia. Com medo, em sua cidadela no monte Othrys, Cronos devorou cada um dos seus 5 filhos tão logo saíram do ventre da esposa. Reia não gostou nada disso e armou um plano: quando nasceu o filho Zeus, ela o enviou à ilha de Creta para protegê-lo do pai. Envolveu uma pedra com roupa de bebê para fingir que era o recém-nascido, devidamente devorada por Cronos, que achou que assim se livrara do sexto filho.


                                  ZEUS TOMA O PODER


O pequeno Zeus cresceu na ilha de Creta rodeado de ninfas até que uma delas, Amaltea, lhe revelou que ele era filho de Cronos e que papai comera seus irmãozinhos. Quando se tornou adulto, Metis (Prudência) lhe explicou como resgatar os irmãos do ventre de Cronos usando um néctar mágico. Dito e feito: disfarçado, Zeus entregou ao pai uma taça. Alguns goles bastaram para Cronos vomitar todos os filhos - já transformados em adultos. E não eram deuses quaisquer. De sua boca brotaram Posêidon, Hera, Hades, Héstia e Deméter, que juntaram forças numa batalha que hoje se conhece como Guerra Cósmica ou Titanomaquia. Sozinhos, os deuses não eram páreo para o titãs, mas Zeus libertou os ciclopes, que viviam no Submundo desde os tempos em que foram exilados por Urano. Eles eram excelentes ferreiros e criaram armas mágicas para os deuses. Zeus ganhou os raios do céu. Hades, um capacete que a tornava invisível. Posêidon, um tridente com o qual podia provocar tempestades e terremotos. 

Com a vitória dos deuses, Cronos foi exilado no Tártaro, uma região povoada por monstros e guardada pelos hecatonquiros, os seus próprios filhos, os gigantes de 100 braços. Um dos líderes dos titãs era Atlas. Nascido de um titã e uma ninfa, Atlas governava Atlântida. Os deuses decidiram puni-lo e acabar com toda sua raça. Enviaram uma inundação e a ilha foi varrida do mapa, mas ele continuou lutando. Quando afinal os titãs foram derrotados, os deuses fizeram Atlas carregar o céu para sempre. "O globo celestial às vezes é confundido com a Terra", registra Philip Wilkinson no livro Myths & Legends ("Mitos & Lendas", sem tradução no Brasil). Seja o que o for, está lá: em cima dos ombros de Atlas, que virou sinônimo de mapa e dá nome a uma cadeia de montanhas no Marrocos. 

Era a hora do sossego, do descanso dos guerreiros? Que nada. Os deuses foram desafiados primeiro pelos Gigantes, também filhos de Gaia, que estava furiosa pelo destino dos titãs. Os deuses ganharam mais uma e despacharam os Gigantes para o fundo dos vulcões na guerra que se tornou conhecida como Gigantomaquia. Tempos depois foi a vez de Tífon, o deus dos ventos, uma criatura gigantesca cheia de cabeças, braços e pernas, também incitado por Gaia a encarar Zeus. O monstro jogava pedras no deus. O contra-ataque foi uma chuva de raios nas pedras. Elas voltaram à origem e nocautearam Tífon. Mais um que foi para o Tártaro.


 VIDA NO OLIMPO



Os novos poderosos trataram de dividir os butins da guerra. Zeus tornou-se, é claro, o chefe do pedaço, o deus supremo, que comandava o céu e os trovões. Posêidon virou senhor dos oceanos e o último irmão homem, Hades, mandava no mundo dos mortos. As irmãs Héstia e Deméter ficaram com a Terra, mantendo a tradição feminina que vem de Gaia quando se trata desse assunto. E Hera? Ela não ficou com nenhum reino. Mas se casou com Zeus. A morada escolhida foi a montanha mais alta do mundo, o monte Olimpo. Para se alimentar, mel e ambrosia, o mais doce dos doces.

A vida no Olimpo não era nem um pouco parecida com o céu católico, repleto de santos e marcado pela bondade e pela virtude. Zeus encarnava os arquétipos da paixão, do poder e do julgamento. Só ele era capaz de controlar uma família rebelde e irresponsável como aquela. Ai de quem desafiasse suas leis, pois poderia levar uma descarga de seu raio. Mas a liderança não o tornava um modelo de comportamento. Zeus era um deus namoradeiro. Não hesitava em se metamorfosear no que fosse para conquistar um novo amor. Ele conquistou Europa, por exemplo, na pele de um touro (do relacionamento, nasceram Sarpedon, que lutou em Troia, e Minos, rei de Creta e dono do Minotauro). A princesa de Esparta, Leda, foi seduzida pelo deus na forma de um ganso (um dos filhos da dupla era ninguém menos que Helena de Troia, a mulher mais bela de seu tempo). Quando a forma de bicho não servia, ele usava outros truques. Se encontrava com amantes na prisão virando chuva de ouro. Para Alcmena, ele apareceu como se fosse o marido da moça. Da relação com Leto nasceram os gêmeos Artemis (a deusa das amazonas) e Apolo (deus do Sol). 

Com filhos às dúzias, não é de estranhar que a descendência de Zeus tenha ocupado o protagonismo das maiores aventuras da mitologia grega. São suas filhas as Musas, as Graças, o herói Perseu... Hera vivia magoada com as traições e se vingava em quem podia: nas amantes. Leto acabou banida, Io, depois que foi transformada em vaca, recebeu um mosca de Hera que nunca mais a deixou em paz. A deusa também buscava vingança nos bastardos. Deixou o herói Heracles louco - num acesso, ele matou a mulher e os filhos - e perseguiu Dionísio. Cansada da petulância de Zeus, Hera se uniu aos outros irmãos numa revolta contra o marido. Enquanto o líder dormia, eles o ataram à cama com correias de couro cru. Deram 100 nós para que não se movesse. Zeus ameaçou matá-los, mas nada podia fazer com o raio fora do alcance. Enquanto os deuses discutiam quem tomaria seu lugar, a nereida (ninfa do mar) Tetis previu uma guerra civil no Olimpo e chamou o gigante de 100 mãos Briareo, que não teve dificuldade para desatar os nós e libertar o chefe. Que, evidentemente, não estava feliz.

Como Hera havia tramado a conspiração, Zeus deixou-a dependurada no céu com um bracelete de ouro em cada mão e um peso em cada perna. Só a soltou depois que todos juraram não se rebelar outra vez. Posêidon e Apolo também receberam castigo: foram enviados como lacaios para Troia e construíram as muralhas da cidade. Os outros deuses foram perdoados, por agirem sob coação.


A VIDA DOS HOMENS

Não há explicação única para o surgimento do homem grego. Sabe-se pela Teogonia de Hesíodo que as tentativas de criar os seres humanos, ou simplesmente os mortais, como eram conhecidos, não foram poucas. Quando Cronos era o mandachuva, viveu-se uma Era de Ouro, um tempo de paz e tranquilidade. E ele criou para esse cenário uma Raça de Ouro. Eles viviam em total sintonia entre si, com os animais e, claro, com os titãs - e Cronos, que comia os filhos, era reverenciado por ser um rei justo e generoso. Não precisavam trabalhar, pois podiam coletar tudo de que necessitavam. Não envelheciam, nunca ficavam doentes. Quando morriam, era como se estivessem dormindo, e seus espíritos estão espalhados pela Terra até hoje. Depois de derrotar Cronos, Zeus criou a Raça de Prata. Eles também viviam muito tempo, a infância durava 100 anos. Mas às vezes morriam tão logo se tornavam adultos. Eram briguentos, pouco inteligentes e, para seu azar, não faziam reverências aos deuses. Foram para o destino-padrão da dissidência naquela época: direto para o Submundo. 

Zeus fez mais uma tentativa e criou a Raça de Bronze. Eles usavam armaduras e ferramentas de bronze e eram mais inteligentes que os predecessores, mas acabaram se matando. Destino: Submundo. O chefe dos deuses tentou mais algumas vezes até chegar à Raça de Ferro. Gente que trabalhava duro e sabia dividir o mundo entre o bem e o mal. Eles foram imediatamente acolhidos por um titã que durante a Guerra Cósmica não se uniu a seus irmãos contra os deuses, Prometeu. 

O titã ensinou aos homens os segredos da navegação e da medicina e mostrou como sacrificar animais e oferecer parte deles aos deuses. Numa ocasião, quando um touro foi sacrificado e ninguém sabia com que parte presentear os deuses, Prometeu enrolou a carne com a pele do bicho e embrulhou os ossos numa bola de gordura. Zeus escolheu os ossos. Ficou tão decepcionado e furioso que se negou a dar o fogo aos homens. Prometeu, então, resolveu roubá-lo dos deuses (veja abaixo).


VINGANÇA DE ZEUS 


Prometeu não foi o único a sofrer a fúria de Zeus pelo roubo do fogo divino. Imediatamente ele elaborou duas vinganças contra os humanos. Ele pediu a Hades que criasse a primeira mulher. (É isso mesmo, até então, para a mitologia grega, a aventura humana era exclusivamente masculina.) Ela se chamava Pandora. Era linda, porque Atena e outras deusas a encheram de beleza. O deus Hermes a ensinou a enganar. Pandora se casou com o filho de Prometeu e veio para a terra. Os deuses lhe deram muitos presentes, entre eles uma jarra. Quando abriu o que passou à história como "a caixa de Pandora", todos os males, doenças e desastres se espalharam pela Terra e os humanos foram condenados a uma vida miserável. Mas no fundo da jarra havia a única boa notícia: a esperança. 

A outra vingança de Zeus foi mais direta. Ele resolveu escorraçar a raça humana da face da Terra. Para tanto, criou um dilúvio. Alertado por seu pai, Prometeu, Deucalião e sua mulher, Pirra (filha de Epimeteu e Pandora - e portanto neta e nora do titã), construíram uma arca, tal como Noé fez no relato bíblico. Quando as águas baixaram, o casal foi a Delfos para agradecer à titã Têmis. Lá, ela disse que jogassem por trás do ombro os ossos de seus antepassados. Eles não entenderam de primeira, mas depois concluíram que Têmis se referia a Gaia, a Mãe Terra (sempre ela). Pegaram as pedras do chão e jogaram para trás. De cada pedra nasceu um humano. Deucalião gerava homens e Pirra, mulheres. Assim, os humanos brotaram do solo e a Terra foi repovoada. Veja mais em: 
Deuses criados à imagem dos seres humanos
A nota de 2,7 trilhões


Um pouco de nostalgia pro fim de semana. Quando eu tinha 17 anos fui viajar pro interior de Minas (sou de SP) e passei uma semana sem saber de notícia nenhuma. Quando voltei, a moeda do país tinha mudado sem que eu soubesse. Agora ela não chamava mais “cruzeiro”. Era “cruzeiro real”. A menor nota que fazia sentido carregar na carteira era a de 50 mil. Àquela altura ela comprava o que uma de R$ 2 compra hoje. A nota de 50 mil cruzeiros virou a de 50 cruzeiros reais – tinham cortado mais três zeros. A nota vinha carimbada. Estavam impressos ali os mesmo “50 mil” de antes. Mas o carimbo estava lá para avisar que não, aquele pedaço de papel agora tinha vergonha na cara:


Quer dizer: você podia comprar uma caixa de fósforos com ele sem passar pelo constrangimento de dar uma nota de 50 mil. O carimbo garantia: aquela era uma nota de 50. 50 cruzeiros reais. Eram “reais” no sentido de de “valor real” de “moeda de verdade”. Mas era uma verdade de perna curta… Não deu um mês e já não dava pra comprar nada com 50, nem palito de fósforo avulso, caso alguém vendesse. Foi o ano com a maior inflação da nossa história: 2.700%. Aí entrou 1994 e, rapidinho, a unidade básica da economia, o menor valor possível que fazia sentido carregar no bolso, era a nota de mil cruzeiros reais. Um milhão de cruzeiros dos antigos. E aí veio o real, que estreou em 30 junho, no meio da Copa do Mundo, sem cortar três zeros, mas valendo US$ 1. Deu certo. Ainda bem, já que o real já era a quarta moeda do país desde 1970 (na verdade, a quinta, já que no meio do caminho teve uma mudança de nome sem corte de zeros). Vale a pena ver de novo:

Cruzeiro real (1993 a 1994)

Vale também dizer quanto um real de 1994 comprava de cada moeda. Então vamos lá: R$ 1 = CR$ 2.750

Cruzeiro (1990 a 1993)

R$ 1 = Cr$  2.750.000

Cruzado novo (1989 – 1990)

O cruzado novo e o cruzeiro pós-1990 eram a mesma moeda. Foi aqui que só teve mudança de nome, sem corte de zeros. Então R$ 1 = NCz$  2.750.000. Igual.

Cruzado (1986 – 1989)

1R$ =  Cz$ 2.750.000.000

Cruzeiro (1970 – 1986)

1R$ =  Cr$ 2.750.000.000.000

E é isso aí. A nota de 2,7 trilhões do título é a de um real, que vale 2,75 trilhões de cruzeiros.  Ou 2,75 bilhões de notas de um barão, hehe.


A história secreta do Ano-Novo

Uma crise econômica global esquecida pela humanidade deu origem à festa da virada há milhares de anos. E mais importante: é graças ao Ano-Novo que você está vivo


A sensação é poderosa. No dia 31 de dezembro você sabe que um ano zero-quilômetro vai tomar o lugar do velho, que já deu tudo o que tinha que dar. Hora de todo mundo se reunir para ver fogo no céu, fazer oferenda para Iamanjá, pular 7 ondinhas, abraçar qualquer estranho que estiver por perto. É a maior festa da humanidade. A grande celebração ao ciclo da vida, que agora recomeça.

Mas espera um pouco. Que ciclo? Que recomeço? A geometria da vida é implacavelmente reta: você fica mais velho a cada virada de ano e pronto. Não acontece nada de sobrenatural na meia-noite do dia 1º. Concorda? Se você pensou "concordo", provavelmente está mentindo. Para si mesmo, até. A ilusão de que as viradas de ano significam algo - algo grande e bom - é universal. E é graças a ela que você está aqui, vivo.

Isso porque cada um de nós descende de alguém que sobreviveu à maior crise econômica da história. A única que teve potencial para riscar a humanidade da face da Terra. Ela aconteceu há milhares de anos, quando a única coisa que nós conhecíamos como trabalho era caçar. Às vésperas de 11000 a.C., o modo de vida dos caçadores estava no auge. O homem, àquela altura, tinha uma arma com a qual nenhum outro predador contava: a religião. Não exatamente aquilo que vem à nossa cabeça quando pensamos em religião, mas algo realmente abstrato: a ideia de acreditar que existe alguma coisa maior, além da vida. Isso é um instinto básico da nossa mente. E por ser algo comum a todos ele tornava as tribos mais coesas em torno dos ritos espirituais e divindidades que cada uma criava. Agora, unidos, cada vez mais numerosos e habilidosos, os Homo sapiens tinham virado os maiores predadores que a Terra já vira. Era um momento de euforia. Só que, como toda euforia, essa também era irracional.

A caça indiscriminada tinha diminuído a quantidade de animais selvagens disponíveis por aí. Para piorar, um miniaquecimento global fez rarear presas das boas, como bisões e mamutes (nota: daquela vez o aquecimento não foi culpa nossa, era só o fim de mais uma Era Glacial). O ponto é que a escassez de proteína animal colocou em xeque o modo de vida dos nossos avós caçadores.

Isso não aconteceu de uma tacada só no planeta todo, note bem. Naqueles dias a vida era em tribos de 100, 150 pessoas que, quando entravam em contato umas com as outras, era para guerrear. Cada uma viveu uma escassez a seu tempo. E foi mais de uma. Só que, olhando daqui de longe, a junção desses problemas esparsos pode ser vista como uma grande crise global.

Mas e para sair dessa crise? Bom, a solução foi parecida com a de hoje. O que os Bancos Centrais fizeram em 2009 foi imprimir dinheiro. Em 11000 a.C. decidiram imprimir outra coisa: comida. Na terra. Cultivar sementes e esperá-las crescer era o jeito de conseguir as calorias que a caça não dava mais.

Só que aí veio uma surpresa: essa técnica, a agricultura, permitia sustentar de 10 a 100 vezes mais pessoas no mesmo espaço físico. Os que optaram por esse caminho cresceram e se multiplicaram. Mas eles só conseguiram isso porque inventaram um novo deus:o calendário.

No culto da passagem dos dias esperando as sementes darem fruto, a humanidade descobriu um ótimo método para saber as épocas certas de plantar: observar a posição das estrelas e a trajetória do Sol ao longo do ano. Fazer a leitura do céu era tão essencial para a agricultura, que povos de todos os cantos do mundo aprenderam isso mais hora menos hora. E assim dominaram algo que parecia sobrenatural: os ciclos do tempo. Mas pragmatismo científico nunca foi o nosso forte como espécie. E é por isso que o céu foi tratado como divindade. Só o fato de você saber seu signo já se trata de uma herança dessa época - as 12 constelações do zodíaco são nada mais que os conjuntos de estrelas mais usados para marcar as estações do ano.

É esse mesmo impulso de divinizar as coisas que levou à felicidade instintiva de se entregar a rituais como pular 7 ondas. É esse impulso que faz a vida parecer feita de ciclos. As colheitas é que são de fato cíclicas. Ao divinizá-las, nossos ancestrais imprimiram na cultura humana a ideia de que a própria vida se renova a cada ano. E festejar essas renovações era fundamental para que continuássemos vivos. Olha só. O Ano-Novo é uma das festas para marcar o auge do frio no hemisfério norte - a outra é o Natal. Na ausência de um instinto biológico tão forte quanto o das formigas para acumular comida para o inverno, a sensação de que um evento superimportante estava para acontecer bem no meio da estação fria fazia nossos ancestrais agir exatamente como elas, economizando para ter banquetes na época de fome. E cada geração transmitiu para suas crianças que aquele era o momento mais especial do ano. Era mesmo. E ainda é. Trata-se do momento em que comemoramos a sobrevivência da espécie humana. Pelo menos até a próxima grande crise chegar. Ou ela já chegou?
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Conheça as 16 tumbas mais famosas do mundo
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JONH LENNON E SUA CONTRIBUIÇÃO PARA O ATIVISMO POLÍTICO NA CLASSE ARTÍSTICA
Texto de Wellington Barbosa.


No mês de outubro nada me soa mais oportuno do que lembrar do nascimento de Jonh Wiston Lennon que neste último dia 09 de outubro faria 72 anos de idade se estivesse vivo, e também falar um pouco da sua enorme contribuição e seu legado para a classe artística e para toda a população, principalmente para aqueles que se preocupam com um mundo melhor. O legado a que me refiro é o ativismo político que ele exerceu com grande maestria principalmente durante os anos 70. 

Foi nos anos 70 que Jonh Lennon e sua eterna parceira artística e amorosa Yoko Ono envolveram-se em vários eventos políticos, como a promoção à paz, pelos direitos das mulheres e trabalhadores também exigindo o fim da guerra do Vietnã. Seu envolvimento com líderes da extrema-esquerda norte-americana, com Jerry Rubin Abbie Hoffman e Jonh Sinclair, além de seu apoio formal ao Partido dos Panteras Negras, deu início a uma perseguição ilegal do governo Nixon ao casal. A pedido do Governo, a Imigração deu início a um processo de extradição de John Lennon dos EUA, que durou cerca de três anos, período em que John ficou separado de Yoko Ono por 18 meses, entre 1973 e 1975.


Para a casa Branca Lennon e Yoko poderiam desgastar muito a imagem do governo devido a popularidade do casal. Para a sorte do casal e dos seus fãs eles conseguiram voltaram a ficar juntos e conseguiram vencer o processo de imigração conseguindo o Green Card. Lennon não foi o primeiro e o último artista a se engajar politicamente, contudo ele personaliza para si a referência de um autêntico artista pop que influenciou gerações até hoje é lembrado por seu comprometimento em construir um mundo melhor. Lennon e seu ativismo influenciaram artistas como o Bonno Vox do U-2, Shakira, dentre tantos outros, Lennon e seu legado continua vivo no coração de milhares de Fãs apaixonados pela sua música e pelo estilo de vida comprometido por um mundo melhor.
Museu resgata imagens históricas do indigenismo no Brasil
Livro traz fotos feitas durante 57 anos de trabalho de extinto órgão federal.
Serviço de Proteção ao Índio foi o embrião da Funai.

Distribuição de brindes aos índios Kuikuro pela equipe do Serviço de Proteção ao Índio (Foto: Divulgação/Museu do Índio)

Imagens e documentos históricos recuperados por antropólogos do Museu do Índio, no Rio de Janeiro, recontam 57 anos do trabalho de relacionamento com indígenas em diversas partes do país feito pelo extinto Serviço de Proteção ao Índio (SPI), embrião da atual Fundação Nacional do Índio (Funai).

Índios Kamayurá escutando vitrola (Foto: Divulgação/Museu do Índio)
O material conta com 25 artigos de especialistas que conviveram ou ainda trabalham com populações indígenas, além de mais de 400 fotos históricas e matérias jornalísticas da primeira metade do século XX.

Freire disse ao G1 que quase todas as fotos da publicação foram “garimpadas” em sedes da antiga SPI, agregadas após seu fim pela Funai. Na maioria dos casos, foram encontrados apenas os negativos, já que as imagens originais foram destruídas em um incêndio na década de 1960.

Pelos direitos dos índios

Criado em 1910, o SPI foi organizado por Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon, sertanista brasileiro que desbravou o país a serviço do governo.

“O SPI foi criado para instaurar o direito dos índios, demarcar suas terras e tentar uma aproximação deles com a sociedade”, explica Carlos Augusto.

De acordo com o antropólogo, a documentação mostra que, mesmo com o passar do tempo e a integração dos índios à vida urbana, a identidade étnica não foi perdida.

“Por mais que alguém doasse ao índio uma calça jeans, nada disso alterou a potencialidade dele ser identificado como índio”, disse.

Segundo Carlos, o SPI entrou em crise na década de 1960, período que, de acordo com o antropólogo, o Brasil registrou grande quantidade de conflitos agrários entre indígenas e agricultores.

Em seu vácuo, nasceu a Funai, que utilizou a mesma estrutura e quadro de funcionários do órgão federal. "Essa documentação prova que os índios sofreram ao longo do século passado", disse. G1
Como era um bordel na Roma Antiga

Conhecida como “profissão mais antiga do mundo”, a prostituição deu o que falar no História sem Fim quando publicamos os Tipos de prostitutas da Roma Antiga e Como era o trabalho de uma prostituta romana. Os leitores curtiram e muitos pediram mais! Então, vamos desvendar os lupanares da Roma Antiga, ou seja, os bordéis e prostíbulos da época. As informações são do site espanhol Historias de la historia.

Achou curioso o nome do local onde era exercido o ofício sexual? Lupanares vem do latim lupa,que significa lobo. Sugestivo, não? Mas, ao que parece, o nome tem outra origem. Na Roma Antiga, havia uma festa religiosa em homenagem ao deus Lupercus, as Lupercales, na qual mulheres prostituíam-se para os sacerdotes, o luperci, como eram conhecidos.

Mas vamos direto ao bordel da Roma Antiga, onde homens e mulheres atendiam os clientes (homens) da época. Para entender como era esse estabelecimento, é preciso considerar como era a cultura e a sexualidade da época. “Nosso atual pudor e vergonha por alguns temas, como o sexo, está embutido em nossas mentes por educação judaica e cristã, que recebemos desde pequenos e que algumas pessoas mais idosas ainda ensinam. Mas, na sociedade greco-romana, o conceito de “pecado” e “homossexual” não existiam, nem se contempla como atentado moral a pederastia ou qualquer outra forma de prazer sexual. Por isso, não podemos nos escandalizar de que nos lupanares podiam-se encontrar meninos e meninas de qualquer idade a serviço de todo tipo de cliente. O importante não era com quem você dormia, mas o papel que desempenhava na relação, ativo ou passivo”, escreveu o historiador Jans Sanz.

Um dos bordeis mais conhecidos da Roma Antiga é o de Pompeia. A casa ficava a duas quadras da principal rua da cidade e tinha dois andares. O de cima era reservado para os caras com mais poder aquisitivo e, o debaixo, mais modesto, era para os demais e contava com cinco fornices,como eram conhecidos os quartos das prostitutas. Um detalhe engraçado: na porta de cadafornices, pinturas na parede indicavam a especialidade da profissional daquele cômodo. Era uma forma de ninguém reclamar que comprou gato por lebre…


Regras para sexo pago eram diferentes na Grécia e em Roma 

GRÉCIA 
As moças da vida não eram todas iguais - elas seguiam uma hierarquia. A maioria delas era escrava, mas havia também mulheres vendidas aos bordéis pelos pais ou irmãos.

CLASSE ALTA
Prostitutas de primeira classe, com treinamento intelectual e cultural.

CLASSE MÉDIA
Tocadoras de flauta e dançarinas, especialistas em ginástica e sexo oral. Eram imigrantes.

CLASSE BAIXA
Vendidas pela família, ganhavam mal e tinham poucos direitos.

ROMA 
Registradas e pagadoras de impostos, as prostitutas se vestiam com tecidos floridos ou transparentes, e, por lei, não podiam usar a estola, veste das mulheres livres, nem a cor violeta. 

Os cabelos deviam ser amarelos ou vermelhos. 

O lugar mais comum de trabalho delas era sob arcos arquitetônicos: a palavra fornicação vem do latim fornice, que significa arco.
Super
3.500 degraus e 1.000 anos de História
Poço Chand Baori é patrimônio indiano
  (Foto: reprodução)


Paredões de escadas que parecem não ter fim chegam a hipnotizar os visitantes do poço Chand Baori, no vilarejo indiano de Abnaheri, tamanho o impacto visual que ele é capaz de provocar. Erguido entre os séculos 8 e 9 e considerado um dos maiores do mundo, o poço tem 3.500 degraus distribuídos em escadas tão alinhadas que parecem flutuar. Com uma profundidade equivalente a 13 andares, o local é um dos pontos turísticos mais admirados da Índia e foi, durante séculos, a principal fonte de abastecimento de água para a região do Rajastão, próximo ao Grande Deserto Indiano - na divisa com o Paquistão.

A impressionante arquitetura de mais de 1000 anos, além de fazer parte do patrimônio histórico da Índia, atrai milhares de pessoas em dias muito quentes, já que a temperatura interna em seu interior costuma ser de 5 a 6°C mais fresca que a externa. O consumo da água, porém, é desaconselhado (como se pode deduzir pela sua aparência). Saiba mais
COLUNA ESPECIAL - HISTÓRIA
OS ATAQUES DE 11 DE SETEMBRO DE 2001 
E AS TEORIAS CONSPIRATÓRIAS QUE O CERCAM.
Texto de Wellington Barbosa.

Os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, chamados também de atentados de 11 de setembro de 2001, foram uma série de ataques suicidas coordenados pela Al-Qaeda aos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, 19 terroristas da Al-Qaeda seqüestraram quatro aviões comerciais a jato de passageiros.
Os seqüestradores intencionalmente bateram dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, matando todos a bordo e muitos dos que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram em duas horas, destruindo construções vizinhas e causando outros danos. O terceiro avião de passageiros caiu contra o Pentágono, em Arlington, na Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois que alguns de seus passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle do avião, que os sequestradores tinham reencaminhado para Washington, D.C. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos. 

 

 O total de mortos nos ataques foi de 2.996 pessoas, incluindo os 19 seqüestradores. A esmagadora maioria das vítimas era civil, incluindo cidadãos de mais de 70 países. Além disso, há pelo menos um óbito secundário - uma pessoa foi descartada da contagem por um médico legista, pois teria morrido por doença pulmonar devido à exposição à poeira do colapso do World Trade Center.

Desde o fatídico episodio do 11 de setembro 2001, que começam rumores a respeito de uma conspiração envolvendo o governo americano. Segundo uma das teses da teoria da conspiração afirma que o governo norte-americano sabia dos ataques que estavam prestes a acontecer e que o mesmo se recusou a agir. Uma outra teoria que vem bastante à tona é a que diz que os ataques foram forjados pelo próprio governo com o objetivo de incitar os ânimos e angariar a lealdade do povo americano. Não podemos nos esquecer das teorias conspiratórias que afirmam que o desabamento das torres do World Trade Center foi o resultado de uma demolição controlada. Outras teorias também argumentam que um avião comercial não impactou contra o Pentágono e que o Voo 93 da United Airlines foi abatido em pleno ar. A verdade caro leitor é que a história americana assim como a nossa tem várias construções dos seus respectivos grupos de interesse. É da suprema inteligência humana duvidar hoje e sempre. Na história da humanidade sempre houve farsas que muitas vezes a grande maioria da população não teve acesso. Não quero afirmar que esse episódio se enquadra nessa modalidade, contudo deve-se estar aberto a outras perspectivas sobre esse episódio que não seja a versão oficial. Por fim analisem e conheçam mais sobre essas teorias e tirem suas próprias conclusões. Afinal de contas este fato trouxe conseqüências para os Estados Unidos e para o resto do mundo.
Coluna Especial
24 DE AGOSTO DE 1954: 
A MORTE DE GETÚLIO E SUA HERANÇA PARA A POLITICA BRASILEIRA.

Texto de Wellington Barbosa.

Foi num dia 24 de agosto de 1954 que Getúlio Dorneles Vargas deu um tiro certeiro no seu peito no qual tirava não só sua vida, mas também a chance dos conspiradores de direita nacional chegarem ao poder naquele mesmo ano. Só 10 anos depois, a direita ultraconservadora chegaria ao poder com o golpe militar que depôs o presidente João Goulart (Jango) em 1 de abril de 1964.

A velha direita udenista liderada pelo governador da Guanabara a época Carlos Lacerda, viria também ser vitima da sede de poder da linha dura do governo militar que só daria lugar a democracia em 1985 com a eleição de Tancredo Neves eleito em pelo colégio eleitoral.

Ficheiro:Título de eleitor de Getúlio Vargas 1934.jpg 
Ficheiro:Getulio Vargas (1930).jpg Mesmo sendo considerado por boa parte dos historiadores como uma controvertida figura da política nacional é inegável que Getúlio Vargas foi um dos maiores políticos nacionalistas que o Brasil já teve. Conhecido como o “pai dos pobres” era considerado por seus admiradores como um homem progressista, que defendia um estado nacional forte e que introduziu vários direitos trabalhistas que conhecemos hoje, mas que nosso proletariado não tinha direito tais como: 13º salário, jornada de 8 horas semanais, férias, dentre outros. Além do direito de voto das mulheres e o voto secreto. Para seus oposicionistas Getúlio não passava de um ditador egocêntrico e populista. 

A verdade inegável como disse anteriormente é que Getúlio deixou uma inestimável herança política através das décadas, podemos inclusive citar aqui grandes políticos da nossa história contemporânea influenciados pelas idéias nacionalistas e progressistas de Getúlio como: Juscelino kusbichek com o seu famoso slogan 50 anos em 5. o João Goulart que tentou implementar as suas reformas de base, passando ainda por nomes como Tancredo neves que liderou as diretas já e que viria ser eleito pelo antigo MDB como o primeiro presidente civil depois de muitos anos de governos militares no poder. Ah! Não podemos nos esquecer do ex-governador Leonel Brizola e claro do ex-presidente lula e da nossa atual presidente Dilma Roussef. Todos os presidentes tidos como nacionalistas e progressistas tiveram que contar com as conspirações da direita conservadora de nosso pais, que não toleravam governos que queriam tirar as amarras do subdesenvolvimento do nosso Brasil e do nosso povo. 


Ficheiro:Carlos lacerda.jpg Podemos citar aqui alguns famosos conspiradores como: Carlos Lacerda, ex-governador do estado da Guanabara e também uma figura mais recente na memória brasileira, o ex-governador da Bahia e ex-senador e ministro das comunicações do governo Sarney Antônio Carlos Magalhães. Este último chegou a incitar um levante das forças armadas contra o presidente lula em plena tribuna do senado federal sob o pretexto de que o ex-presidente lula era tolerante com as invasões do MST (movimento dos sem terra). 

O nacionalismo deixado como herança por Getúlio Vargas segue através das décadas no ideário de muitos políticos brasileiros assim como também uma forte oposição de outros naipes de políticos mais conservadores que defendem um estado menos protagonista no cenário social e econômico conhecidos como neoliberais. 

O legado de Getúlio Vargas esta aí a disposição de todos os brasileiros e brasileiras para que possam conhecer e ao mesmo tempo tirarem suas próprias impressões sobre este político gaúcho que teve seu lado ditador de 1930 até 1945 e o lado de o homem que foi a posteriori eleito pelo voto popular aclamado presidente da república pelo povo em 1950 e considerado até hoje como um dos maiores presidentes da história do Brasil. 

Abaixo trecho da carta testamento supostamente escrita por Getúlio Vargas antes do seu suicídio em 24 de agosto de 1954. 

“Deixo à sanha de meus inimigos, o legado de minha morte. Levo o pesar de não ter podido fazer, por este bom e generoso povo brasileiro, e principalmente pelos mais necessitados, todo o bem que pretendia. 

A mentira, a calúnia, as mais torpes invencionices foram geradas pela malignidade de rancorosos e gratuitos inimigos, numa publicidade dirigida, sistemática e escandalosa. 

Acrescente-se na fraqueza dos amigos que não defenderam, nas posições que ocupavam, à felonia de hipócritas e traidores a quem beneficiei com honras e mercês, à insensibilidade moral de sicários que entreguei à justiça, contribuindo todos para criar um falso ambiente na opinião pública do país contra a minha pessoa. 

Se a simples renúncia ao posto a que fui levado pelo sufrágio do povo me permitisse viver esquecido e tranquilo no chão da pátria, de bom grado renunciaria. Mas tal renúncia daria apenas ensejo para, com mais fúria, perseguirem-me e humilharem-me. Querem destruir-me a qualquer preço. Tornei-me perigoso aos poderosos do dia e às castas privilegiadas. 

Velho e cansado, preferi ir prestar contas ao senhor, não dos crimes que não cometi, mas de poderosos interesses que contrariei, ora porque se opunham aos próprios interesses nacionais, ora porque exploravam, impiedosamente, aos pobres e aos humildes. só deus sabe das minhas amarguras e sofrimentos. Que o sangue dum inocente sirva para aplacar a ira dos fariseus. 

Agradeço aos que de perto ou de longe me trouxeram o conforto de sua amizade. “A resposta do povo virá mais tarde...” 

— Getúlio Vargas

Referências:  Wikipedia 

VERGARA, Luís, Getúlio Vargas Passo a Passo, 1928-1945, página 205, AGE Editora, segunda edição, Porto Alegre, 2000 






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